Estratégia e Execução

Tédio ou tempo de incubação?

Manfred Kets de Vries, especialista do Insead, redefine o tempo sem fazer nada e condena as empresas que encorajam os viciados em trabalho.

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O ciberespaço nos dá a ilusão de que somos produtivos fazendo mil coisas ao mesmo tempo. E as empresas nos encorajam a sermos viciados em trabalho. Resultado? Tanto nós como os negócios saem perdendo. Essa é a tese de Manfred Kets de Vries, célebre professor de desenvolvimento de lideranças e gestão da mudança do Insead, da França, no paper Doing Nothing and Nothing to Do: The Hidden Value of Empty Time and Boredom. 

De Vries retoma a ideia de Domenico de Masi de que o culto ao ócio é importante para a criatividade e a competitividade, mas vai além, propondo que o tempo sem fazer nada seja percebido como período de incubação de iniciativas importantes para os negócios. “O grande historiador de arte do Renascimento, Giorgio Vasari, dizia que muitos homens geniais chegaram a suas obras-primas quando trabalharam menos”, afirma. 

“E Paul McCartney compôs sua música Yesterday durante o sono.” Relacionar-se com as pessoas ativamente, dizer “não” e dormir oito horas por dia são cruciais para isso, segundo De Vries.

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