Uncategorized

Thalita Gelenske e a missão da diversidade

CEO do Grupo Anga, estrategista da Eureca e conselheiro do Capitalismo Consciente Brasil

Compartilhar:

A história de Thalita Gelenske Cunha, 26 anos, pode começar a ser contada nas quadras de seu colégio em Niterói (RJ). Ali nasceu sua paixão pelo esporte. Apesar de uma estatura não tão elevada, ela se arriscou em tudo – inclusive no basquete e no vôlei – e tornou-se desde garotinha uma reconhecida liderança em competições escolares. O esporte ensinou muito sobre cooperação, liderança, resiliência, inteligência emocional e tantas outras competências que se tornaram vitais para os capítulos seguintes da jornada dela. 

Entrou na faculdade de administração da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) em 2008 e, enquanto seguia estudando para medicina, sua primeira opção, decidiu investir tempo no movimento Empresa Júnior. A paixão pelo movimento a levou a desistir da medicina e a trajetória no movimento acabou no cargo de conselheira da Rio Junior, a federação do seu estado. Thalita ali aprendeu muito sobre empreender, já que fez muitos eventos e projetos com pouco ou quase nenhum recurso e muito sobre administração na prática, incluindo a gestão de pessoas. Depois da empresa júnior, chegou a estagiar brevemente em uma consultoria para tecnologias emergentes e emendou um intercâmbio de três meses na Disney. Com os chamados Disney Basics, incorporou competências da cultura da empresa. 

Em 2011, já no fim da faculdade, foi aprovada no processo seletivo da Vale como estagiária para a área de engajamento e employer branding, quando conheceu uma importante mentora, Renata Mazoco, que seis anos depois contribuiria muito para Thalita tornar-se a primeira vencedora do Prêmio Valuable Young Leaders (VYL), iniciativa da Harvard Business Review Brasil e da Eureca!. Mas, ainda na Vale, conectou-se com importantes projetos e foi efetivada na área de recursos humanos, onde aprendeu que é possível aliar realização profissional e satisfação pessoal e começou a refletir muito sobre seu propósito e no que gostaria de investir seus talentos para gerar impacto social. 

Em 2017, além da conquista do prêmio VYL, Thalita foi aprovada pelo Fórum Econômico Mundial como global shaper, reconhecida rede de jovens com potencial para transformar realidades, e ainda foi aprovada no Young Leaders of the Americas Initiative – programa do governo norte-americano que seleciona jovens empreendedores para sua valiosa rede de fellows. No YLAI, Thalita foi aprovada com o próprio negócio, a consultoria Blend Edu, com a desafiadora missão de fazer o tema de diversidade avançar nas organizações e na sociedade. 

Hoje, Thalita, que saiu da Vale, investe em seu caminho empreendedor na Blend, desenvolvendo soluções educacionais inovadoras, lúdicas e tecnológicas para que empresas e escolas tenham uma cultura inclusiva. Ao mesmo tempo, atua em tempo parcial na startup Pebmed, como líder de pessoas e cultura. 

Uma coisa é perceptível: empreendendo ou intraempreendendo, Thalita sabe que precisa seguir seu chamado e cumprir seu propósito”. 

SAIBA MAIS SOBRE THALITA GELENSKE

Tem mais de sete anos de experiência em gestão estratégica de pessoas e inclusão, é fellow da YLAI, global shaper (membro da rede de jovens ligada ao Fórum Econômico Mundial) e vencedora do Prêmio HBR Valuable Young Leaders 2017. Tem mestrado pela Fundação Getulio Vargas e MBA em liderança, inovação e gestão 3.0. Criou a Blend Edu, consultoria em diversidade e inclusão, que nasceu com o propósito de construir um futuro de mais tolerância e empatia para o Brasil.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Flexibilidade não pode ser benefício

E se o problema não for a falta de compromisso das pessoas, mas a incapacidade das organizações de absorver a forma como elas realmente trabalham hoje?

IA não fracassa no modelo – fracassa no negócio

Muito além do algoritmo, o sucesso em inteligência artificial depende da integração entre estratégia, dados e times preparados – e é justamente essa desconexão que explica por que tantos projetos não geram valor.

O custo oculto da inclusão mal feita

Quando falta preparo das lideranças, a inclusão deixa de gerar valor e passa a produzir invisibilidade, rotatividade, baixa performance e riscos reputacionais que não aparecem no balanço – mas corroem os resultados.

Pressão econômica leva Geração Z ao consumo compartilhado

Quando viver sozinho deixa de ser viável, o consumo também deixa de ser individual – e isso muda tudo para as marcas. Este artigo mostra como a Geração Z está redefinindo consumo, pertencimento e a forma como as empresas precisam se posicionar.

Todos nus com a mão no bolso

Não é a idade que torna líderes obsoletos – é a incapacidade de abandonar ideias antigas em um mundo que já mudou. Este artigo questiona o mito da liderança geracional e aponta qual o verdadeiro divisor de águas.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
17 de maio de 2026 17H00
E se o problema não for a falta de compromisso das pessoas, mas a incapacidade das organizações de absorver a forma como elas realmente trabalham hoje?

Marta Ferreira

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
17 de maio de 2026 10H00
Muito além do algoritmo, o sucesso em inteligência artificial depende da integração entre estratégia, dados e times preparados - e é justamente essa desconexão que explica por que tantos projetos não geram valor.

Diego Nogare

7 minutos min de leitura
Liderança
16 de maio de 2026 15H00
Sob pressão, o cérebro compromete exatamente as competências que definem bons líderes - e este artigo mostra por que a falta de autoconsciência e regulação emocional gera um custo invisível que afeta decisões, equipes e resultados.

Daniel Spinelli - Consultor especialista em liderança, Palestrante Internacional e Mentor

8 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
16 de maio de 2026 08H00
Quando falta preparo das lideranças, a inclusão deixa de gerar valor e passa a produzir invisibilidade, rotatividade, baixa performance e riscos reputacionais que não aparecem no balanço - mas corroem os resultados.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de maio de 2026 13H00
Quando viver sozinho deixa de ser viável, o consumo também deixa de ser individual - e isso muda tudo para as marcas. Este artigo mostra como a Geração Z está redefinindo consumo, pertencimento e a forma como as empresas precisam se posicionar.

Dilma Campos - CEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera.ntwk

3 minutos min de leitura
Liderança
15 de maio de 2026 07H00
Não é a idade que torna líderes obsoletos - é a incapacidade de abandonar ideias antigas em um mundo que já mudou. Este artigo questiona o mito da liderança geracional e aponta qual o verdadeiro divisor de águas.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

0 min de leitura
Marketing
14 de maio de 2026 15H00
Executivo tende a achar que, depois de um certo ponto, não é mais preciso contar o que faz. O case da co-founder do Nubank prova exatamente o contrário.

Bruna Lopes de Barros

4 minutos min de leitura
Liderança
14 de maio de 2026 08H00
À luz do Aikidô, este artigo analisa a transição da liderança coercitiva para a liderança que harmoniza sistemas complexos, revelando como princípios como Wago, Awase e Shugi‑Dokusai redefinem estratégia e competitividade na era da incerteza.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

10 minutos min de leitura
Liderança
13 de maio de 2026 15H00
Em um mundo dominado pela urgência e pelo excesso de estímulos, este artigo provoca uma reflexão essencial: até que ponto estamos tomando decisões - ou apenas reagindo? E por que recuperar a capacidade de pausar, escolher e agir com intenção se tornou um diferencial crítico para líderes e organizações.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

7 minutos min de leitura
Finanças, Inovação & estratégia
13 de maio de 2026 08H00
Entre pressão por resultados imediatos e apostas de longo prazo, este artigo analisa como iniciativas de CVC podem sobreviver ao conservadorismo corporativo e construir valor além do retorno financeiro.

Rafael Siciliani - Gerente de New Business Development na Deloitte

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão