Empreendedorismo

Times híbridos: resultados de um método prático

Saiba como a flexibilização da sua força de trabalho tem impacto direto no desempenho da sua startup
É CEO da Matchbox e membro da Confraria do Empreendedor.

Compartilhar:

A pandemia trouxe uma comprovação: a possibilidade de construir startups de alta performance com [times híbridos](https://mitsloanreview.com.br/post/o-futuro-do-seu-negocio-sera-em-rede-e-hibrido). Sempre entendi que as empresas dependiam de uma cultura baseada na proximidade e união do time. Tenho muito apreço pelo nosso escritório e por estar junto da minha equipe. Mas a pandemia veio e mudou totalmente a nossa rotina.

Como muitos outros empreendedores no Brasil, tivemos pouco [tempo para nos adaptar](https://mitsloanreview.com.br/post/desafios-da-pandemia-produtividade-e-colaboracao), no entanto, incorporamos rituais e processos que vieram para ficar. Hoje, entendo que esse novo contexto fortalece a nossa cultura e acelera as tomadas de decisão.

Percebemos nesse processo que várias dessas iniciativas ajudavam na organização do time e nos incentivou a documentar alguns processos importantes. Colaborou para isso o networking com outros empreendedores, para ver como outras startups estavam se adaptando à nova realidade.

Atualmente, ainda que grande parte do time esteja em regime de trabalho remoto, já observamos uma grande virtude no modelo híbrido. Entendemos que ele [não iria nos limitar, mas sim nos fortalecer](https://mitsloanreview.com.br/post/o-grande-inimigo-da-inovacao). A partir dessa perspectiva, começamos a olhar para essa modalidade com mais atenção.

## Tecnologia e cultura apontam a direção
Quando falamos da gestão de um time híbrido, acredito que dois fatores nos apoiam e são muito importantes: tecnologia e cultura. Em tecnologia, foi importante nos [adaptarmos 100% ao cloud](https://mitsloanreview.com.br/post/presente-e-futuro-da-nuvem-para-os-negocios). Saímos do planejamento feito em planilhas de Excel para um software de gestão de projetos. Saímos do servidor físico e fomos para a nuvem.

Pequenas adaptações, que já existiam dentro de times específicos, disseminamos por toda a empresa. Foi importante também garantir que todo o time tivesse o equipamento adequado para trabalhar no seu home office. Para isso, permitimos que os colaboradores utilizassem cadeiras, monitores e teclados da empresa, e fizemos o envio destes itens para a casa de cada um. Foi uma iniciativa de custo baixo, mas de grande impacto para as pessoas.

Em cultura, nosso foco foi garantir que a experiência de onboarding e de [conexão com a nossa startup no modelo online ](https://mitsloanreview.com.br/post/boas-praticas-de-comunicacao-em-tempos-de-home-office)fosse tão boa quanto a presencial. Criamos momentos de descontração e aproximação com o time, como nossa festa de fim de ano online (com direito a DJ). Garantimos ainda que as reuniões semanais com toda a nossa equipe fossem mantidas, assim como as reuniões diárias dos times.

Foi uma oportunidade para repensar nossos benefícios também, como as aulas de inglês, que eram presenciais e migrou para o espaço online. O cartão de benefícios, que garante aos nossos colaboradores gastarem os seus pacotes de vantagens como quiserem, ficou ainda mais flexível e possibilitou um retorno mais qualificado para o investimento.

## Resultados
Dá muito orgulho ver como os times se organizaram com o modelo híbrido e hoje fica clara a evolução, quando comparamos com março de 2020. Um indicador importante para a gente é o eNPS (o quanto os nossos colaboradores indicariam a Matchbox como [um ótimo lugar para se trabalhar](https://www.revistahsm.com.br/post/livros-apontam-caminhos-para-uma-lideranca-inclusiva)), e este índice foi de 50 para 71 ao longo dos últimos meses.

Ao longo desse período de um ano, aprendi que todos nós só temos a ganhar com a eliminação das fronteiras no mercado de trabalho. Essa foi a principal lição que extrai com essa mudança.

Nesse contexto, buscamos os melhores profissionais para fazer parte da nossa startup, e se você estiver do outro lado do país, isso não é um impeditivo. Pelo contrário. Com esta nova política, temos acesso a talentos de todos os lugares, aumentamos a nossa diversidade e conseguimos manter uma empresa mais organizada e pronta para os [desafios que vêm pela frente](https://mitsloanreview.com.br/post/o-que-esperar-do-futuro-do-trabalho).

Compartilhar:

Artigos relacionados

Mobilidade interna: Por que quando o tema é talentos estamos sempre olhando para a grama do vizinho?

A sua próxima contratação pode já estar dentro da empresa. Dados mostram que muitos profissionais deixam suas organizações não por falta de oportunidades no mercado, mas por não enxergarem caminhos de crescimento internamente. O artigo discute por que iniciativas como marketplaces de talentos, projetos multidisciplinares, gig assignments e conversas estruturadas de carreira são fundamentais para revelar potencial, ampliar a mobilidade interna e transformar talentos já existentes em uma vantagem competitiva para o negócio.

Sua empresa precisa de um cargo ou de uma competência?

Enquanto muitas empresas ainda estruturam suas decisões de contratação a partir de cargos e organogramas, um novo modelo ganha espaço: acessar especialistas, mentores e executivos sob demanda para resolver desafios específicos de negócio. O artigo mostra como o Open Talent está redefinindo a gestão de pessoas e criando formas mais ágeis de conectar competências às necessidades reais das organizações.

O que CEOs e CFOs realmente avaliam nas reuniões de orçamento

Toda discussão sobre orçamento coloca duas perguntas na mesa ao mesmo tempo: por que investir nesta iniciativa e por que confiar no julgamento de quem a propõe? Ao explorar a lógica por trás das decisões de alocação de recursos, o artigo revela por que as negociações orçamentárias são também um dos mais importantes testes de liderança nas organizações.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de agosto de 2026 18H00
A sua próxima contratação pode já estar dentro da empresa. Dados mostram que muitos profissionais deixam suas organizações não por falta de oportunidades no mercado, mas por não enxergarem caminhos de crescimento internamente. O artigo discute por que iniciativas como marketplaces de talentos, projetos multidisciplinares, gig assignments e conversas estruturadas de carreira são fundamentais para revelar potencial, ampliar a mobilidade interna e transformar talentos já existentes em uma vantagem competitiva para o negócio.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de agosto de 2026 14H00
A lógica do “trabalhe enquanto eles dormem” ajudou a moldar uma geração de profissionais que transformou o cansaço em símbolo de mérito. O artigo questiona os mitos da cultura hustle e defende o sono como um dos investimentos mais estratégicos para desempenho, bem-estar e crescimento sustentável.

Valter Roldão - CEO da Luuna

5 minutos min de leitura
Estratégia, Cultura organizacional
31 de agosto de 2026 07H00
Ao revisitar conceitos milenares do Yoga sob a ótica da gestão contemporânea, o artigo propõe uma pergunta essencial para líderes e organizações: os sistemas que construímos estão alinhados aos valores que afirmamos praticar?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

6 minutos min de leitura
ESG
30 de agosto de 2026 14H00
Enquanto muitas empresas ainda estruturam suas decisões de contratação a partir de cargos e organogramas, um novo modelo ganha espaço: acessar especialistas, mentores e executivos sob demanda para resolver desafios específicos de negócio. O artigo mostra como o Open Talent está redefinindo a gestão de pessoas e criando formas mais ágeis de conectar competências às necessidades reais das organizações.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Estratégia, Finanças, Gestão de recursos
30 de agosto de 2026 07H00
Toda discussão sobre orçamento coloca duas perguntas na mesa ao mesmo tempo: por que investir nesta iniciativa e por que confiar no julgamento de quem a propõe? Ao explorar a lógica por trás das decisões de alocação de recursos, o artigo revela por que as negociações orçamentárias são também um dos mais importantes testes de liderança nas organizações.

François Bazini - CMO e Consultor

6 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Finanças
29 de agosto de 2026 14H00
A implementação do Split Payment inaugura uma nova lógica para o recolhimento de tributos no Brasil e altera uma dinâmica financeira que acompanha as empresas há décadas. Ao retirar do fluxo de caixa os valores destinados a impostos, o novo modelo exigirá mais planejamento, integração entre áreas e maturidade na gestão financeira e tributária.

Ulisses Brondi - CEO da ASIS Tax Tech

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
29 de agosto de 2026 07H00
Em um ambiente descrito por pesquisadores como polarizado, líquido, tenso e hiperconectado, liderar deixou de significar apenas definir direções. O desafio agora é criar culturas capazes de transformar complexidade em diálogo, ambiguidade em aprendizagem e mudanças constantes em capacidade de adaptação. O artigo discute por que essa pode ser uma das competências mais estratégicas da liderança contemporânea.

Ísis P. Fontenele - Consultora organizacional, professora da FGV, mestre em Gestão de Pessoas pela FGV EAESP

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
28 de agosto de 2026 17H00
O artigo propõe uma reflexão sobre o papel da curadoria, da divergência e do discernimento humano em uma era marcada pela abundância de inteligências e pela escassez de julgamento.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

7 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
28 de agosto de 2026 12H00
Durante anos, a baixa presença de pessoas com deficiência em posições de liderança e crescimento foi atribuída à suposta falta de qualificação. Os dados, porém, mostram outra realidade. O artigo discute como barreiras estruturais, vieses organizacionais e a ausência de oportunidades de desenvolvimento ajudam a explicar por que profissionais qualificados continuam encontrando obstáculos para avançar em suas carreiras, mesmo após a contratação.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
28 de agosto de 2026 07H00
O voluntariado corporativo emerge como uma ferramenta capaz de aproximar propósito, liderança e transformação social. No Dia Nacional do Voluntariado, o artigo convida empresas e profissionais a refletirem sobre o papel que podem desempenhar na construção de oportunidades, no desenvolvimento de pessoas e no fortalecimento de uma sociedade mais justa.

Ana Carolina Viana - Vice-Presidente de Operações Industriais da Braskem no Brasil

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo