Liderança, Times e Cultura

Trabalho híbrido

O modelo de trabalho flexível vem exaltando os ânimos, com defensores radicais de lado a lado. Geralmente lideranças querem a volta do trabalho presencial e os demais funcionários insistem em poder trabalhar remotamente com alguma frequência. Segundo depoimentos colhidos por HSM Management, no entanto, a decisão gerencial de adotar o trabalho híbrido é, sim, um booster de desempenho – desde que o modelo seja bem estruturado. Este artigo, baseado em diversas pesquisas, mostra que isso depende fortemente do papel das mídias – elas influem na formação de times, na produtividade e no bem-estar.
__Anna Queiroz__ é pesquisadora na Stanford University, onde investiga os impactos psicológicos, cognitivos e sociais do uso das tecnologias. Ela foi pioneira no estudo da fadiga do Zoom e seus impactos no ambiente de trabalho, educação, relações interpessoais, saúde e bem-estar. Anna também é referência no uso da realidade virtual na educação, saúde e trabalho. Possui mestrado e doutorado em psicologia.

Compartilhar:

Aqui em Stanford, EUA, há um levantamento sobre modelo de trabalho em andamento desde maio de 2020 com 35 mil americanos. Até agora, vem mostrando que 32% deles não querem voltar nunca mais para o escritório. Segundo pesquisa global publicada na MIT Technology Review, as empresas estão prestando atenção: 92% delas dizem que a prioridade nos próximos anos deve ser entender como os funcionários se sentem sobre o trabalho, focando experiências positivas.

Quantas vezes a amizade no ambiente de trabalho nos ajudou a resolver problemas e encarar o dia a dia com mais leveza? Quantas vezes aquele cafezinho após uma reunião difícil nos deu resiliência?

> Em termos de execução de trabalho, já não há mais diferença entre o escritório e o home office ou um hotel; já em termos de socialização, a história é outra

Com a evolução tecnológica e o avanço no mercado de serviços, muito frequentemente o resultado do trabalho passou a ser mais abstrato, e sua execução agora pode ser feita a partir de dispositivos portáteis acessíveis aos funcionários em qualquer lugar do planeta.

Pode-se dizer que, em termos de execução do trabalho, não há mais diferença entre fazê-lo no escritório da empresa, na sala de casa ou em um quarto de hotel. Mas, em termos de socialização, a história é outra. Embora as formas de comunicação mediada por computadores e dispositivos portáteis tenham crescido e melhorado exponencialmente nos últimos anos, ainda há diferenças importantes entre os encontros pessoais e os digitais.

Pode-se dizer que há um padrão:

– As mídias simples (como os e-mails) são convenientes para trocas rápidas de informação e conexões superficiais com as pessoas, onde quer que estejam. Nas empresas, essa forma tem auxiliado bastante no acompanhamento de projetos, esclarecimento de dúvidas e tomada rápida de decisões simples entre o time e a liderança.

– A comunicação por vídeo assíncrono, como o que vemos publicamente em plataformas de mídia como YouTube e TikTok, têm mais riqueza na comunicação, sendo possível identificar o alinhamento entre expressões faciais e conteúdo da fala e tirar conclusões sobre o engajamento emocional da pessoa que transmite a mensagem pelo vídeo. Porém, sendo uma comunicação de apenas uma via, sem interação, o formato é ótimo como meio informativo, por exemplo, numa apresentação de novos produtos entre áreas diferentes da empresa, mas desaconselhável para a tomada de decisões complexas e alinhamento de objetivos e tarefas.

– As ferramentas de videoconferência são um formato de mídia rico que permite interação instantânea e visualização de aspectos não verbais do comportamento, importantes para a compreensão integral da mensagem, como expressões faciais, gestos e entonação da voz. E foram um bote salva-vidas durante os períodos de reclusão impostos pela pandemia, permitindo discussões remotas próximas do que seriam as discussões presenciais. Mas, ainda assim, algo estava diferente, não estava? E ainda está, o que cria o ruído em relação ao modelo.

– E-mails: trocas rápidas de informações superficiais. Ideal para tomada de decisões simples do dia a dia.
– Vídeos: informativo, rico em detalhes. Ideal para compartilhar informações.
– VIDEOCONFERÊNCIA: comunicação em tempo real, rico em detalhes, ideal para suportar tomadas de decisão mais complexas e alinhamento do time.

Com isso em mente, conduzimos diversas pesquisas em Stanford e no Brasil para entender os aspectos psicológicos e sociais das videoconferências.

## Reuniões online cansam mais

o todo, mais de 15 mil pessoas responderam a questionários contando como se sentiam durante e após reuniões em videoconferência, bem como comparando suas experiências online e presenciais.

Comparando estudantes do ensino superior com trabalhadores no Brasil, os primeiros reportaram mais cansaço após videoconferências principalmente em função das longas aulas. Isso nos mostra que o tempo dos encontros online precisa ser repensado com cautela; devem ser mais breves e menos frequentes, e ter mais pausas do que se fossem encontros presenciais.

E por que nos cansamos mais quando estamos em reuniões online do que em presenciais? Numa pesquisa com quase 10 mil pessoas nos EUA, descobri que as pessoas se cansam por experimentarem o que chamamos de “sobrecarga não verbal” – ou seja, uma necessidade adicional de processamento da informação não verbal no ambiente digital (gestos, expressões faciais, entonação da voz), por conta das características desse ambiente digital.

Por exemplo, o fato de podermos ver nossa própria imagem na tela durante as reuniões online faz com que estejamos o tempo todo verificando a adequação dos nossos movimentos e imagem, exigindo mais atenção e cansando mais. Ver a própria imagem na tela contribui para o cansaço, sobretudo entre mulheres, reflexo da pressão social que recai sobre elas em relação à própria imagem.
Outros elementos das reuniões online que contribuem para o cansaço são o fato de ficarmos sentados por muitas horas em frente ao computador e termos a sensação de que muitas pessoas estão olhando para nós ao mesmo tempo – na visualização em galeria.

Em outra pesquisa com quase 4 mil pessoas nos EUA, descobrimos que nos sentimos mais conectados uns aos outros quando fazemos por volta de três ou quatro reuniões curtas por dia, em grupos pequenos. À medida que as reuniões se tornam mais longas ou os grupos maiores, as pessoas reportaram sentir mais cansaço e essa conexão com os outros diminui.

Os dados também mostraram que quanto mais frequentes e cansativas as reuniões, maiores os impactos negativos no bem-estar das pessoas, principalmente ao que se refere à satisfação com o trabalho.

__A EXPERIÊNCIA DE TRABALHO__ no modelo híbrido pode melhorar muito diante desses achados. Um líder precisa saber lançar mão dos recursos tecnológicos para formar times de alta performance. Os encontros precisam ter um propósito muito bem pensado, e seu formato – presencial ou digital – deve seguir esse propósito.

Reuniões de alinhamento e tomadas de decisão de percurso podem ser realizadas digitalmente, dando flexibilidade ao time e melhorando a experiência de trabalho em geral. Já decisões importantes e momentos de confraternização têm de ser sempre presenciais, pois presença plena e conversas informais são importantes nesses momentos.

É preciso, acima de tudo, considerar que os indivíduos são diferentes entre si, como nossas pesquisas mostraram repetidas vezes, e não há receita única a ser seguida. Cabe ao líder identificar como cada time funciona melhor, considerando seus diversos integrantes, e utilizar as diversas tecnologias de mídia e comunicação de acordo com as características do time e propósito da comunicação.

NÃO LUTE CONTRA O FUTURO
A flexibilidade cria condições para os trabalhadores darem o melhor de si | por Daniela Diniz

Infelizmente o ano de 2023 foi marcado por muitos líderes, no mundo inteiro, repensando a flexibilidade adotada nos dois anos anteriores e exigindo que seus profissionais reassumissem suas posições – quase como a ordem de generais aos seus soldados. De Salesforce a Zoom assistimos quase que semanalmente ao anúncio de alguma empresa sobre o retorno dos seus funcionários. Segundo uma pesquisa do Gartner do ano passado, 69% dos empregadores de médio e grande porte já estavam exigindo que seus profissionais (incluindo aqueles cujas tarefas podem ser feitas remotamente) voltassem ao escritório entre um e cinco dias na semana.

Nossas pesquisas confirmam a tendência. Em fevereiro de 2022, o relatório Tendências em Gestão de Pessoas, realizado pelo ecossistema Great People e Great Place to Work com 1,7 mil pessoas, apontava que das empresas que já tinham definido uma nova política de trabalho, 66% optaram pelo modelo híbrido; 24% pelo presencial e 10% pelo remoto. O relatório deste ano, publicado também em fevereiro, atualizou o status: 50% no híbrido; 40% no presencial e 10% se mantiveram no remoto. E a pesquisa denominada Trabalho Ideal, também do Ecossistema GPTW, identificou que a maioria das pessoas – 43,8% – já voltou ao modelo presencial igual a era pré-pandemia; 32,8% estão trabalhando num modelo híbrido e 20,2%, no remoto. Quando perguntamos, porém, qual seria o sonho deles nesse ponto, as proporções se invertem: 52,8% preferem trabalhar no modelo híbrido; 31,8%, no remoto e apenas 11%, no presencial. Para 4,9%, isso não faz diferença.

O resultado desse descompasso é uma frustração generalizada pela perda de algo que já havíamos conquistado: a liberdade para trabalhar. Ao serem obrigadas a cumprir uma jornada padrão – que parece ter ficado na pré-história – e se deslocarem de um lado para outro todos os dias, as pessoas vêm perdendo literalmente a fé no futuro do trabalho, que prometia ser mais tecnológico, humano e flexível. Não à toa, pesquisas apontam um alto nível de descomprometimento dos profissionais e expressões como “quiet quitting”, “loud quitting”, “grupmpy staying” e “lazy jobs” indicam um movimento de pessoas descontentes com esse mundo do trabalho atual, deixando claro que vão trabalhar apenas pela sobrevivência e, portanto, farão o mínimo necessário para garantir suas migalhas. Além de triste, esse é um cenário perde-perde-perde: perdem as pessoas, as empresas e a sociedade. Segundo o Gallup, o custo dessa epidemia do desengajamento é de US$ 7 trilhões para a economia.

Por sua vez, a adoção de uma gestão flexível – que vai além do modelo de trabalho – tem se revelado um acelerador para os negócios. Entre as 150 Melhores Empresas para Trabalhar de 2023, por exemplo, 86% oferecem um regime de trabalho híbrido (em 2022, eram 77%) e 27% já estão experimentando uma jornada reduzida (em 2022, 17%). Esse grupo de empresas também é adepto de uma cultura mais flexível – 90% têm formalizado a prática de home office – e investe pesado no desenvolvimento de suas lideranças para serem mais compatíveis com o trabalho do século 21. Resultado? Essas organizações tiveram um crescimento médio anual de 9,6% do faturamento nos últimos dois anos – 159% maior que o aumento do PIB entre o primeiro semestre de 2022 e o de 2023, e um turnover voluntário registrado de 8%, enquanto o do mercado é de 48%. Vamos mesmo lutar contra o futuro?

*Daniela Diniz é jornalista e diretora de conteúdo e relações institucionais do Ecossistema Great People e Great Place to Work. É autora dos livros *Grandes Líderes de Pessoas* e 2*5 Anos de História da Gestão de Pessoas e Negócios nas Melhores Empresas para Trabalhar*.*

Compartilhar:

Artigos relacionados

O tempo que doamos é o futuro que aceleramos

O voluntariado corporativo emerge como uma ferramenta capaz de aproximar propósito, liderança e transformação social. No Dia Nacional do Voluntariado, o artigo convida empresas e profissionais a refletirem sobre o papel que podem desempenhar na construção de oportunidades, no desenvolvimento de pessoas e no fortalecimento de uma sociedade mais justa.

O cliente ainda precisa de vendedores?

A IA já é capaz de automatizar uma parte significativa das atividades comerciais, da prospecção à geração de propostas. Mas isso não torna o vendedor menos relevante. Pelo contrário. Ao retirar tarefas operacionais da rotina, a tecnologia eleva a exigência sobre aquilo que continua sendo exclusivamente humano: interpretar contextos, construir confiança, fazer perguntas melhores e ajudar clientes a tomar decisões.

76% das organizações já têm um Chief AI Office (CAIO). E agora, qual é o papel do CEO?

Se os algoritmos passam a apoiar decisões, automatizar processos e influenciar estratégias, qual passa a ser o verdadeiro papel do CEO? O artigo explora o surgimento do Chief AI Officer e mostra por que o papel do CEO deixa de ser apenas gerir pessoas e negócios para incluir decisões sobre os limites, responsabilidades e impactos da IA dentro das organizações.

Empresa familiar sem governança é refém do fundador; com governança, vira legado

O mercado de M&A tem demonstrado que empresas com bom potencial nem sempre conseguem converter interesse em transação. Muitas vezes, a diferença está na qualidade da governança. Ao discutir sucessão, gestão, acordos societários e profissionalização da tomada de decisão, o artigo explica por que a governança se tornou um dos principais fatores de geração de valor para o middle market brasileiro.

A NR-1 perguntou sobre o trabalho. A empresa respondeu sobre as pessoas.

A norma exige que as empresas avaliem fatores como jornada, ritmo, metas, autonomia e organização do trabalho. Em nenhum momento a NR-1 fala sobre diagnósticos individuais. Ainda assim, grande parte das organizações respondeu com pesquisas de saúde mental e mapeamentos de sintomas. Agora, com a suspensão temporária das multas pelo STF até setembro, surge uma oportunidade rara: abandonar as respostas equivocadas e voltar à pergunta original que a norma sempre fez sobre o trabalho, e não sobre as pessoas.

A equipe de marketing do futuro pode caber em uma pessoa

Freelancers, consultores, creators e pequenas agências estão redesenhando a lógica de crescimento no marketing digital. Em vez de ampliar estruturas, apostam em tecnologia para expandir capacidade, ganhar eficiência e aumentar resultados. O desafio agora não é apenas fazer mais em menos tempo, mas construir operações capazes de escalar com inteligência, previsibilidade e qualidade.

Cultura organizacional, ESG
28 de agosto de 2026 07H00
O voluntariado corporativo emerge como uma ferramenta capaz de aproximar propósito, liderança e transformação social. No Dia Nacional do Voluntariado, o artigo convida empresas e profissionais a refletirem sobre o papel que podem desempenhar na construção de oportunidades, no desenvolvimento de pessoas e no fortalecimento de uma sociedade mais justa.

Ana Carolina Viana - Vice-Presidente de Operações Industriais da Braskem no Brasil

3 minutos min de leitura
Vendas, Tecnologia & inteligencia artificial
27 de agosto de 2026 18H00
A IA já é capaz de automatizar uma parte significativa das atividades comerciais, da prospecção à geração de propostas. Mas isso não torna o vendedor menos relevante. Pelo contrário. Ao retirar tarefas operacionais da rotina, a tecnologia eleva a exigência sobre aquilo que continua sendo exclusivamente humano: interpretar contextos, construir confiança, fazer perguntas melhores e ajudar clientes a tomar decisões.

Carol Manciola - CEO da Conectas

6 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
27 de agosto de 2026 15H00
Se os algoritmos passam a apoiar decisões, automatizar processos e influenciar estratégias, qual passa a ser o verdadeiro papel do CEO? O artigo explora o surgimento do Chief AI Officer e mostra por que o papel do CEO deixa de ser apenas gerir pessoas e negócios para incluir decisões sobre os limites, responsabilidades e impactos da IA dentro das organizações.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
27 de agosto de 2026 08H00
O mercado de M&A tem demonstrado que empresas com bom potencial nem sempre conseguem converter interesse em transação. Muitas vezes, a diferença está na qualidade da governança. Ao discutir sucessão, gestão, acordos societários e profissionalização da tomada de decisão, o artigo explica por que a governança se tornou um dos principais fatores de geração de valor para o middle market brasileiro.

Jefferson Nesello - Cofundador & Managing Partner na Zaxo M&A Partners e Conselheiro de Empresas

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
26 de agosto de 2026 14H00
A norma exige que as empresas avaliem fatores como jornada, ritmo, metas, autonomia e organização do trabalho. Em nenhum momento a NR-1 fala sobre diagnósticos individuais. Ainda assim, grande parte das organizações respondeu com pesquisas de saúde mental e mapeamentos de sintomas. Agora, com a suspensão temporária das multas pelo STF até setembro, surge uma oportunidade rara: abandonar as respostas equivocadas e voltar à pergunta original que a norma sempre fez sobre o trabalho, e não sobre as pessoas.

Claudia Cavallini - Psicóloga, psicanalista e professora convidada da HSM

8 minutos min de leitura
Marketing & growth, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de agosto de 2026 08H00
Freelancers, consultores, creators e pequenas agências estão redesenhando a lógica de crescimento no marketing digital. Em vez de ampliar estruturas, apostam em tecnologia para expandir capacidade, ganhar eficiência e aumentar resultados. O desafio agora não é apenas fazer mais em menos tempo, mas construir operações capazes de escalar com inteligência, previsibilidade e qualidade.

Renan Caixeiro - Cofundador e CMO do Reportei

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
25 de agosto de 2026 14H00
O artigo mostra que inovação não é um destino nem um grande projeto isolado, mas um processo contínuo de testar hipóteses, aprender com evidências e evoluir com intenção estratégica.

Thomas Rebergue - Chief Business Officer da GINGA

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
25 de agosto de 2026 08H00
O artigo demonstra que a criatividade deixa de ser atributo exclusivo da inovação e passa a ocupar um papel central na capacidade das organizações de compreender problemas complexos e construir soluções que gerem valor no longo prazo.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up, futurista e especialista em sustentabilidade e live marketing.

3 minutos min de leitura
Marketing & growth, User Experience, UX
24 de agosto de 2026 14H00
A antiga disputa entre e-commerce e lojas físicas perdeu sentido. O consumidor atual transita naturalmente entre ambientes digitais e presenciais, esperando uma experiência única, integrada e sem atritos. O artigo mostra por que o sucesso no varejo já não depende da força de um canal específico, mas da capacidade de conectar dados, tecnologia, atendimento e conveniência para construir jornadas fluidas e relevantes em todos os pontos de contato com a marca.

André Seibel - CEO do Circuito de Compras

3 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
24 de agosto de 2026 08H00
Existe uma crença silenciosa nas empresas de que profissionais experientes precisam ter opinião sobre tudo e discordar de quase todos. O problema é que posicionamento não é sinônimo de oposição. Neste artigo, o autor provoca uma reflexão sobre como a necessidade de marcar território pode comprometer relacionamentos, confiança e crescimento na carreira, e por que profissionais verdadeiramente influentes são aqueles que contribuem para a qualidade das decisões, independentemente de quem trouxe a ideia para a mesa.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo