Uncategorized

Transformação digital: pilares e fatores críticos de sucesso

Segundo o IDC, mais de sete trilhões de dólares serão investidos em transformação digital até 2023. E se o tema já tinha relevância no mundo pré-Covid-19, agora então ele passa a ser condição de sobrevivência. Como trilhar os caminhos da reinvenção digital?
Partner da Consultoria na IBM e suporta clientes em suas jornadas de transformação digital.

Compartilhar:

Na era da economia digital, a maioria das empresas já estava trilhando sua jornada de transformação, cada uma no seu estágio e com um nível de maturidade distinto. 

Os desafios trazidos pelo novo coronavírus aceleraram essa transformação como elemento fundamental para que as empresas possam sobreviver, exigindo adaptação e preparo para participarem das oportunidades que surgirão no cenário pós-pandemia.

Tendências da transformação digital
———————————–

Em função da conveniência que o consumidor final está demandando e da sua mudança de comportamento, ecossistemas estão sendo abertos e integrados. 

A tendência é não haver fronteiras entre indústrias e setores. Isso permite a geração de valor via integração de plataformas abertas para melhor atender o cliente, por meio da reinvenção digital dos ecossistemas.

Segundo o IDC, 7,4 trilhões de dólares serão investidos mundialmente na transformação digital até 2023. Para quem ainda precisa trilhar este caminho, a dica é focar nos três pilares da transformação digital:

### 1. Experiência do cliente

É fundamental repensar todo o negócio com foco no cliente, entendendo as personas e avaliando as jornadas para revisitar a estratégia de go-to-market e criar uma experiência superior. 

O sucesso estará na capacidade de atender esse cliente cada vez mais exigente, mais conectado, com maior poder de barganha e mais influente. 

E, ao longo da jornada, oferecer uma experiência diferenciada, que seja personalizada, intuitiva e consistente inclusive no omnichannel.  

2. Excelência operacional
————————–

Para otimizar a operação atual e acelerar o crescimento, deve-se redesenhar as cadeias de valor usando ferramentas digitais e soluções cognitivas. 

Com isso, benefícios financeiros são gerados para dar suporte à reinvenção digital, automatizando e reconstruindo os processos para garantir níveis de serviço com escalabilidade e processos autossustentáveis dentro da organização.

3. Expansão do ecossistema
—————————

Para gerar inovação, cria-se um ecossistema escalável com vantagem competitiva e monetização a partir do ganho de escala. 

Um exemplo é o modelo do WeChat na China, do grupo Tencent. O cliente atende, em um só lugar, praticamente todas as suas necessidades – transações financeiras, socialização, entretenimento, alimentação, locomoção, entre outras. 

É como se fosse uma combinação de WhatsApp com Amazon, Netflix, Paypal, Uber, Spotify, Slack, Facebook, Instagram, Twitter e muito mais. 

Critérios para garantir o sucesso com a transformação digital
————————————————————-

O sucesso dos programas de transformação digital é recompensador por permitir atingir lucratividade, crescimento da receita e valor de mercado superiores. 

Porém, estudos da McKinsey apontam que 70% dos programas de transformação ainda falham. 

Para maximizar as chances de uma boa execução, existem pelo menos três critérios importantes a serem avaliados pelos líderes das organizações: 

### 1. Cultura ágil, engajamento do top management e growth mindset

Garantir a mentalidade de inovação, aceitar o fail fast como um caminho para aprender mais rápido ainda e conseguir escalar, ter a “temperatura correta” do que está acontecendo.

Também é preciso criar ambientes seguros para que o time tenha coragem para experimentar e seguir aprendendo com a velocidade necessária. Lembre-se: feito é melhor que perfeito!

### 2. Agenda de inovação colaborativa que seja aderente ao DNA da empresa e ao seu propósito

O entendimento dos fatores que impulsionam a empresa a inovar é decisivo para tratar cada iniciativa de inovação no horizonte correto, nutrindo-a da maneira apropriada, e garantindo continuidade de alocação de recursos em momentos de dúvidas (tornam-se mais frequentes no contexto da crise). 

Essa inovação tem que trazer valor ao negócio e ter impacto no mundo e na sociedade. E deve ser aberta para ser potencializada colaborando e cocriando com outras empresas numa visão de orquestração dos players do ecossistema. 

### 3. Neutralizar estrutura organizacional em silos

É importante ter a visão horizontal e integrada associando incentivos ao que é disruptivo e onde a empresa quer garantir foco e velocidade na execução. 

A transformação digital deve permear toda a empresa e não pode ser tratada como responsabilidade de apenas uma unidade de negócios ou como um projeto. 

Tecnologia, processos e pessoas na transformação digital
——————————————————–

As cadeias de valor devem ser redesenhadas, incluindo não apenas o pilar de tecnologia, mas também os pilares de processos e pessoas. 

As organizações precisam revisitar seus processos – tendo o cliente no centro da jornada – entregar a experiência, mudar a cadeia de valor e escalar. 

Esse ciclo tem que ser alimentado de forma contínua e com inovação exponencial, criando uma maneira mais inteligente de fazer negócios, que permitirá uma melhor sustentabilidade da empresa no futuro.

Em momentos de crise, o importante é dar o primeiro passo. As empresas que já iniciaram essa jornada para digitalização foram menos impactadas. 

Como você está provocando a discussão de inovação na sua empresa para buscar soluções para problemas de negócio existentes? 

Que novos modelos de negócio estão sendo viabilizados com tecnologias exponenciais colocando a experiência do cliente no centro e construindo novos produtos/serviços para melhorar cada vez mais essa experiência?

E quando a vida voltar ao “novo normal”, como sua empresa estará preparada?

Compartilhar:

Artigos relacionados

A comunicação é um teto de vidro que pode afastar as mulheres da liderança

A busca por equidade de gênero não se encerra quando as mulheres conquistam um assento nas mesas de decisão. Ela continua na forma como suas ideias são recebidas, valorizadas e transformadas em influência. Ao discutir comunicação, liderança e protagonismo, o artigo mostra por que fortalecer a voz feminina é também uma estratégia para ampliar diversidade, inovação e resultados nas organizações.

Entre viralizar e ser lembrado: O que acontece quando o algoritmo assume a estratégia?

As plataformas digitais premiam velocidade, engajamento e adaptação constante. As marcas, por outro lado, dependem de consistência, memória e diferenciação para gerar valor no longo prazo. O artigo explora o conflito entre essas duas lógicas e analisa como algoritmos e inteligência artificial estão influenciando a forma como as organizações constroem relevância e identidade.

Acordo Mercosul e União Europeia representa um novo ciclo de crescimento para o franchising brasileiro

A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia inaugura um novo cenário para as redes de franquias brasileiras. Com redução gradual de tarifas, acesso mais facilitado a tecnologias e insumos, além da possibilidade de expansão para novos mercados, o franchising passa a enxergar na internacionalização uma oportunidade concreta de crescimento. Ao mesmo tempo, a chegada de concorrentes europeus exigirá das marcas nacionais mais inovação, eficiência e capacidade de adaptação para competir em um ambiente cada vez mais globalizado.

As edtechs brasileiras aprenderam a crescer sem investimento. Mas até onde isso pode levá-las?

Dois terços das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, muitas já superaram a fase inicial, conquistaram clientes e validaram seus modelos de negócio. O artigo propõe uma reflexão sobre como a escassez de capital ajudou a formar startups mais resilientes e eficientes, ao mesmo tempo em que levanta uma questão estratégica para o próximo ciclo do setor: como transformar capacidade de sobrevivência em escala, internacionalização e crescimento sustentável.

Eleitor 70+: o valor do repertório em uma sociedade que envelhece

À medida que a população envelhece, cresce a necessidade de repensar o papel da experiência nas organizações e na sociedade. Tomando o comportamento do eleitor 70+ como ponto de partida, o artigo questiona o que faz alguém continuar contribuindo quando já não é obrigado a fazê-lo e por que essa pode ser uma das perguntas mais importantes para empresas que desejam se preparar para a era da longevidade.

Liderança
14 de agosto de 2026 08H00
Após mergulhar em uma crise provocada por escândalos que abalaram sua credibilidade, a SOMPO Holdings encontrou na liderança de Mikio Okumura o impulso para redefinir sua identidade. Inspirado por aprendizados adquiridos no Brasil, o executivo promoveu uma transformação que combinou propósito, tecnologia e foco no cliente para reconstruir a confiança e conduzir a seguradora a resultados recordes.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

13 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
13 de agosto de 2026 14H00
Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Marcos Gurgel - Diretor Comercial na divisão Avitum da B. Braun Brasil

4 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia, Vendas
13 de agosto de 2026 08H00
Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Carol Manciola - CEO da Conectas

6 minutos min de leitura
Liderança
12 de agosto de 2026 14H00
Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de agosto de 2026 08H00
O artigo defende que o verdadeiro valor surge quando a IA deixa de operar de forma isolada e passa a integrar toda a jornada de negócio, conectando pessoas, processos, dados e governança em um único sistema de performance.

Guilherme Stefanini - CMO do Grupo Stefanini, CEO da Stefanini Marketing e sócio da W3haus e Gauge.

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo