Business content, Dossiê: Experiência do Colaborador, Gestão de pessoas

Transformações no ambiente de trabalho exigem novas habilidades do RH

Personalização, tecnologia inteligente e metodologias ágeis estão entre as tendências da gestão de pessoas nas organizações
É jornalista, colaborador de __HSM Management__ e __MIT Sloan Review Brasil__, autor dos livros Esquina Maldita e Rua da Margem - Histórias de Porto Alegre, além de editar o portal do Rua da Margem.

Compartilhar:

Antecipar cenários da gestão de pessoas dentro das organizações. Essa é a tarefa à qual se dedica Tom Haak, diretor do HR Trend Institute, que adota o conceito de megatendências para definir as perspectivas de longo prazo na área de recursos humanos. O objetivo é ajudar os profissionais de RH a identificar as competências e habilidades que serão imprescindíveis no futuro, que está logo ali em frente.

Conheça algumas delas, compartilhadas pelo especialista em recursos humanos durante o Conexões LG, evento promovido pela LG lugar de gente com curadoria de __HSM Management__.

## Personalização
Uma das tendências mais importantes é a personalização na jornada do colaborador. Ela pode ser sintetizada como a necessidade de levar em consideração as demandas, os desejos e as competências individuais. Neste sentido, a empatia com indivíduos e equipes deverá representar cada vez mais um elemento essencial no ambiente de trabalho.

Cabe, porém, distinguir personalização de customização. Neste último caso, a ideia é oferecer às pessoas o que elas querem. Diferente disso, a personalização denota a utilização de dados para criar uma oferta que atenda às necessidades, sem que para isso seja preciso perguntar algo a elas. Para isso, a tecnologia é uma importante aliada, adverte Haak.

No momento, a principal dificuldade é superar práticas que estão nas origens do RH, as quais obedecem a uma solução única e padronizada, baseada em manuais com regras e regulamentos. Mas já é hora de mudar, afirma o diretor do HR Trend Institute. Personalizar as práticas referentes a recrutamento, orientação de novos colaboradores, pagamento, desenvolvimento, aprendizados etc. – não apenas torna as pessoas mais felizes e aprimora a experiência do colaborador, mas também propicia maior produtividade e economia de dinheiro para as organizações.

## Tecnologia inteligente/adaptativa
O futuro do trabalho também será impactado por uma tecnologia que se adapta ao usuário, prevê Haak. Ela é denominada tecnologia inteligente, adaptativa ou compreensiva. Neste caso, a expressão “adaptativa” tem a ver com a tendência anterior, personalização, uma vez que a tecnologia que possui informação sobre o indivíduo se adapta melhor ao profissional no fluxo de trabalho.

Como exemplo, Haak citar os modelos de avaliação de performance. As soluções oferecidas nos ciclos de gerenciamento podem ser diferentes conforme o perfil do profissional. Se ele for menos experiente, talvez seja necessário oferecer a ele a oportunidade de um curso de treinamento, para que possa realizar o processo de avaliação de modo satisfatório. Mas, se o profissional já é experiente, provavelmente, bastará um leve impulso para que faça a avaliação de desempenho. Em ambas as situações, destaca-se a importância de uma tecnologia que conheça o usuário e, com isso, possa adaptar-se mais facilmente às necessidades individuais do profissional.

## Análise/People analytics
Não há dúvida de que, nos últimos tempos, as empresas vêm utilizando cada vez mais o people analytics. Apesar disso, o conhecimento científico ainda é pouco usado como base para a análise de pessoas. Conforme Haak, áreas como ciências sociais e psicologia poderiam contribuir mais para a coleta e a análise de dados, fornecendo evidências científicas para a execução de ideias.

Um exemplo prático é a busca por [diversidade, inclusão e equidade](https://www.revistahsm.com.br/post/onde-esta-a-diversidade-nos-conselhos-administrativos) nas práticas corporativas. “Não se trata de contar quantas mulheres há na diretoria e relatar sobre isso, esses são indicadores fracos e você não vai fazer a diferença”, afirma Haak. Para ele, as organizações precisam antes mensurar, de forma minuciosa, as informações referentes à cadeia inteira, para verificar onde e como estão recrutando e qual a linguagem utilizada nos recrutamentos. São tarefas que podem receber a contribuição da psicologia e da ciência social. “Você não pode deixar essa análise para amadores”, complementa.

## Metodologias ágeis e design thinking

Aqui, a questão é saber se o RH está seguindo a tendência de implementação de métodos ágeis de trabalho, os quais transformam a abordagem dos problemas relacionados às equipes e às organizações. Adotar [metodologias ágeis](https://www.revistahsm.com.br/post/scrum-resultados-concretos-ou-mais-uma-metodologia-da-moda) significa trabalhar com ciclos curtos de desenvolvimento para definição de prioridades e planejamento de soluções, seja para clientes ou pessoas das organizações.

E ciclos curtos favorecem a adoção de uma perspectiva pragmática – você precisa experimentar, medir, ver o que funciona, e, caso não funcione, planejar de outra forma. Haak recomenda combinar a aplicação dos métodos ágeis ao design thinking. “São duas competências muito importantes para profissionais de RH. Aprenda essas técnicas, aplique-as e aumente enormemente seu impacto”.

## Divisão do RH em três áreas distintas
O diretor do HR Trend Institute admite que se trata de tema controverso, mas sugere dividir RH em três áreas distintas – operações; estratégias e conselhos; e sucesso das pessoas.

A área de operações deve assegurar o funcionamento dos processos fundamentais do RH, movendo-se por meio de automação e hospitalidade, com orientação ao serviço. A segunda parte tem a ver com a formação de conselhos para análise dos problemas das organizações e definição de estratégias do RH. E a terceira área remete a todas as ações que contribuam para que as pessoas se desenvolvam, melhorando o desempenho no trabalho e também a vida pessoal.

Essas três partes distintas, que requerem diferentes habilidades das pessoas que atuam nelas, hoje estão juntas na maior parte das organizações. No futuro, estarão divididas, o que facilitará o foco das atividades e o aproveitamento das competências dos profissionais que nelas atuam, aposta Tom Haak.

Para se aprofundar nas novas habilidades do RH, [baixe o e-book](https://materiais.revistahsm.com.br/e-book-gestao-de-pessoas-high-tech-high-touch) __Gestão de pessoas high-tech & high-touch__, produzido pela HSM Management e LG lugar de gente.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Se o evento é sobre cultura, por que a decisão ainda é sobre logística?

À medida que os eventos se consolidam como ferramentas de cultura, engajamento e construção de relacionamentos, a escolha dos destinos deixa de ser uma decisão operacional. Este artigo explora como experiências, conexões humanas e identidade local estão redefinindo o papel dos encontros corporativos e transformando cidades em plataformas de desenvolvimento econômico e cultural.

A inteligência artificial está acelerando a educação. Mas para onde?

Ferramentas de IA já produzem textos, avaliações, vídeos e conteúdos em segundos. Mas a transformação mais importante talvez não esteja na velocidade da produção, e sim na capacidade de redesenhar experiências de aprendizagem que desenvolvam pensamento crítico, prática, feedback e autonomia humana.

Bem-estar & saúde
20 de julho de 2026 07H00
Quase 80% dos trabalhadores sentem culpa ao tirar férias e muitos continuam respondendo mensagens durante o período de descanso. O artigo discute como essa cultura afeta pessoas e organizações e por que líderes precisam dar o exemplo para transformar a relação com o descanso.

Tatiana Pimenta - Fundadora e CEO da Vittude e autora do livro “Saúde mental é inegociável”

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
19 de julho de 2026 14H00
WhatsApp, redes sociais, chats e inteligência artificial mudaram a forma como as empresas se relacionam com seus clientes. O desafio agora não é apenas responder mais rápido, mas transformar cada interação em uma oportunidade de fortalecer confiança, reputação e valor de marca.

Edson Alves - CEO da Ikatec

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
19 de julho de 2026 08H00
Pensamento estratégico, julgamento humano, curadoria de ferramentas digitais, desaprendizagem contínua e construção de significado despontam como as competências que diferenciarão profissionais em uma era em que inteligência e execução estão cada vez mais distribuídas entre pessoas e máquinas.

Denis Caldeira - CEO da Caldeira Growth e autor de "Cresça ou Desapareça"

8 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Cultura organizacional, User Experience, UX
18 de julho de 2026 14H00
À medida que os eventos se consolidam como ferramentas de cultura, engajamento e construção de relacionamentos, a escolha dos destinos deixa de ser uma decisão operacional. Este artigo explora como experiências, conexões humanas e identidade local estão redefinindo o papel dos encontros corporativos e transformando cidades em plataformas de desenvolvimento econômico e cultural.

Aziz Camali Constantino - Idealizador e cofundador do Oxigênio Ilhabela

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de julho de 2026 07H00
Enquanto a maioria das empresas não pode se dar ao luxo de substituir sistemas críticos da noite para o dia, startups vêm assumindo um papel estratégico na construção de uma transformação tecnológica mais rápida, modular e segura.

Philippe Rosa - Diretor de Inovação e Novos Negócios da TQI e líder do TQI Ventures

3 minutos min de leitura
Lifelong learning, Tecnologia & inteligencia artificial
17 de julho de 2026 13H00
Ferramentas de IA já produzem textos, avaliações, vídeos e conteúdos em segundos. Mas a transformação mais importante talvez não esteja na velocidade da produção, e sim na capacidade de redesenhar experiências de aprendizagem que desenvolvam pensamento crítico, prática, feedback e autonomia humana.

Daniel Luzzi - Fundador e CEO da Cognita Learning Lab

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
17 de julho de 2026 08H00
A sensação constante de apagar incêndios não é apenas um problema de produtividade. Este artigo mostra por que organização, gestão da agenda e definição de limites são competências essenciais para preservar desempenho, reduzir o esgotamento e recuperar o controle sobre a própria rotina profissional.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento

2 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia
16 de julho de 2026 14H00
Copa do Mundo, Olimpíadas, Super Bowl ou Black Friday: toda vez que a atenção coletiva se concentra em um grande evento, o mercado de mídia muda de comportamento. Entender esse movimento pode ser a diferença entre capturar demanda reprimida ou pagar, mais uma vez, o preço do improviso.

Rafael Mayrink - Empresário, sócio do Neil Patel e CEO da NP Digital Brasil

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
16 de julho de 2026 08H00
Robôs humanoides deixaram de ser protótipo e entraram em produção comercial em série. Enquanto conselhos ainda debatem a IA generativa, a automação física avança sem esperar. O atraso não aparece no balanço, mas se acumula como dívida de reação.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura
Empreendedorismo
15 de julho de 2026 15H00
Construído sobre a área que durante décadas abrigou a fábrica e a recreativa da Tigre, o Cidade das Águas nasceu de uma pergunta pouco comum ao mercado imobiliário: antes de erguer torres, que tipo de bairro vale a pena construir?

Sandra Regina da Silva - Jornalista especializada em gestão, inovação e negócios

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo