Gestão de Pessoas
Oferecido por:

Treinamento corporativo em meio à natureza

Parque Estadual de Vila Velha, no Paraná, oferece vivências customizadas a empresas
Jornalista especializada em gestão, inovação e negócios, com mais de 30 anos de experiência como redatora, repórter, editora e revisora. Colaboradora de HSM Management e de MIT Sloan Management Review Brasil.

Compartilhar:

Na tarde do último sábado de abril, participei, ao lado de outros colegas de imprensa, de um treinamento vivencial que o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa (PR), passou a oferecer recentemente a empresas. A concessionária do parque, a Soul Vila Velha – do grupo Soul Parques – fez uma parceria com a Niké Gestão Humanista a fim de oferecer as atrações do local como palco para as vivências.

A proposta é internalizar aprendizados enquanto a equipe participa de aventuras e atividades como tirolesa, arvorismo e kyudo (o arco e flecha japonês), entre outras. O foco do aprendizado pode ser liderança, criatividade, superação, engajamento, trabalho em equipe, planejamento, resiliência etc. O treinamento é customizado para atender às necessidades da empresa contratante. Também é possível mapear habilidades e comportamentos de cada pessoa do time para que o gestor saiba qual é a posição ou cargo em que cada um se sairia melhor, aumentando assim a produtividade e os resultados corporativos.

“Os treinamentos objetivam fazer as pessoas viverem, na prática, conceitos de gestão e liderança, passando por desafios que exigirão planejamento, adaptabilidade e gestão de riscos”, diz a psicóloga Andressa Tavares Bach, da Niké. Durante as atividades, os participantes são orientados a refletirem sobre suas rotinas e desafios diários. “Além de ser um momento integrativo, em que os profissionais fortalecem os laços de confiança, o aprendizado dos temas trabalhados é maior. Afinal, aprendemos mais por meio de experiências memoráveis”, explica Bach.

![Blog thumb 1.2](//images.ctfassets.net/ucp6tw9r5u7d/35GPQPtyl885DDd6pX25wq/49f74982c116d94aefd4e8d5b96a1baf/Blog_thumb_1.2.jpg)

## Alguns destaques naturais
O Parque Estadual de Vila Velha é a principal atração turística de Ponta Grossa. A cerca de cem quilômetros de Curitiba, ele se caracteriza pelas formações rochosas que lembram torres, muros e castelos de uma cidade medieval em ruínas (daí o seu nome).

Em meio a esses arenitos de 300 milhões de anos, alguns com 30 metros de altura, o treinamento é, no mínimo, inesquecível. As atividades acontecem em vários cantos do parque e exigem planejamento e trabalho colaborativo. Também merece destaque a área que abriga as furnas, cavernas verticais com farta vegetação em seus paredões. Uma delas, formada há mais de 400 milhões de anos, tem 100 metros de profundidade.

É por cima de uma dessas furnas que a tirolesa corre, ao longo de um percurso de 200 metros. Não longe dali está o circuito de arvorismo, com extensão de 120 metros em meio às copas de araucárias. Passar por essas provas leva a pessoa a testar seus limites e a exercitar o autoconhecimento.

Leandro Ribas, gestor da Soul Vila Velha, diz que se trata de um produto inovador. “Com os princípios da biomimética, esses treinamentos desenvolvem habilidades profissionais e comportamentais em todos os integrantes das equipes.”

Com orgulho, ele conta que o Parque Vila Velha é a primeira unidade de conservação do país a abrir espaço para a prática corporativa. Ribas salienta que todos ganham: o parque, as empresas prestadoras de serviços, toda a economia da região e, em especial, as pessoas que passam pelo treinamento, assim como suas respectivas empresas.

![Blog thumb 1.3](//images.ctfassets.net/ucp6tw9r5u7d/18rBOsZ9Tot3ZQmm6M00Ls/87594f922d9284d87f21f86b150c24c1/Blog_thumb_1.3.jpg)

## Minha experiência pessoal
“O treinamento é para o crescimento individual de vocês”, avisou a assessora de imprensa da Soul, Sumi Costa, aos jornalistas convidados logo no início da jornada. De fato, minhas fraquezas e fortalezas vieram à tona, enquanto parecia que estava brincando como criança. Ficou claro para mim que meus pontos fortes são a confiança e o planejamento e que tenho um ponto (muito) fraco: a ansiedade.

Durante o treinamento, a primeira etapa era de planejamento e adaptabilidade. Participei de um desafio, ao estilo de caça ao tesouro, recheado de enigmas a serem desvendados pela extensão do longo caminho dos arenitos. Eram duas equipes, cada uma traçando uma estratégia de planejamento diferente para encontrar os “insumos” a partir de uma série de dicas.

Dali, fomos a uma cachoeira com acesso restrito, inacessível aos visitantes do parque. Essa etapa era de gestão de riscos. Cada equipe se dividiu em dois grupos: um ia se molhar e o outro, não. Só havia essa informação. Parecia que o primeiro grupo teria uma aventura mais instigante, dentro da cachoeira. Era onde eu queria estar, mas abri mão para dar lugar a outra integrante da minha equipe.

A atividade para quem não ia se molhar se mostrou desafiadora: de olhos vendados, segui por um caminho em declive orientada somente pela voz de uma colega. Não podíamos nos tocar. Ao final, nos encontramos com um grupo que teve que atravessar o espaço atrás da queda d’água carregando grandes balões de ar sem deixar estourar.

Por fim, seguimos para a região das furnas, onde ocorreu a terceira etapa, a de mindset de crescimento. Todos puderam rapidamente aprender como atirar uma flecha no alvo, com os rápidos ensinamentos do instrutor, um mestre em arqueria.

Na sequência, entre arvorismo e tirolesa, fiquei com o segundo. Sou daquelas que vão a Orlando com foco principal nas montanhas-russas mais impressionantes, e não ia perder a oportunidade de percorrer toda a extensa abertura daquela impressionante furna. A sensação é inesquecível! Com a adrenalina a pino, então, os times se dedicaram pacientemente a montar um pequeno quebra-cabeça.

De bônus, pudemos assistir à dança dos andorinhões no ar sobre as furnas. Monogâmicos, esses pássaros passam o dia com seus respectivos afazeres e, antes da noite cair, voltam em bandos, voando em círculos, cada um procurando o seu par. Ao se encontrarem, voam juntos para dentro da furna, onde ficam os seus ninhos.

Já era noite quando o treinamento-aventura terminou. Dali partimos. Eu trouxe, na bagagem, vários aprendizados, algumas experiências difíceis de esquecer e novas amizades. Bastante coisa para somente uma tarde no parque!

![Blog thumb 1.4](//images.ctfassets.net/ucp6tw9r5u7d/2O4BUTJbp039LCLU7OrQ5S/52e03775d519a90bebf23e322487b4a6/Blog_thumb_1.4.jpg)

Compartilhar:

Artigos relacionados

O próximo Pix será de competências

Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Thought leadership: quando a ideia vale mais que a visibilidade

Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

A IA não vai tornar o trabalho mais humano. Nós é que precisamos fazer isso.

A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Por que você deve reconsiderar a rota enquanto ela ainda funciona

Poucos elementos são tão perigosos quanto um sistema que parece funcionar bem o suficiente para não ser questionado. No universo das parcerias, resultados de curto prazo podem mascarar desalinhamentos estratégicos, limitações de escala e modelos que já não atendem às necessidades futuras da empresa.

Diversidade não é tendência. É teste de autenticidade.

Dados recentes mostram uma queda significativa na representação de grupos historicamente sub-representados na comunicação das empresas. Mais do que uma questão de imagem, a mudança reacende discussões sobre consistência, coragem institucional e a capacidade das marcas de sustentar seus valores quando eles deixam de ser consenso.

Inovação & estratégia
2 de outubro de 2026 14H00
Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Carolina Ferrés - Diretora POK Brasil

Oferecido por: POK
11 minutos min de leitura
Cultura organizacional
2 de outubro de 2026 08H00
Medo e pressão são ótimos para o resultado. Desde que você não precise das mesmas pessoas no trimestre seguinte.

Thais Requito - Palestrante, consultora e pesquisadora em saúde mental e trabalho sustentável

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Comunicação, Estratégia
1º de outubro de 2026 14H00
Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

Caetano Tona - Fundador da Life Lab, TEDx Organizer e Professor de Comunicação na ESPM

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de outubro de 2026 08H00
A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Carol Martins - CEO da SOAP

Oferecido por SOAP
3 minutos min de leitura
Estratégia e Execução
30 de setembro de 2026 14H00
Poucos elementos são tão perigosos quanto um sistema que parece funcionar bem o suficiente para não ser questionado. No universo das parcerias, resultados de curto prazo podem mascarar desalinhamentos estratégicos, limitações de escala e modelos que já não atendem às necessidades futuras da empresa.

Juliana Tubino - Cofundadora do Ecossistema Octo e coautora do best-seller Ecossistema de Parceiros: Método Octo.

6 minutos min de leitura
ESG
30 de setembro de 2026 08H00
Dados recentes mostram uma queda significativa na representação de grupos historicamente sub-representados na comunicação das empresas. Mais do que uma questão de imagem, a mudança reacende discussões sobre consistência, coragem institucional e a capacidade das marcas de sustentar seus valores quando eles deixam de ser consenso.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 14H00
Dois jovens iniciaram a carreira no mesmo programa de trainees, com formações semelhantes e perspectivas promissoras. Trinta anos depois, vivem realidades profissionais e financeiras muito diferentes. A partir dessa história, o artigo propõe uma reflexão sobre como empresas podem contribuir para trajetórias mais sustentáveis e equitativas ao longo de toda a vida.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services, Consultora, Palestrante e Professora nas áreas de Diversidade Geracional, Etarismo e Longevidade

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 08H00
Enquanto algumas organizações reduzem contratações de profissionais em início de carreira graças aos ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial, outras fazem exatamente o oposto e ampliam seus programas de formação. O motivo é simples: toda vaga júnior eliminada hoje pode se transformar em uma escassez de profissionais experientes amanhã.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
28 de setembro de 2026 14H00
Lideranças são constantemente cobradas a desenvolver equipes engajadas, seguras e resilientes. Mas o que acontece quando elas recebem a responsabilidade pela mudança sem tempo, recursos ou autonomia para promovê-la? Uma reflexão sobre o limite entre responsabilidade individual e responsabilidade organizacional.

Indira Leite - Consultora em Educação Corporativa e Mestre em Psicologia Organizacional, Especialista em Engajamento de Equipes.

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
28 de setembro de 2026 08H00
Conversar com um assistente para resolver uma demanda parece simples para o usuário. Para as organizações, porém, isso exige uma transformação muito mais profunda: explicitar processos, organizar capacidades de negócio e construir uma arquitetura capaz de conectar intenção, decisão e execução de forma confiável. É nesse encontro entre inteligência artificial e arquitetura headless que surge uma nova lógica para o futuro das operações empresariais.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução