Diversidade

UM BENCHMARKING COM AS MAIS INOVADORAS

Compare-se com empresas que estão usando as tecnologias de inteligência artificial mais criativamente para fins como organizar fotos, encontrar produtos, prevenir doenças ou evitar a escassez de alimentos no mundo

Compartilhar:

Os computadores ainda não vão substituir os seres humanos, mas eles podem fazer um ótimo trabalho arrumando a bagunça mundana de nossa vida. E é por isso que todas as grandes empresas de tecnologia estão ansiosas para pegar essa onda. 

Algumas delas estão puxando o cordão das inovações de inteligência artificial, segundo levantamento da revista Fast Company, que montou um ranking de 10 organizações para serem observadas de perto. É um excelente benchmarking. 

**1. GOOGLE**

**Desenvolve uma memória fotográfica** 

IA é o que o Google faz melhor: casa recursos de computação incríveis com inteligência algorítmica para criar serviços populares que ninguém mais pode combinar – buscador, mapas, Gmail e YouTube são grandes sucessos porque centralizam conteúdos e facilitam a pesquisa do que você deseja. Com mais de 1 trilhão de imagens tiradas anualmente, o armazenamento e a apresentação de fotos se tornaram o próximo grande projeto do Google – e uma forma poderosa de atrair ainda mais os usuários para sua órbita. 

Lançado em maio de 2015, o Google Photos recolhe as imagens do usuário de discos rígidos, dispositivos móveis e até de álbuns graças ao aplicativo PhotoScan, que digitaliza impressões antigas. Com base nas capacidades de reconhecimento de imagem do Google, a função Assistant do serviço transforma imagens em montagens de filmes, animações e colagens. 

Mais de 200 milhões de usuários já adotaram o Google Photos – uma indicação de como a incansável inovação da empresa continua a transformar a sociedade. “As pessoas ainda fazem scroll para ver as imagens, mas vamos tornar esse uso mais inteligente”, diz Anil Sabharwal, vice-presidente da unidade de fotografias. 

**2. IBM**

**Coloca o Watson onde ele é mais necessário** 

A IBM é, cada vez mais, uma empresa que oferece serviços como computação em nuvem e análise de dados. Com a compra dos ativos digitais da Weather por US$ 2 bilhões em 2015, deu um grande passo nessa direção, adquirindo um enorme arsenal de dados locais sobre as condições climáticas. A informação, que já era utilizada por empresas dos setores de aviação, seguros e agricultura, foi colocada no sistema Watson para produzir novos entendimentos de padrões climáticos e previsões do tempo mais precisas. 

O uso do Watson para aplicações do mundo real e centradas no consumidor pode ajudar a IBM a ganhar a reputação de empresa de dados, não de informática, além de ser um bom negócio: calcula-se que US$ 500 bilhões por ano do comércio dependam do clima. 

Com sede em Nova York, o Watson Business Group é uma unidade de negócios independente da IBM desde janeiro de 2014, especializada em tecnologias de IA baseadas em nuvem que estão disponíveis para desenvolvedores e para organizações que queiram incorporá-las a seus produtos. 

Acessível a mais de 400 milhões de pessoas, o Watson está sendo utilizado em tudo, da pesquisa sobre o câncer ao varejo. Agora, a IBM sonda usos futuros que incluem habilitá-lo a interagir com várias tecnologias ao mesmo tempo e a aplicação a carros autônomos e hospitalidade. 

**3. BAIDU**

**Acelera a busca em smartphones com IA**

Em 2016, o CEO Robin Li declarou que o Baidu estava integrando ativamente tecnologias de IA nos negócios atuais e em novos, como carros autônomos. Pouco tempo depois, provou, com universidades norte-americanas, que a voz é mais precisa e três vezes mais rápida que a digitação humana em smartphones. 

Seu laboratório no Vale do Silício se dedica a encontrar novos usos para a IA e seu software de reconhecimento de voz foi incorporado ao buscador móvel, utilizado por milhões de pessoas na China. 

**4. SOUNDHOUND**

**Dá aos serviços digitais o poder da fala** 

Embora o SoundHound seja mais conhecido por seu aplicativo de identificação de músicas, a grande inovação da empresa é o desenvolvimento da plataforma mais avançada e precisa do mundo para processamento de linguagem natural. A plataforma possui muitas aplicações (nuvem, celular, automobilística) e permite interagir de maneira direta com qualquer tipo de dados que o usuário escolher. 

Em 2016, o SoundHound lançou seu assistente virtual Hound, competindo com Siri e Alexa. Já existem 20 mil desenvolvedores na plataforma Houndify, e entre as empresas que o implementaram estão Samsung, Nvidia, Sony, Yelp e Uber. 

**5. ZEBRA MEDICAL SYSTEMS**

**Usa deep learning contra as doenças** 

Essa empresa israelense aplica técnicas de aprendizado profundo ao campo da radiologia. Somou uma enorme massa de treinamento de imagens médicas a tecnologias de categorização que permitem aos computadores prever doenças múltiplas com precisão melhor do que a humana. Tem dois algoritmos para ajudar a prevenir ataques cardíacos e outros eventos cardiovasculares. 

**6. PRISMA**

**Transforma selfies em obras-primas** 

Virou um dos aplicativos mais populares graças a sua capacidade de converter, automaticamente, fotos e vídeos feitos em smartphones em obras de arte belas e surreais criadas por IA – inspiradas em artistas como Van Gogh, Picasso, Levitan e outros. Não são usados filtros tradicionais, como os do Instagram, mas composições totalmente novas criadas pelas redes neurais da startup russa. 

É uma amostra de como a IA impactará fotografias e vídeos no futuro.

**7. IRIS AI**

**Acelera a pesquisa científica** 

Pesquisar dados científicos relevantes pode ser difícil; muitas vezes, exige dos pesquisadores que encontrem uma agulha no palheiro de milhões de ar tigos publicados. A Iris AI usa IA para ajudar a encontrar essas agulhas. Desde seu lançamento, 120 mil pessoas testaram o serviço, com 8% se tornando clientes. A Iris AI pode reduzir os recursos necessários para a pesquisa entre 30% e 50%. 

**E OS GOVERNOS? O SALTO DA CHINA**
ESTUDO MCKINSEY

Muitos dos desafios da IA são de natureza global, mas as abordagens dos governos variam. Veja as prioridades do governo chinês na área:

**Prioridade #1:** construir um ecossistema de big data robusto. A China quer definir e implementar padrões de dados, abrir os do setor público para exploração privada e encorajar a troca internacional de fluxos de dados.

**Prioridade #2:** ampliar a incorporação da IA nos diferentes setores. As autoridades chinesas creem que a adoção está sendo dificultada pela falta de consciência estratégica, pelos custos e pela escassez de know-how técnico. O governo deve usar ferramentas de crédito e subsídios, além de adotar ele mesmo.

**Prioridade #3:** fortalecer o pipeline de talentos especializados em IA. Isso implica investir em programas de educação e pesquisa relacionados com IA, reorientando o sistema educacional para maior foco em inovação e criando uma política para atrair talentos mundiais.

**Prioridade #4:** retreinar as pessoas em habilidades tecnológicas. O governo deve identificar proativamente os empregos que estão mais propensos a serem automatizados e garantir-lhes a reciclagem.

**Prioridade #5:** estabelecer um consenso ético e jurídico entre os cidadãos chineses e a comunidade global para lidar com as atuais incertezas legais em torno da IA. O governo deve estabelecer uma agência reguladora para monitorar e regular as atividades de IA. A China talvez seja pioneira na formação de um órgão assim para promover o desenvolvimento pacífico, inclusivo e sustentável da IA.

**8. PINTEREST**

**Entrega pins relevantes a cada usuário** 

O Pinterest usa o aprendizado de máquina para destacar o conteúdo que se assemelha a objetos que seus usuários já selecionaram e espera logo poder permitir que eles tirem fotos de objetos com a câmera do smartphone para obter, instantaneamente, recomendações de itens similares. 

**9. TRADEMARKVISION**

**Ajuda as startups a criar sua marca** 

É essencial para as empresas encontrar logotipos únicos que as identifiquem e que não infrinjam marcas registradas de outras. É aí que a tecnologia de aprendizado de máquina da TrademarkVision entra em cena. Ela usa o reconhecimento de imagens para checar se um novo logotipo é aceitável. A União Europeia já adota o sistema. 

**10. DESCARTES LABS**

**Pode evitar a escassez de alimentos** 

Como saber com meses de antecedência quanta comida será necessária para alimentar grandes populações? Com aprendizado de máquina e conjuntos gigantes de imagens de satélite, o Descartes Labs pode saber, prevendo o rendimento de diversas culturas. A empresa trabalha com clientes do mercado financeiro, do agronegócio e ambientalistas, e já é lucrativa.

Compartilhar:

Artigos relacionados

O que os Niyamas podem ensinar sobre consciência, disciplina e evolução organizacional

Processos, políticas e estratégias não surgem sozinhos. Eles são resultado das escolhas feitas diariamente por quem exerce liderança e influencia decisões. Embora tenham sido concebidos há mais de dois mil anos, os Niyamas oferecem reflexões surpreendentemente atuais para organizações que desejam construir culturas mais conscientes, coerentes e alinhadas aos desafios do presente.

A escassez de talentos pode estar no processo seletivo

Um teste aparentemente simples, aplicado em uma fábrica japonesa, revela por que algumas organizações encontram talentos onde outras enxergam apenas falta de experiência. O artigo oferece uma perspectiva provocativa sobre a escassez de talentos e sobre como empresas podem identificar capacidades que currículos nem sempre conseguem revelar.

O melhor profissional do time pode estar na lista de desligamento

Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Por que alguém ensinaria a IA a fazer o próprio trabalho?

Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Bem-estar & saúde, Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de setembro de 2026 07H00
Em sua primeira experiência em um grande evento de negócios, duas estudantes foram convidadas a refletir sobre temas que impactam diretamente a nova geração de profissionais. O resultado foi uma jornada de descobertas sobre bem-estar, propósito, trabalho e o papel das pessoas em um futuro cada vez mais tecnológico.

Ana Luiza Oliveira e Ellen Couto - Integrantes do LabJornalismo, projeto da HSM Management em parceria com a Anhembi Morumbi

6 minutos min de leitura
ESG
25 de setembro de 2026 15H00
Com a participação de nomes como Christopher Garman, Thomas Shannon, Sergio Rial, Jeane Tsutsui e Guilherme Horn, o Congresso IBGC 2026 propõe um debate sobre um dos temas mais relevantes da atualidade: como exercer liderança e governança em um mundo marcado por inteligência artificial, incertezas geopolíticas e mudanças cada vez mais rápidas, sem abrir mão das competências que permanecem essencialmente humanas.

Luiz Martha - Diretor de Conhecimento e Impacto do IBGC- Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e Rodolfo Fücher - Líder do Grupo Curador do 27º Congresso IBGC.

3 minutos min de leitura
Estratégia, Direito, Regulação & Compliance, Finanças
25 de setembro de 2026 08H00
Investigações sobre práticas abusivas colocam em evidência a necessidade de repensar a relação entre instituições financeiras e consumidores. Em um ambiente marcado por inovação digital e alta demanda por crédito, a transparência deixa de ser apenas uma obrigação regulatória e passa a ser condição essencial para a sustentabilidade do setor.

Rodolfo Takahashi - CEO da Gooroo Crédito

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
24 de setembro de 2026 19H00
Das reflexões de Amy Edmondson sobre segurança psicológica aos alertas de Michael Long sobre a economia da atenção, passando pelas provocações de Paul Goldsmith e Deepika Chopra, a última edição do Mind Summit revelou um ponto em comum: o futuro do trabalho dependerá menos da capacidade das máquinas e mais da nossa habilidade de preservar aquilo que nos torna humanos em meio à aceleração tecnológica.

Jorge Inafuco - Sócio-diretor da empresa LEADERS LAB Treinamento e Consultoria, Professor e Consultor HSM

7 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Estratégia
24 de setembro de 2026 14H00
Enquanto grupos como Casas Bahia, Americanas e Braskem recorrem abertamente a processos de reestruturação para preservar suas operações, muitos empresários de médio porte ainda enxergam a Recuperação Judicial como um sinal de fracasso. O artigo questiona essa percepção e mostra por que, em muitos casos, o verdadeiro risco não está na recuperação em si, mas em esperar tempo demais para enfrentar a crise.

Aislan Campos Rocco - Advogado, Sócio na Barroso Advogados Associados

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
24 de setembro de 2026 08H00
As empresas acumulam volumes crescentes de dados, tecnologias e ferramentas para entender o consumidor. Ainda assim, muitos clientes continuam sentindo que não são realmente compreendidos. Nesse cenário, o papel do marketing evolui: deixa de ser apenas uma função de comunicação para se tornar um elo estratégico comportamento, experiência e crescimento do negócio.

Ana Flavia Martins - CMO da Algar

5 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
23 de setembro de 2026 13H00
O crescimento da população acima dos 60 anos está alterando padrões de consumo, comportamento e bem-estar em velocidade crescente. Para as empresas, o desafio não é criar soluções para idosos, mas compreender como a própria noção de envelhecimento está mudando e quais oportunidades surgem a partir dessa nova realidade.

Felipe Calbucci - CEO LATAM da TotalPass

Oferecido por: TotalPass
2 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
23 de setembro de 2026 08H00
A crescente complexidade regulatória da armazenagem e distribuição de agroquímicos elevou o nível de responsabilidade das empresas do setor. O que antes era visto como uma exigência burocrática agora impacta diretamente a sustentabilidade financeira, jurídica e reputacional das organizações.

Antonio Sousa - Gerente corporativo de HSE da Bravo Serviços Logísticos

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
22 de setembro de 2026 14H00
Ao eliminar distorções fiscais e reduzir a antecipação do recolhimento do ICMS em determinados produtos, as novas regras trazem mais equilíbrio tributário para fabricantes e distribuidores. A mudança não reduz necessariamente a carga tributária, mas pode melhorar o fluxo de caixa, simplificar operações e impulsionar a competitividade do setor.

Alexandro Ferreira de Souza - Superintendente de Planejamento Econômico e Financeiro da Termomecanica

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
22 de setembro de 2026 08H00
Durante anos, as empresas disputaram espaço na tela dos usuários por meio de aplicativos, portais e plataformas digitais. Agora, a ascensão das interfaces de inteligência artificial inaugura uma nova lógica: em vez de buscar atenção, os softwares passam a competir para estar presentes no momento exato em que uma decisão é tomada.

Fulvio Mascara - Head global de inovação da Foursys

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução