Coprodução HSM Management + Degreed

Um nível a mais de personalização no aprendizado

É crucial que exista investimento em habilidades humanas, como empatia e comunicação, para que todos sintam-se incluídos e ouvidos pela liderança
Colaboradora da __HSM Management__

Compartilhar:

Cada pessoa aprende de uma maneira diferente. A partir dessa constatação, as possibilidades de aprendizado aumentam de maneira exponencial. As tecnologias de aprendizagem evoluem à medida que conferem agilidade ao processo, assimilando a diversidade de características. Alunos, professores, gestores e organizações, todos evoluem juntos, à medida que cresce o interesse por aprender e melhorar as técnicas. Débora Mioranzza, vice-presidente para a América Latina e Caribe da Degreed, aprofunda, nesta entrevista à __HSM Management__, o tema sobre personalização no aprendizado abordado na Epic Page Degreed, trazendo mais informações sobre como as tecnologias podem ajudar no processo.

Especialista em temas relacionados ao futuro do trabalho apaixonada por novas tecnologias, Débora Mioranzza é a responsável pela estratégia de crescimento na América Latina para a Degreed, a plataforma de upskilling para a força de trabalho usada por uma em cada três empresas da Fortune 50. Ela já atuou como líder de vendas da Dropbox e Solarwinds, abrindo mercados da América Latina na região.

### HSM Management: Partindo da premissa de que cada pessoa aprende de um jeito, como, em linhas gerais, usar as várias tecnologias de educação em empresas de diferentes dimensões?
__Débora Mioranzza:__ O melhor caminho para usar diversas soluções é criar um ecossistema de aprendizagem. Esse ecossistema consiste no conjunto de tecnologias de aprendizagem que funcionam de forma coordenada em uma determinada organização, independentemente de sua dimensão.

Sabemos que os processos e demandas das equipes de T&D e RH estão mudando. As lacunas de habilidades estão crescendo e novas tecnologias, como a inteligência artificial, continuam a transformar a maneira como as equipes trabalham. A boa notícia é que, na última década, desenvolveu-se um mercado de soluções que ajudam a impulsionar a requalificação, coletam dados sobre as habilidades dos funcionários e facilitam a tomada de decisões de negócios.

Entre as soluções criadas para auxiliar empresas nesse contexto estão ferramentas de gestão do capital humano (HCM), ecossistemas de aprendizagem, sistemas de gestão de aprendizagem (LMS) e plataformas de experiência de aprendizagem (LXP). Assim, as empresas podem identificar a solução que melhor atende às suas necessidades.

### Poderia dar exemplos de aplicações de HCM, LMS e LXP (principalmente) e seus usos práticos? Seria possível termos uma equação ideal de percentuais mais eficazes (quanto de cada fórmula aplicar em cada tipo de equipe)?
Como o nome sugere, as soluções de gestão de capital humano (HCM) têm como objetivo gerenciar os colaboradores no âmbito organizacional. Um sistema de HCM deve manter a conformidade legal de uma organização em termos de folha de pagamento, benefícios, controle de horário e de presença e muito mais.

Já um sistema de gestão de aprendizagem (LMS) permite que as organizações criem, disponibilizem e coletem dados sobre treinamentos e programas de aprendizagem. O objetivo de um LMS é disponibilizar cursos e treinamentos internos formais, como cursos de integração e conformidade.

As empresas normalmente têm equipes administrativas gerenciando o LMS e selecionando os conteúdos que devem ser disponibilizados para os colaboradores. Por ser uma plataforma com foco maior no administrador, essa solução é mais indicada para a implementação de iniciativas de aprendizagem de cima para baixo e sem flexibilidade, de modo que ela não reconhecerá nenhum recurso que os usuários acessam fora do sistema.

Por fim, uma plataforma de experiência de aprendizagem (LXP) funciona como um ponto centralizado de acesso para toda a aprendizagem formal e informal de uma organização. Os recursos educativos formais, como os cursos online e os treinamentos internos criados em um LMS, são rastreados e medidos em conjunto com os recursos informais, como artigos, vídeos, podcasts e livros digitais. Em vez de os administradores gerenciarem a aprendizagem dos colaboradores de cima para baixo, as LXPs dão autonomia para os colaboradores administrarem sua própria aprendizagem tendo como base recursos que eles utilizam no dia a dia de trabalho.

Não é difícil entender como sistemas de HCM, LMS e LXP podem funcionar juntos para oferecer uma solução completa de aprendizagem para as empresas. Enquanto o LMS oferece aprendizagem formalizada e o HCM conecta aprendizagem, recrutamento e gestão de desempenho, a LXP conecta tudo, inclusive aprendizagem informal voluntária, habilidades com alta demanda e desenvolvimento profissional. Um ecossistema de aprendizagem típico de uma grande empresa pode incluir um HCM, uma LXP, um ou mais LMSs e um provedor de conteúdo.

### Partindo da analogia da LXP com o carro (sendo HCM o avião e LMS o trem), quais as possibilidades que se descortinam, que não eram enxergadas até pouco tempo atrás?
Os carros foram feitos para que cada pessoa satisfaça suas necessidades particulares de transporte. Com eles, as pessoas podem ir aonde quiserem, quando precisarem e na velocidade que preferirem. Como os carros, as LXPs são desenvolvidas para permitir que as pessoas aprendam onde e quando quiserem.

O objetivo inicial de uma LXP não é facilitar a vida do administrador, e sim melhorar a atratividade e a produtividade da aprendizagem e do desenvolvimento de habilidades para o usuário final: colaboradores efetivos, colaboradores temporários, gestores e alta liderança. Em outras palavras, uma organização gerencia a aprendizagem com um LMS e viabiliza a aprendizagem com uma LXP.

Uma das coisas que a LXP faz para viabilizar a aprendizagem é juntar recursos formais e informais no mesmo sistema rastreável de aprendizagem. Os conteúdos educativos informais podem ser artigos, posts de blogs, webinars, livros, podcasts ou vídeos online. Estudos como o relatório da Degreed *[Como a força de trabalho aprende](https://get.degreed.com/pt-br/how-the-workforce-learns-2021)* mostram que a maior parte da aprendizagem no local de trabalho acontece no fluxo de trabalho. As LXPs podem viabilizar, capturar e mensurar tudo o que um colaborador aprende, associando os aprendizados às habilidades relevantes para o trabalho. Elas também podem sugerir conteúdos educativos em trilhas ou planos que podem guiar os colaboradores que quiserem desenvolver conjuntos de habilidades específicas necessárias para novas funções em suas organizações.

### Como lidar com a diferença de ritmo de aprendizado entre as pessoas, em ambientes híbridos, com parte do time reunido presencialmente e a outra parte, à distância?
Não há uma fórmula que possa ser aplicada de maneira homogênea a toda força de trabalho hoje — especialmente quando temos mais de uma geração de profissionais trabalhando juntos, isso significa que temos diferentes abordagens para a maneira com a qual cada uma delas interage com o trabalho e com a aprendizagem em si.

Navegar pelas diferenças de cultura geracionais no local de trabalho também não é algo simples. Cada uma das gerações hoje ativas na força de trabalho têm características únicas e essa gama de atributos e características tem de ser levada em conta pelo RH e responsáveis pelo treinamento e desenvolvimento desses profissionais.

Nesse cenário, é importante ter uma abordagem de aprendizagem personalizada — isso inclui desde o tipo de conteúdo que é disponibilizado até a maneira com a qual esse conteúdo é consumido. Além disso, é crucial que as equipes invistam em habilidades mais humanas, como empatia e comunicação, por exemplo, para que todos sintam-se incluídos e ouvidos pela liderança.

Acho que um passo importante que muitas empresas estão tomando para apoiar funcionários é investir em uma estratégia de aprendizagem customizada que faça sentido para o aprendiz, levando em consideração suas necessidades e habilidades que precisam ser adquiridas ou reforçadas.

### Qual a maneira mais inteligente de explorar as diferenças de habilidades e experiências culturais entre os participantes de uma equipe? Existe uma maneira de inserirmos a tecnologia como uma facilitadora da interação? Como fazer isso?
É crescente o movimento de empresas que percebem a necessidade de personalizar ainda mais suas ofertas de aprendizagem. E isso só é possível com insights obtidos por meio da análise de dados. As organizações precisam entender quais são suas necessidades. Um “inventário de habilidades” permite que os líderes visualizem o estado atual de sua força de trabalho, o que torna possível prever a demanda futura de habilidades e identificar as lacunas na estratégia de aprendizagem. Quanto maior o nível de personalização nas iniciativas de upskilling, maiores são as taxas de engajamento e retenção do aprendiz, sem contar a aplicação de novos conhecimentos e habilidades na resolução de tarefas e problemas diários.

### Sobre a Degreed
A Degreed estimula a inovação por meio da aprendizagem. Agente de mudança em escala mundial, a Degreed atende a uma em cada três empresas da Fortune 50 para disseminar uma cultura de aprendizagem no ambiente corporativo. Fundada em 2012, a Degreed tem sede em Pleasanton, na Califórnia, com usuários em 191 países.

Saiba mais sobre a Degreed: [Site](https://degreed.com/) | [YouTube](https://www.youtube.com/degreed) | [LinkedIn](https://www.linkedin.com/company/degreed/mycompany/) | [Twitter](https://twitter.com/degreed)

Compartilhar:

Artigos relacionados

Parte IV – Futuros em prompts: como disputar e construir realidade

Este é o quarto texto da série “Como promptar a realidade” e aprofunda como futuros disputam processamento antes de existir como evidência – mostrando por que narrativas constroem organizações, reescrevem culturas ou colapsam democracias, e como reconhecer (ou escolher) o prompt que está rodando agora.

Bem-estar & saúde
21 de abril de 2026 14H00
Este artigo mostra por que crédito mais barato, sozinho, não resolve o endividamento - e como o Crédito do Trabalhador pode se transformar em um ativo estratégico para empresas que levam a sério o bem‑estar financeiro de suas equipes.

Rodolfo Takahashi - CEO da Gooroo Crédito

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
21 de abril de 2026 08H00
Quer trabalhar fora do Brasil? Se o seu plano é construir uma carreira internacional, este artigo mostra por que excelência técnica já não basta - e o que realmente abre portas no mercado global.

Paula Melo - Fundadora e CEO da USA Talentos LLC

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Liderança
20 de abril de 2026 15H00
Este artigo convida conselhos de administração a reconhecerem a inteligência artificial como uma nova camada de inteligência estratégica - silenciosa, persistente e decisiva para quem não pode mais se dar ao luxo de decidir no escuro.

Jarison James de Lima é associado da Conselheiros TrendsInnovation, Board Member da ALGOR e Regional AI Governance Advisor no Chapter Ceará

5 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
20 de abril de 2026 07H00
Se talentos com deficiência não conseguem sequer operar os sistemas da empresa, como esperar performance e inovação? Este texto expõe por que inclusão sem estrutura é risco estratégico disfarçado de compliance

Djalma Scartezini - CEO da REIS, Sócio da Egalite e Embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro

6 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
19 de abril de 2026 10H00
Ao tornar os riscos psicossociais auditáveis e mensuráveis, a norma força as empresas a profissionalizarem a gestão da saúde mental e a conectá-la, de vez, aos resultados do negócio.

Paulo Bittencourt - CEO do Plano Brasil Saúde

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
18 de abril de 2026 09H00
Este é o quarto texto da série "Como promptar a realidade" e aprofunda como futuros disputam processamento antes de existir como evidência - mostrando por que narrativas constroem organizações, reescrevem culturas ou colapsam democracias, e como reconhecer (ou escolher) o prompt que está rodando agora.

Chico Araújo - Diretor Executivo do Instituto Inteligência Artificial de Verdade (IAV), cofundador do The Long Game Futures. e Global Expert da Singularity University.

27 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
17 de abril de 2026 15H00
Nem toda empresa que fala de IA está, de fato, se transformando. Este artigo expõe o risco do AI theater - quando a inteligência artificial vira espetáculo - e mostra por que a vantagem competitiva está menos no discurso e mais nas mudanças invisíveis de estratégia, governança e decisão.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Foresight
17 de abril de 2026 09H00
Este é o terceiro texto da série "Como promptar a realidade". Até aqui, as duas primeiras partes mapearam o mecanismo: como contextos são instalados, como narrativas disputam processamento e como ficções ganham densidade de real. A partir daqui, a pergunta muda: o que fazer com esse conhecimento? Como reconhecer quando você está sendo instalado - e como instalar, conscientemente, o prompt que você escolhe?

Chico Araújo - Diretor Executivo do Instituto Inteligência Artificial de Verdade (IAV), cofundador do The Long Game Futures. e Global Expert da Singularity University.

11 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
16 de abril de 2026 14H00
Do vestiário aos dados, o esporte entrou em uma nova era. Este artigo mostra como tecnologia, ciência e informação estão redefinindo decisões, performance, engajamento de torcedores e modelos de receita - sem substituir a emoção que faz o jogo ser o que é

Marcos Ráyol - CTO do Lance!

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Foresight
16 de abril de 2026 09H00
Este é o segundo artigo da série "Como promptar a realidade" e investiga como ficções, ao entrarem em loops de feedback, deixam de descrever o mundo para disputar ontologia - reorganizando mercados, política, tecnologia e comportamento antes mesmo de qualquer evidência.

Chico Araújo - Diretor Executivo do Instituto Inteligência Artificial de Verdade (IAV), cofundador do The Long Game Futures. e Global Expert da Singularity University

13 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...