Diversidade

Uma sobe e puxa a outra

O volume 2 do livro “Uma sobe e puxa a outra”, lançado neste mês de maio, é a prova de que as mulheres são mais fortes juntas e usam seus lugares de poder e privilégio para transformar a realidade
Fundadora da #JustaCausa, do programa #lídercomneivia e dos movimentos #ondeestãoasmulheres e #aquiestãoasmulheres

Compartilhar:

Em 2016, quando criei o movimento #AquiEstãoAsMulheres, a [sororidade](https://www.revistahsm.com.br/post/sororidade-e-pratica-coletiva) (irmandade feminina) ainda era um conceito muito distante das nossas vidas. Comecei a receber mensagens das mulheres que não me conheciam perguntando por que eu as estava promovendo e o que eu queria em troca.

Avançamos bastante nesses sete anos. Hoje temos incontáveis grupos, organizações, redes e iniciativas de mulheres que apoiam, mentoram e promovem outras mulheres. Acompanho e faço parte de algumas, entre elas a Plan International Brasil, o Vital Voices Visionaires, o 30% Club, o Mulheres do Brasil, a Rede Mulher Empreendedora, a BPW International, a Inspiring Girls, o Plano Feminino, o Plano de Menina, o Força Meninas e a AngelUs.

Em dezembro do ano passado, fui puxada para o movimento “Uma sobe e puxa outra”. Minha madrinha foi a Silvana Abramovay, sócia-fundadora da Amor aos Pedaços. Criado há 11 meses pela Natasha de Caiado Castro, o *Uma sobre e puxa a outra* é pautado pela generosidade, integridade, sororidade, empatia e respeito. Hoje já somos 350 mulheres que, juntas, lutamos pela equidade de gênero para que as próximas gerações naveguem em um ambiente mais justo.

Atuamos como catalizadoras dos processos de inclusão e semeadoras de novos projetos, por meio de parcerias estratégicas, visibilidade e networking. Conectamos parceiros estratégicos que possam escalar diversas iniciativas, promovemos encontros que geram sinergias e oportunidades de parcerias em projetos e viabilizamos nossa presença em eventos, na imprensa e nas mídias sociais, gerando um grande impacto coletivo.

Temos duas frentes de atuação: da porta para dentro e da porta para fora. A prevenção e apoio em doenças emocionais como burnout, fadiga crônica, esgotamento físico e emocional, a busca de propósito e apoio na mudança de carreira e o combate à “síndrome de impostora” são os três pilares que norteiam nosso trabalho da porta para dentro. A busca de representatividade nos cargos de liderança (conselhos e diretoria c-level) e o impulsionamento do empreendedorismo feminino são nossos pilares da porta para fora.

Temos 11 grupos de trabalho: inclusão/diversidade, ESG, impacto social, propósito e mudança de carreira, visibilidade e networking, educação e tecnologia, mulheres em conselhos, saúde emocional, próxima geração, internacionalização e desenvolvimento pessoal.

Ainda estamos na primeira infância, não completamos o primeiro ano de existência, mas já temos algumas histórias de sucesso para contar: em 2022, fizemos um “reboot” de desenvolvimento pessoal em múltiplas frentes, como digital, IA, oratória, imagem pessoal, neurociências, entre outras, que impactou cerca de 150 mulheres em agosto. Em setembro, nossa campanha em prol da Turma do Jiló no prêmio *Empreendedor social* da *Folha de S. Paulo* gerou 380 mil votos e fez com que a Turma fosse a mais votada entre todas as categorias. E em outubro, angariamos 10 mil votos e tivemos quatro de nossas mulheres premiadas no prêmio *UN women USA rise and raise other award da ONU*.

Há dois meses, em março deste ano, tivemos 17 painéis inscritos e nove mulheres inseridas em painéis, meetups e mentorias na programação oficial do festival SXSW, em Austin, nos Estados Unidos, onde também fizemos o pré-lançamento do volume 1 do nosso livro coletivo *Uma sobe e puxa a outra*. Ainda em março, logo após os lançamentos em São Paulo e no Rio, o livro já havia se tornado um best seller!

Em abril, fomos em caravana à Brasília, onde tivemos uma programação especial que incluiu visitas à Esplanada dos Ministérios e encontros com as ministras Simone Tebet, Esther Dweck e Anielle Franco. No Congresso Nacional, fomos recebidas por Ilana Trombka, Zenaide Maia, Veneziano Vital, Daniella Ribeiro e Leila Barros, bem como pelos demais senadores, que estavam no Plenário.

Nesses encontros, discutimos a relevância da luta pela igualdade de gênero e como podemos apoiar e encorajar mais mulheres a se destacarem em suas áreas. Foi uma oportunidade única de observar de perto a realidade das mulheres que atuam na política brasileira, em que ainda somos minoria.

Agora em maio, lotamos o stand da Vibra no WebSummit Rio em que fizemos o pré-lançamento do volume 2 do nosso livro, do qual sou coautora. E paramos o trânsito da Av. Brasil, em São Paulo, no dia do lançamento oficial, quando mais de 1.600 pessoas enfrentaram 5 km de congestionamento para estar conosco. Em três horas de evento, vendemos quase 900 livros e fomos entrevistadas por 49 jornalistas.

Por fim, estamos em plena produção do livro em inglês que será lançado agora em junho durante o Festival de Cannes.

O livro é a materialização do que fazemos no grupo. Ele é a prova de que juntas somos mais fortes e usamos nosso lugar de poder e privilégio para transformar a realidade. Temos muito trabalho pela frente e não podemos nos dar ao luxo de perder mais tempo.

Compartilhar:

Artigos relacionados

O que os Niyamas podem ensinar sobre consciência, disciplina e evolução organizacional

Processos, políticas e estratégias não surgem sozinhos. Eles são resultado das escolhas feitas diariamente por quem exerce liderança e influencia decisões. Embora tenham sido concebidos há mais de dois mil anos, os Niyamas oferecem reflexões surpreendentemente atuais para organizações que desejam construir culturas mais conscientes, coerentes e alinhadas aos desafios do presente.

A escassez de talentos pode estar no processo seletivo

Um teste aparentemente simples, aplicado em uma fábrica japonesa, revela por que algumas organizações encontram talentos onde outras enxergam apenas falta de experiência. O artigo oferece uma perspectiva provocativa sobre a escassez de talentos e sobre como empresas podem identificar capacidades que currículos nem sempre conseguem revelar.

O melhor profissional do time pode estar na lista de desligamento

Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Por que alguém ensinaria a IA a fazer o próprio trabalho?

Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Liderança, Cultura organizacional
15 de outubro de 2026 08H00
Processos, políticas e estratégias não surgem sozinhos. Eles são resultado das escolhas feitas diariamente por quem exerce liderança e influencia decisões. Embora tenham sido concebidos há mais de dois mil anos, os Niyamas oferecem reflexões surpreendentemente atuais para organizações que desejam construir culturas mais conscientes, coerentes e alinhadas aos desafios do presente.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, ESG
14 de outubro de 2026 14H00
A tecnologia tem papel decisivo na aceleração da agenda climática, mas a mudança acontece quando informações se transformam em escolhas. Entre indicadores, investimentos e decisões estratégicas, são as pessoas que continuam definindo o ritmo e a profundidade da transformação sustentável.

Fernando Beltrame - CEO da Eccaplan

Oferecido por Eccaplan
3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
14 de outubro de 2026 08H00
Quando a Nintendo rompeu uma parceria estratégica com a Sony diante do mundo inteiro, o que parecia uma derrota humilhante tornou-se o ponto de partida para uma das maiores inovações da história dos negócios. Um caso exemplar de como líderes podem transformar atrito, oposição e conflito em crescimento.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

9 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de outubro de 2026 14H00
Um teste aparentemente simples, aplicado em uma fábrica japonesa, revela por que algumas organizações encontram talentos onde outras enxergam apenas falta de experiência. O artigo oferece uma perspectiva provocativa sobre a escassez de talentos e sobre como empresas podem identificar capacidades que currículos nem sempre conseguem revelar.

Marta Ferreira

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de outubro de 2026 08H00
Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Átila Persici Filho - Consultor de gestão estratégica, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e conselheiro de inovação

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
12 de outubro de 2026 18H00
Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

9 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de outubro de 2026 14H00
Durante anos, a automação corporativa esteve associada à eliminação de tarefas repetitivas e operacionais. Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço: a integração entre RPA, inteligência artificial, APIs e agentes autônomos para coordenar processos inteiros de ponta a ponta.

Daniel Torres - CEO da Roboteasy

5 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
12 de outubro de 2026 08H00
Por muito tempo, compliance foi visto como a última etapa antes da aprovação de um projeto. Hoje, organizações mais maduras estão adotando uma abordagem diferente: envolver a área desde o início para construir soluções viáveis, seguras e aderentes às expectativas de governança e integridade.

André Tourinho - Gerente de Integridade da Eldorado Brasil Celulose

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
11 de outubro de 2026 14H00
Treinamentos costumam ser vistos como solução para desafios de desempenho, cultura e transformação. Mas existe uma pergunta que raramente aparece nas discussões sobre desenvolvimento: o ambiente de trabalho favorece os comportamentos que a organização deseja incentivar? O artigo mostra por que o sucesso de qualquer programa depende menos do conteúdo ensinado e mais da coerência entre estratégia, liderança e mecanismos de gestão.

Lauro Xerfan Neto - Conselheiro empresarial, consultor e professor na USP EACH e na FIA LabFin Provar

10 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de outubro de 2026 08H00
A saída de um pesquisador da Anthropic reacende um debate que está deixando os laboratórios e chegando às empresas: como garantir que sistemas de inteligência artificial cada vez mais autônomos continuem operando de forma previsível, segura e alinhada aos objetivos humanos?

Claudio Lucio - Pesquisador, professor e sócio-fundador da A3Data

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução