Estratégia e Execução

Usando a ficção como simulador para empreender

Os sonhos de Mateus, de João Bonomo, aborda o empreendedorismo de uma maneira mais íntima

Compartilhar:

Talvez você esteja pensando em empreender neste momento. Ou talvez pense nessa possibilidade para seu filho ou sua filha. Pois o professor e pesquisador de empreendedorismo João Bonomo lançou um livro para simular essa aventura e disseminar como palpável a ideia de que pessoas comuns podem fazer coisas extraordinárias, sim, quando aplicam as tecnologias disponíveis a modelos de negócio inovadores. 

Os sonhos de Mateus conta a história de um personagem fictício que rejeita a mesmice de um emprego e resolve criar uma startup. Bonomo conta que escolheu a linguagem ficcional para se contrapor ao formato “livros de autoajuda para empreendedores” e compartilha a seguir as principais lições.

**Mateus e Matinas.** “Existem os mais variados Mateus: há desde aqueles que só querem ganhar dinheiro sem ter chefe até os que querem fazer diferença no mundo e deixar um legado para os outros. Em comum, todos são sonhadores, todos têm brilho nos olhos e todos procuram ajuda para que seus sonhos se concretizem. 

Há diversas Matinas também! Em determinados momentos, inclusive, são elas que conseguem obter os maiores empuxos nos negócios, porque são muito mais curiosas, sensíveis e inteligentes em termos de visão de mercado.”

**O aspecto mais crucial.** “Há muitos aspectos cruciais, que podem ser ranqueados. Pela trajetória do protagonista, o primeiro lugar seria o da resiliência – a capacidade de se adaptar a diferentes cenários. Senso de oportunidade e capacidade de aprender a aprender também merecem destaque.”

**O problema maior.** “Os empreendedores brasileiros não estão acostumados ao fracasso. E não o acham importante para aprender mais. Mateus fracassa várias vezes para mostrar que isso importa.”

**A indústria do empreendedorismo de palco.** “Apresentar o movimento empreendedor como uma tábua de salvação – seja em literatura de autoajuda, seja em shows – é equivocado; empreender é simplesmente mais uma opção de carreira. O que mais existe são os empreendedores comuns, que abrem seus negócios tradicionais e, no caso brasileiro, muitas vezes informais.” 

**Empreender nos dias atuais.** “Sempre aconselhei e sempre aconselharei as pessoas a sonhar e a empreender. Claro que essa pode ser uma árdua opção hoje, quando o cenário político, econômico e social ainda não se estabeleceu por completo. Mas, enquanto muita gente prega que as mudanças não são boas para aqueles que pretendem empreender, eu digo o contrário: as mudanças são os momentos ideais para isso.”

Compartilhar:

Artigos relacionados

“Strategy Washing”: quando a estratégia é apenas uma fachada

Estamos entrando na temporada dos planos estratégicos – mas será que o que chamamos de “estratégia” não é só mais uma embalagem bonita para táticas antigas? Entenda o risco do “strategy washing” e por que repensar a forma como construímos estratégia é essencial para navegar futuros possíveis com mais consciência e adaptabilidade.

Como a inteligência artificial impulsiona as power skills

Em um universo do trabalho regido pela tecnologia de ponta, gestores e colaboradores vão obrigatoriamente colocar na dianteira das avaliações as habilidades humanas, uma vez que as tarefas técnicas estarão cada vez mais automatizadas; portanto, comunicação, criatividade, pensamento crítico, persuasão, escuta ativa e curiosidade são exemplos desse rol de conceitos considerados essenciais nesse início de século.

iF Design Awards, Brasil e criação de riqueza

A importância de entender como o design estratégico, apoiado por políticas públicas e gestão moderna, impulsiona o valor real das empresas e a competitividade de nações como China e Brasil.

Transformando complexidade em terreno navegável com o framework AIMS

Em tempos de alta complexidade, líderes precisam de mais do que planos lineares – precisam de mapas adaptativos. Conheça o framework AIMS, ferramenta prática para navegar ambientes incertos e promover mudanças sustentáveis sem sufocar a emergência dos sistemas humanos.

Inovação & estratégia, Liderança
29 de agosto de 2025
Estamos entrando na temporada dos planos estratégicos - mas será que o que chamamos de “estratégia” não é só mais uma embalagem bonita para táticas antigas? Entenda o risco do "strategy washing" e por que repensar a forma como construímos estratégia é essencial para navegar futuros possíveis com mais consciência e adaptabilidade.

Lilian Cruz, Cofundadora da Ambidestra

4 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Inovação & estratégia
28 de agosto de 2025
Startups lideradas por mulheres estão mostrando que inovação não precisa ser complexa - precisa ser relevante. Já se perguntou: por que escutar as necessidades reais do mercado é o primeiro passo para empreender com impacto?

Ana Fontes - Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Tecnologia & inteligencia artificial
26 de agosto de 2025
Em um universo do trabalho regido pela tecnologia de ponta, gestores e colaboradores vão obrigatoriamente colocar na dianteira das avaliações as habilidades humanas, uma vez que as tarefas técnicas estarão cada vez mais automatizadas; portanto, comunicação, criatividade, pensamento crítico, persuasão, escuta ativa e curiosidade são exemplos desse rol de conceitos considerados essenciais nesse início de século.

Ivan Cruz, cofundador da Mereo, HR Tech

4 minutos min de leitura
Inovação
25 de agosto de 2025
A importância de entender como o design estratégico, apoiado por políticas públicas e gestão moderna, impulsiona o valor real das empresas e a competitividade de nações como China e Brasil.

Rodrigo Magnago

9 min de leitura
Cultura organizacional, ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
25 de agosto de 2025
Assédio é sintoma. Cultura é causa. Como ambientes de trabalho ainda normalizam comportamentos abusivos - e por que RHs, líderes e áreas jurídicas precisam deixar a neutralidade de lado e assumir o papel de agentes de transformação. Respeito não pode ser negociável!

Viviane Gago, Facilitadora em desenvolvimento humano

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Estratégia, Inovação & estratégia, Tecnologia e inovação
22 de agosto de 2025
Em tempos de alta complexidade, líderes precisam de mais do que planos lineares - precisam de mapas adaptativos. Conheça o framework AIMS, ferramenta prática para navegar ambientes incertos e promover mudanças sustentáveis sem sufocar a emergência dos sistemas humanos.

Manoel Pimentel - Chief Scientific Officer na The Cynefin Co. Brazil

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Finanças, Marketing & growth
21 de agosto de 2025
Em tempos de tarifas, volta de impostos e tensão global, marcas que traduzem o cenário com clareza e reforçam sua presença local saem na frente na disputa pela confiança do consumidor.

Carolina Fernandes, CEO do hub Cubo Comunicação e host do podcast A Tecla SAP do Marketês

4 minutos min de leitura
Uncategorized, Empreendedorismo, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
20 de agosto de 2025
A Geração Z está redefinindo o que significa trabalhar e empreender. Por isso é importante refletir sobre como propósito, impacto social e autonomia estão moldando novas trajetórias profissionais - e por que entender esse movimento é essencial para quem quer acompanhar o futuro do trabalho.

Ana Fontes

4 minutos min de leitura
Inteligência artificial e gestão, Transformação Digital, Cultura organizacional, Inovação & estratégia
18 de agosto de 2025
O futuro chegou - e está sendo conversado. Como a conversa, uma das tecnologias mais antigas da humanidade, está se reinventando como interface inteligente, inclusiva e estratégica. Enquanto algumas marcas ainda decidem se vão aderir, os consumidores já estão falando. Literalmente.

Bruno Pedra, Gerente de estratégia de marca na Blip

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
15 de agosto de 2025
Relatórios de tendências ajudam, mas não explicam tudo. Por exemplo, quando o assunto é comportamento jovem, não dá pra confiar só em categorias genéricas - como “Geração Z”. Por isso, vale refletir sobre como o fetiche geracional pode distorcer decisões estratégicas - e por que entender contextos reais é o que realmente gera valor.

Carol Zatorre, sócia e CO-CEO da Kyvo. Antropóloga e coordenadora regional do Epic Latin America

4 minutos min de leitura