Espaço lifelong learning
Oferecido por:

Você é um aprendiz serial?

Quando o tema é aprender, alguns tipos de gestores podem ser observados: o que aprende em sprints, o disciplinado e o perfil acima, raro, que vê o aprendizado como estilo de vida
Chief Knowledge Officer (CKO) na HSM , Singularity Brazil & Learning Village. Graduada em relações internacionais e com MBA em gestão de negócios, se especializou em ESG, cultura organizacional e liderança. É mãe da Clara, apaixonada por conhecer e viver em culturas diferentes.

Compartilhar:

Meu trabalho nos últimos anos tem sido criar soluções educacionais, na HSM e na SingularityU Brazil, para apoiar as pessoas a atingirem novos níveis de liderança, consciência e repertório nos negócios e na vida. Isso me coloca numa posição privilegiada para observar gestores aprendizes em ação. Comprovo todos os dias que os executivos já aceitam a ideia de que continuar aprendendo é igual a se manter relevante. Mas observo – empiricamente, claro, sem pretensões científicas – algumas diferenças na abordagem de aprender. Parece haver dois grupos majoritários: uns são disciplinados, aprendem regularmente, nem que seja três horas por semana; outros preferem dar sprints, fazendo esforços concentrados de aprendizado.

Porém recentemente me dei conta de um terceiro grupo, bem mais raro que os outros dois: os gestores que fazem do aprendizado um estilo de vida. Até os apelidei: são os “aprendizes seriais”.

Sabe aquelas pessoas que estão sempre fazendo um curso, leem vários livros ao mesmo tempo (e revistas-livros como esta), não perdem a chance de ouvir um podcast? Que, mesmo em viagem ou num evento social, têm o olhar e a escuta ativa para o novo? Esse perfil é o curioso autêntico, sempre ligado e buscando fazer conexões entre temas diversos.

Criei o hábito de observar tais pessoas e, nesta coluna, me arrisco a listar algumas de suas características:

__1. Eles querem sempre mais.__ Não me refiro a ambições financeiras ou materiais. Têm necessidade de aprender mais sobre assuntos variados, querem se sentir mais preenchidos profissional e pessoalmente. Buscam novas oportunidades de aprender e desafios que permitam isso.

__2. Valorizam a experiência.__ Os momentos em que eles estão aprendendo são tão ou mais importantes do que o conteúdo em si. Gostam de testar formas novas de adquirir e compartilhar conhecimento.

__3. São curiosos sobre si mesmos e sobre o mundo.__ Isso lhes permite acessar novas informações de maneira muito consistente. Aprendizes seriais são abertos ao autoconhecimento e a entender os contextos de mundo.

__4. São corajosos.__ Eles têm coragem para se reinventar e para aceitar que, apesar de saberem muito, não sabem tudo. Mostram-se ousados para desaprender e abandonar verdades antigas; aceitam o novo sem medo. Confiam que, de alguma forma, suas habilidades e competências podem ser reconfiguradas para se adaptarem às mudanças.

__5. Importam-se menos com o que sabem e mais com o que podem aprender.__ Normalmente, eles têm uma postura de humildade. Quanto mais sabem, mais reconhecem que ainda há muito por saber. Seu foco está sempre no próximo aprendizado.

Só não cheguei ainda a uma conclusão sobre se as pessoas nascem assim ou se tornam. O que você acha? Você se reconhece como aprendiz serial?

Compartilhar:

Chief Knowledge Officer (CKO) na HSM , Singularity Brazil & Learning Village. Graduada em relações internacionais e com MBA em gestão de negócios, se especializou em ESG, cultura organizacional e liderança. É mãe da Clara, apaixonada por conhecer e viver em culturas diferentes.

Artigos relacionados

O que o gestor intermediário recebe, além da cobrança?

Lideranças são constantemente cobradas a desenvolver equipes engajadas, seguras e resilientes. Mas o que acontece quando elas recebem a responsabilidade pela mudança sem tempo, recursos ou autonomia para promovê-la? Uma reflexão sobre o limite entre responsabilidade individual e responsabilidade organizacional.

Headless: a empresa precisa funcionar fora da própria tela

Conversar com um assistente para resolver uma demanda parece simples para o usuário. Para as organizações, porém, isso exige uma transformação muito mais profunda: explicitar processos, organizar capacidades de negócio e construir uma arquitetura capaz de conectar intenção, decisão e execução de forma confiável. É nesse encontro entre inteligência artificial e arquitetura headless que surge uma nova lógica para o futuro das operações empresariais.

Estratégia, Cultura organizacional
31 de agosto de 2026 07H00
Ao revisitar conceitos milenares do Yoga sob a ótica da gestão contemporânea, o artigo propõe uma pergunta essencial para líderes e organizações: os sistemas que construímos estão alinhados aos valores que afirmamos praticar?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

Oferecido por:
6 minutos min de leitura
ESG
30 de agosto de 2026 14H00
Enquanto muitas empresas ainda estruturam suas decisões de contratação a partir de cargos e organogramas, um novo modelo ganha espaço: acessar especialistas, mentores e executivos sob demanda para resolver desafios específicos de negócio. O artigo mostra como o Open Talent está redefinindo a gestão de pessoas e criando formas mais ágeis de conectar competências às necessidades reais das organizações.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Estratégia, Finanças, Gestão de recursos
30 de agosto de 2026 07H00
Toda discussão sobre orçamento coloca duas perguntas na mesa ao mesmo tempo: por que investir nesta iniciativa e por que confiar no julgamento de quem a propõe? Ao explorar a lógica por trás das decisões de alocação de recursos, o artigo revela por que as negociações orçamentárias são também um dos mais importantes testes de liderança nas organizações.

François Bazini - CMO e Consultor

Oferecido por:
6 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Finanças
29 de agosto de 2026 14H00
A implementação do Split Payment inaugura uma nova lógica para o recolhimento de tributos no Brasil e altera uma dinâmica financeira que acompanha as empresas há décadas. Ao retirar do fluxo de caixa os valores destinados a impostos, o novo modelo exigirá mais planejamento, integração entre áreas e maturidade na gestão financeira e tributária.

Ulisses Brondi - CEO da ASIS Tax Tech

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
29 de agosto de 2026 07H00
Em um ambiente descrito por pesquisadores como polarizado, líquido, tenso e hiperconectado, liderar deixou de significar apenas definir direções. O desafio agora é criar culturas capazes de transformar complexidade em diálogo, ambiguidade em aprendizagem e mudanças constantes em capacidade de adaptação. O artigo discute por que essa pode ser uma das competências mais estratégicas da liderança contemporânea.

Ísis P. Fontenele - Consultora organizacional, professora da FGV, mestre em Gestão de Pessoas pela FGV EAESP

Oferecido por:
8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
28 de agosto de 2026 17H00
O artigo propõe uma reflexão sobre o papel da curadoria, da divergência e do discernimento humano em uma era marcada pela abundância de inteligências e pela escassez de julgamento.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

Oferecido por:
7 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
28 de agosto de 2026 12H00
Durante anos, a baixa presença de pessoas com deficiência em posições de liderança e crescimento foi atribuída à suposta falta de qualificação. Os dados, porém, mostram outra realidade. O artigo discute como barreiras estruturais, vieses organizacionais e a ausência de oportunidades de desenvolvimento ajudam a explicar por que profissionais qualificados continuam encontrando obstáculos para avançar em suas carreiras, mesmo após a contratação.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

Oferecido por:
4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
28 de agosto de 2026 07H00
O voluntariado corporativo emerge como uma ferramenta capaz de aproximar propósito, liderança e transformação social. No Dia Nacional do Voluntariado, o artigo convida empresas e profissionais a refletirem sobre o papel que podem desempenhar na construção de oportunidades, no desenvolvimento de pessoas e no fortalecimento de uma sociedade mais justa.

Ana Carolina Viana - Vice-Presidente de Operações Industriais da Braskem no Brasil

Oferecido por:
3 minutos min de leitura
Vendas, Tecnologia & inteligencia artificial
27 de agosto de 2026 18H00
A IA já é capaz de automatizar uma parte significativa das atividades comerciais, da prospecção à geração de propostas. Mas isso não torna o vendedor menos relevante. Pelo contrário. Ao retirar tarefas operacionais da rotina, a tecnologia eleva a exigência sobre aquilo que continua sendo exclusivamente humano: interpretar contextos, construir confiança, fazer perguntas melhores e ajudar clientes a tomar decisões.

Carol Manciola - CEO da Conectas

Oferecido por:
6 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
27 de agosto de 2026 15H00
Se os algoritmos passam a apoiar decisões, automatizar processos e influenciar estratégias, qual passa a ser o verdadeiro papel do CEO? O artigo explora o surgimento do Chief AI Officer e mostra por que o papel do CEO deixa de ser apenas gerir pessoas e negócios para incluir decisões sobre os limites, responsabilidades e impactos da IA dentro das organizações.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

Oferecido por:
3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução