Liderança

Você exerce uma liderança inclusiva?

Um novo mundo pede um novo estilo de liderança e a tarefa não é fácil. Envolve ações cruciais de nossa capacidade humana e contínua tarefa nossa aliarmos isso aos nossos propósitos
Fundadora da #JustaCausa, do programa #lídercomneivia e dos movimentos #ondeestãoasmulheres e #aquiestãoasmulheres

Compartilhar:

Liderança não é um cargo, é uma responsabilidade, já dizia Peter Drucker. Corroborando com ele, vou além: liderança não é posição, é ação. E não tem gênero, raça, cor ou etnia. Também não tem orientação sexual, deficiência, biotipo, idade ou religião.

Você já parou para pensar sobre quais são os papeis de uma pessoa líder? E, se você é líder, sabe definir seu estilo de liderança? Já fiz essa pergunta a 293 líderes nas quatro temporadas do #LiderComNeivia, meu programa de conversas com líderes C-Level, membros de Conselhos e empreendedores, representantes de todas as diversidades humanas, em total igualdade de gênero, toda terça e sexta, ao vivo, às 18 horas, no LinkedIn, Youtube e Facebook.

Quais os maiores desafios que você enfrenta para liderar hoje? Nesse mundo cada vez mais horizontal, colaborativo, múltiplo, variável, flexível e responsável, em constante e acelerada mudança, a capacidade para desempenhar o papel de líder requer novas habilidades.

Que habilidades são essas? A meu ver, visão, entendimento, clareza e agilidade, capacidade e resiliência, empatia e atenção plena, contexto e adaptabilidade, transparência e intuição, estão entre essas habilidades.

Um novo mundo pede um novo estilo de liderança. Para solucionar problemas no novo mundo é preciso se adaptar, questionar, compreender, refletir e criar.

E costumo dizer que líder é a pessoa que você é. Não tem como ser diferente. Esqueça o que te contaram sobre separar vida pessoal e vida profissional. Isso não é possível! Tentar fazer isso é o caminho mais curto para as doenças mentais e a infelicidade.

Você consegue ser uma liderança futurista, inovadora, tecnológica e humanitária? Segundo Lisa Kay Solomon, essas são as habilidades de uma liderança exponencial. Com elas, você pode antecipar mudanças e fazer escolhas conscientes que conduzam a futuros mais positivos e produtivos para você, as organizações, as comunidades e o mundo.

E como você se torna uma liderança inclusiva? Usando sua habilidade humanitária! Primeiro passo: invista no seu autoconhecimento. Em seguida, exerça sua humanidade quando estiver com outro ser humano. Respeite. Tenha curiosidade e interesse pelas histórias únicas, sonhos e talentos das pessoas à sua volta. Conheça e entenda as pessoas. “Todo mundo” não existe! Fale a língua de cada pessoa.

Construa uma cultura inclusiva. Fale menos, escute mais: você tem uma boca e dois ouvidos, use-os nessa proporção. Tenha menos “pontos de fala” (talking points) e mais “pontos de escuta” (listening points). Esteja presente no presente. Afinal de contas, o presente é tudo o que você tem!

Empatize. Confie. Confiança é a base de tudo e lembre-se: confiar não é saber tudo sobre alguém, é não precisar saber.

Viva a diversidade, ou seja, tenha diversidade na sua vida. Seja de propósito. Como anda seu ikigai? Tem conseguido equilibrar sua missão (o que você ama fazer), vocação (o que você faz bem feito), profissão (o que você ganha para fazer) e paixão (o que faz bem para o mundo)?

Construa e cultive relações. Comunique-se com atenção plena, empatia e compaixão. Com simplicidade, clareza e objetividade.

Pratique o que você prega. Lembre-se: o que você permite é o que você promove. Inspire. Influencie. Engaje. Mobilize. Colabore. Lembre-se: você não constrói uma empresa ou uma área, você constrói um time e o time constrói a empresa.

Não se conforme, transforme!

Jamais esqueça que a diversidade é a realidade, e a inclusão é uma escolha que você deve fazer todos os dias, até que se torne um hábito.
Tenha coragem e seja gentil. E tenha líderes dos sonhos.

Além disso, questione-se sempre. Use seu lugar de poder para incluir, com consciência e responsabilidade.

Faça jus à confiança e à credibilidade que você tem.

Impacte e transforme a realidade positivamente, deixando o mundo melhor para todas as pessoas que viverem depois de você.

É fácil? Não. Mas é possível. Só depende de você e isso muda o mundo à sua volta. É crer e fazer acontecer!

Compartilhar:

Artigos relacionados

Fomento para inovação: Alavanca estratégica de crescimento para as empresas

O volume e a previsibilidade dos instrumentos de fomento à inovação como financiamentos, recursos de subvenção econômica e incentivos fiscais aumentaram consideravelmente nos últimos anos e em 2026 a perspectiva é de novos recordes de liberações e projetos aprovados.  Fomento para inovação é uma estratégia que, quando bem utilizada, reduz o custo da inovação, viabiliza iniciativas de maior risco tecnológico, ajuda a escalar e encurtar o tempo para geração de valor dos projetos.

Quanta esperança você deposita em 2026?

No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa – o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Inovação & estratégia
21 de janeiro de 2026
Como o mercado está revendo métricas para entregar resultados no presente e valor no futuro?

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

5 minutos min de leitura
Inovação
20 de janeiro 2026
O volume e a previsibilidade dos instrumentos de fomento à inovação como financiamentos, recursos de subvenção econômica e incentivos fiscais aumentaram consideravelmente nos últimos anos e em 2026 a perspectiva é de novos recordes de liberações e projetos aprovados. Fomento para inovação é uma estratégia que, quando bem utilizada, reduz o custo da inovação, viabiliza iniciativas de maior risco tecnológico, ajuda a escalar e encurtar o tempo para geração de valor dos projetos.

Eline Casasola - CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas

5 minutos min de leitura
Liderança
19 de janeiro de 2026
A COP 30 expôs um paradoxo gritante: temos dados e tecnologia em abundância, mas carecemos da consciência para usá-los. Se a agenda climática deixou de ser ambiental para se tornar existencial, por que ainda tratamos espiritualidade corporativa como tabu?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

7 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
17 de janeiro de 2026
Falar em ‘epidemia de Burnout’ virou o álibi perfeito: responsabiliza empresas, alimenta fundos públicos e poupa o Estado de encarar o verdadeiro colapso social que adoece o país. O que falta não é diagnóstico - é coragem para dizer de onde vem o problema

Dr. Glauco Callia - Médico, CEO e fundador da Zenith

7 minutos min de leitura
Liderança, ESG
16 de janeiro de 2026
No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa - o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de janeiro de 2026
A jornada de venda B2B deve incluir geração de demanda inteligente, excelência no processo de discovery e investimento em sucesso do cliente.

Rafael Silva - Head de parcerias e alianças da Lecom

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
14 de janeiro de 2026
Cumprir cotas não é inclusão: a nova pesquisa "Radar da Inclusão" revela barreiras invisíveis que bloqueiam carreiras e expõe a urgência de transformar diversidade em acessibilidade, protagonismo e segurança psicológica.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
13 de janeiro de 2026
Remuneração variável não é um benefício extra: é um contrato psicológico que define confiança, engajamento e cultura. Quando mal estruturada, custa caro - e não apenas no caixa

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
12 de janeiro de 2026
Empresas que tratam sucessão como evento, e não como processo, vivem em campanha eleitoral permanente: discursos inflados, pouca estrutura e dependência de salvadores. Em 2026, sua organização vai escolher maturidade ou improviso?

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
9 de janeiro de 2026
Alta performance contínua é uma ilusão corporativa que custa caro: transforma excelência em exaustão e engajamento em sobrecarga. Está na hora de parar de romantizar quem nunca para.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança