Desenvolvimento pessoal

Voluntariado é a chave para o desenvolvimento pessoal e profissional

Os programas de voluntariado ajudam a incutir em seus colaboradores a missão, visão e valores da organização, além de valorizar o profissional enquanto pessoa, conferindo a ele um significado no mundo
Glaucimar Peticov é diretora executiva do Banco Bradesco.

Compartilhar:

Quando trabalhamos no mundo corporativo é comum e esperado que se invista na carreira. Dedicamos tempo e dinheiro no desenvolvimento de habilidades e competências como chave para o sucesso profissional. Realizamos inúmeros cursos e especializações, mas, por vezes, esquecemos de investir naquilo que nos faz ser humano, o lado social. Esse senso de comunidade é a essência do trabalho voluntário, que gera impacto positivo na vida das pessoas e é uma excelente oportunidade para o crescimento pessoal e profissional.

Pensando sob esta perspectiva, precisamos entender o valor dos programas de voluntariado corporativo para colaboradores. De acordo com a última pesquisa do Voluntariado no Brasil, de 2021, 15% dos brasileiros estão engajados em programas de voluntariado corporativo e dedicam, em média, 21h por mês. Este dado demonstra que o trabalho voluntário exige tempo, dedicação e, principalmente, empatia, que é a capacidade de sentir e se compadecer da situação que outra pessoa vivencia. Isso é fundamental para quem atua em qualquer setor, porque diariamente nos deparamos com situações que exigem sensibilidade da nossa parte para acolher, ajudar e amparar o outro.

Quando nos envolvemos em uma atividade voluntária, lidamos com situações e perfis de pessoas diferentes, que nos permitem ampliar nosso know-how e experiências, colocando em prática esses aprendizados. Entre as skills que conquistamos posso citar resiliência, inteligência emocional, criatividade, inovação e comunicação, tão necessários no mundo corporativo.

Cientes dos benefícios do voluntariado corporativo, e sabendo da sua responsabilidade social, as empresas brasileiras intensificaram a criação de programas voluntários na década de 1990. Nos Estados Unidos, esse movimento foi amplamente disseminado uma década antes. De lá pra cá, muita coisa mudou, e hoje experimentamos uma fase mais madura do voluntariado nas empresas e que caminha lado a lado da gestão de pessoas.

No atual cenário, os programas de voluntariado buscam não só realizar ações sociais que gerem impacto positivo, mas incutir em seus colaboradores a missão, visão e valores da empresa de modo prático, tornando-os agentes disseminadores. O envolvimento propicia integração entre os times e a capacidade de trabalhar em equipe, por meio do espírito colaborativo. Essas habilidades contribuem ativamente para que os times tenham um desempenho satisfatório nas suas funções e resultados de excelência dentro do que é estabelecido.

Muito além do desenvolvimento de habilidades sociais que geram benefícios para a carreira, a atuação voluntária permite a valorização do profissional enquanto pessoa, da sua presença no mundo, conferindo a ele um significado. E esse sentimento é a chave para impulsionar outras benesses como autoconfiança, autoestima e motivação para fazer a diferença e o bem para sociedade.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A IA não está substituindo os bancos. Está mudando o trabalho dentro deles.

O que realmente importa para quem utiliza serviços financeiros é resolver uma demanda com segurança e agilidade. Em um setor cada vez mais digital, a vantagem competitiva estará menos na tecnologia em si e mais na capacidade de combinar automação e inteligência humana da forma certa em cada etapa da jornada.

A Reforma Tributária já não é um tema fiscal. É um tema de supply chain.

O artigo mostra por que a transição para o novo modelo tributário exige uma visão integrada da cadeia de suprimentos e alerta que a vantagem competitiva poderá estar menos na interpretação da legislação e mais na capacidade de adaptar processos, sistemas e operações antes que as mudanças se tornem obrigatórias.

Futebol feminino: O que mulheres aprendem quando têm espaço para competir?

A conquista histórica do São Paulo no Brasileirão Feminino vai além do esporte e convida a uma reflexão sobre como desenvolvemos competências que costumam ser associadas à liderança. O artigo explora como experiências vividas dentro e fora das organizações ajudam a construir confiança, influência, resiliência e capacidade de disputar espaços de forma saudável, preparando novas gerações para desafios que começam muito antes do primeiro cargo de liderança.

Tecnologia se compra. Liderança se constrói.

O artigo discute por que sucessão, desenvolvimento de lideranças e fortalecimento da cultura organizacional deixaram de ser temas de RH para ocupar o centro das decisões estratégicas e da competitividade empresarial.

User Experience, UX, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de outubro de 2026 08H00
O que realmente importa para quem utiliza serviços financeiros é resolver uma demanda com segurança e agilidade. Em um setor cada vez mais digital, a vantagem competitiva estará menos na tecnologia em si e mais na capacidade de combinar automação e inteligência humana da forma certa em cada etapa da jornada.

João Pedro Brasileiro - CEO da Innovation Latam, Professor da Fundação Dom Cabral (FDC) e da XP Educação

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
9 de outubro de 2026 14H00
O artigo mostra por que a transição para o novo modelo tributário exige uma visão integrada da cadeia de suprimentos e alerta que a vantagem competitiva poderá estar menos na interpretação da legislação e mais na capacidade de adaptar processos, sistemas e operações antes que as mudanças se tornem obrigatórias.

Jade Lumi Satomi - Diretora de Indústria na nstech

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
9 de outubro de 2026 08H00
A conquista histórica do São Paulo no Brasileirão Feminino vai além do esporte e convida a uma reflexão sobre como desenvolvemos competências que costumam ser associadas à liderança. O artigo explora como experiências vividas dentro e fora das organizações ajudam a construir confiança, influência, resiliência e capacidade de disputar espaços de forma saudável, preparando novas gerações para desafios que começam muito antes do primeiro cargo de liderança.

Maria Eduarda Silveira - Founder & CEO da BOLD HRO

5 minutos min de leitura
Estratégia
8 de outubro de 2026 14H00
Da aquisição à expansão de clientes, o artigo propõe uma reflexão sobre como organizações podem substituir crescimento baseado em volume por crescimento sustentado por retenção, adoção de valor e decisões mais inteligentes.

Renata Centurión - Sócia e Diretora da Winning By Design LATAM

5 minutos min de leitura
Marketing & growth, Vendas
8 de outubro de 2026 08H00
Diante de metas ameaçadas, a reação mais comum é fazer mais: mais reuniões, mais pressão, mais descontos, mais cobranças. O problema é que nem sempre atividade gera resultado. À medida que dezembro se aproxima, o verdadeiro desafio pode estar menos em acelerar e mais em eliminar comportamentos que comprometem decisões, margens e o próximo ciclo de vendas.

Carol Manciola - CEO da Conectas e autora dos best sellers #BORA BATER META, Coragem e mais alguns Cês da Vida e do recém-lançado Vendas Movem o Mundo.

8 minutos min de leitura
Liderança
7 de outubro de 2026 14H00
O artigo discute por que sucessão, desenvolvimento de lideranças e fortalecimento da cultura organizacional deixaram de ser temas de RH para ocupar o centro das decisões estratégicas e da competitividade empresarial.

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Liderança
7 de outubro de 2026 08H00
Metade dos executivos ouvidos pelo BCG já vê a própria equipe perdendo habilidades por causa da IA, e o julgamento é a primeira a cair. Velocidade sem discernimento não é ganho, é dívida com outro nome.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
6 de outubro de 2026 14H00
Empresas querem profissionais protagonistas, capazes de decidir e agir com independência. As pessoas querem mais confiança, voz e espaço para fazer escolhas. O desafio é que autonomia costuma significar coisas diferentes para cada lado dessa relação.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia
6 de outubro de 2026 08H00
Em reuniões de conselho, comitês executivos e equipes de alta gestão, é comum que profissionais experientes analisem os mesmos dados e cheguem a conclusões completamente diferentes. Nem sempre isso é sinal de desalinhamento ou falta de informação. Muitas vezes, a divergência revela algo mais profundo: critérios distintos para avaliar riscos, oportunidades, prioridades e sucesso.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

9 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
5 de outubro de 2026 14H00
Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução