Desenvolvimento pessoal

Vontade de jogar tudo para o alto?

Isso é normal. Respira, não pira e vem comigo nessa reflexão
É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Compartilhar:

Temos uma ideia mais ou menos romantizada do que é um bom trabalho. Costumamos pensar naqueles desafios sensacionais, acompanhados dos mares se abrindo para passarmos. Retrato da eficiência. Acerto na primeira tentativa. O mundo parando para a refletirmos, organizarmos, alinharmos com os pares e as outras áreas, e partirmos para a ação. Sucesso na certa, assim como o reconhecimento que vem em seguida. Sem falar na promoção depois de algum tempo. #quemnunca?

Mas adivinha? A realidade se distancia um pouquinho (ou muito?) dessa imagem perfeita que a gente cria na nossa mente. Nem sempre temos as ferramentas nas mãos para atingirmos a nossa máxima eficiência, as pessoas conflitam sobre o que é o certo a fazer e levamos três vezes mais de tempo para resolver o que deveria (na nossa cabeça) ser simples. Basta ter uma reunião logo cedo no dia, certo? Bem naquele dia em que seu filho teve febre a madrugada toda, ou você teve insônia, ou ainda sente que foi à exaustão depois de trabalhar três dias seguidos até 4 horas da manhã. E, para piorar, depois te tanto desgaste, o reconhecimento simplesmente não vem porque não passa da sua obrigação colocar as coisas no lugar. 

Então, aquela imagem de eficiência dá lugar a uma enorme vontade de jogar tudo para o alto e sair por aí. Mas depois de alguns minutos de ira contra o mundo você respira fundo e continua a trabalhar pois, afinal de contas, os boletos são implacáveis. Se não alguma outra coisa mais nobre, eles lembram você que é preciso seguir em frente. 

Já passou por isso? Eu já, mais de uma vez. 

**Minha sugestão**: é humano sentir raiva e achar que as coisas deveriam ser mais simples, mas é preciso virar a página e seguir adiante. Não adianta fingir que somos super-heróis e temos energia inesgotável. Mas é preciso também colocar a energia no lugar para seguir em frente com mais tranquilidade. Trago aqui 4 reflexões que podem ajudar.

1. __Se as empresas fossem fáceis e tudo estivesse no lugar__ certamente reclamaríamos da monotonia, da falta de adrenalina. Talvez nem houvesse espaço para nós. Não importa o nosso cargo, somos contratados para resolver problemas. Só precisamos ter atenção ao tipo e a intensidade de energia que utilizamos para resolvê-los. Um jeito, portanto, de amenizar a pressão, é pensar na nossa própria energia. Ver a empresa como um jogo de xadrez pode ajudar. Se o mercado (ou a outra área, ou sua liderança) fez um movimento que não era exatamente o que você esperava, não esbraveje ou desista do jogo, apenas mude a sua estratégia, e o seu campo de energia. 

2. __Por falar em cuidar da sua energia__, o papo é recorrente, mas relevante. Faça outras coisas por você. Se você só trabalhar, o desequilíbrio tomará conta. Arrume um tempo para fazer qualquer coisa que você goste, como esporte ou arte. Ajuda a colocar ordem na desordem das coisas do trabalho.

3. __Tenha um plano B__. Sim, gente. Pensa só: a população vive mais, o trabalho em si está reduzindo quantidades de postos, o trabalho formal como conhecemos hoje está com os anos contados. Quem cuida da sua carreira é você. Ter um plano B é libertador e permite, sob qualquer circunstância, tomar decisões alinhadas aos seus valores e preferências.

4. __Por fim e não menos importante__, quando o copo estiver transbordando e a razão for pressão, excesso de trabalho ou qualquer outro tema gerenciável (assédio não é gerenciável, que fique claro) dê um tempo pra si. Lembre-se de colocar o seu melhor possível em ação e contar com o efeito do tempo, que cura praticamente tudo. 

Para usar o chavão popular, se o cansaço bater forte, descanse, mas não desista.

Compartilhar:

É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Artigos relacionados

A IA aumentou a produtividade, mas quem está ganhando tempo?

Se toda hora economizada pela tecnologia é imediatamente preenchida por outra demanda, talvez o problema não esteja nas ferramentas, mas na forma como organizamos o trabalho. O artigo discute por que produtividade e bem-estar não deveriam ser objetivos opostos e como a inteligência artificial está colocando essa contradição em evidência.

A IA não está substituindo os bancos. Está mudando o trabalho dentro deles.

O que realmente importa para quem utiliza serviços financeiros é resolver uma demanda com segurança e agilidade. Em um setor cada vez mais digital, a vantagem competitiva estará menos na tecnologia em si e mais na capacidade de combinar automação e inteligência humana da forma certa em cada etapa da jornada.

A Reforma Tributária já não é um tema fiscal. É um tema de supply chain.

O artigo mostra por que a transição para o novo modelo tributário exige uma visão integrada da cadeia de suprimentos e alerta que a vantagem competitiva poderá estar menos na interpretação da legislação e mais na capacidade de adaptar processos, sistemas e operações antes que as mudanças se tornem obrigatórias.

Futebol feminino: O que mulheres aprendem quando têm espaço para competir?

A conquista histórica do São Paulo no Brasileirão Feminino vai além do esporte e convida a uma reflexão sobre como desenvolvemos competências que costumam ser associadas à liderança. O artigo explora como experiências vividas dentro e fora das organizações ajudam a construir confiança, influência, resiliência e capacidade de disputar espaços de forma saudável, preparando novas gerações para desafios que começam muito antes do primeiro cargo de liderança.

Liderança, Estratégia
5 de outubro de 2026 14H00
Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de outubro de 2026 08H00
Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

Camila Wasserman e Sabrina Serafim -

6 minutos min de leitura
Liderança
4 de outubro de 2026 14H00
Por trás de uma das obras mais inovadoras da literatura brasileira havia um método rigoroso de trabalho. A partir dessa provocação, o artigo discute por que organizações que desejam crescer de forma consistente precisam desenvolver algo que nenhuma tecnologia entrega pronta: critérios compartilhados, disciplina intelectual e capacidade coletiva de manter a qualidade em escala.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
8 de outubro de 2026 08H00
Empresas raramente entram em declínio de forma repentina. Primeiro perdem capacidade de adaptação, depois relevância e, por fim, espaço para investir na própria transformação. A partir do caso Abril, o artigo analisa como decisões sobre inovação, sucessão, crescimento e alocação de recursos influenciam a capacidade de uma organização sobreviver em ciclos de disrupção cada vez mais rápidos.

Pedro Fenati Bicalho - Sócio-diretor da FC Partners

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
3 de outubro de 2026 14H00
Uma promoção, uma nova função, um momento difícil ou uma fase de adaptação podem mudar temporariamente a performance de qualquer profissional. A questão é saber se as organizações conseguem enxergar essas oscilações como parte da trajetória humana ou se passam a avaliar pessoas apenas pelo resultado do momento.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

5 minutos min de leitura
Estratégia, Direito, Regulação & Compliance
3 de outubro de 2026 08H00
Em um momento em que a ONU afirma buscar a reconstrução da confiança internacional, o debate sobre a exclusão de Taiwan recoloca uma questão fundamental para a governança global: como defender representatividade, cooperação e direitos universais quando milhões de pessoas permanecem à margem de importantes fóruns internacionais? O artigo analisa as implicações jurídicas, geopolíticas e econômicas dessa controvérsia e seus impactos sobre a estabilidade global.

Márcio Coimbra - CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
2 de outubro de 2026 14H00
Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Carolina Ferrés - Diretora POK Brasil

Oferecido por: POK
11 minutos min de leitura
Cultura organizacional
2 de outubro de 2026 08H00
Medo e pressão são ótimos para o resultado. Desde que você não precise das mesmas pessoas no trimestre seguinte.

Thais Requito - Palestrante, consultora e pesquisadora em saúde mental e trabalho sustentável

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Comunicação, Estratégia
1º de outubro de 2026 14H00
Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

Caetano Tona - Fundador da Life Lab, TEDx Organizer e Professor de Comunicação na ESPM

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de outubro de 2026 08H00
A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Carol Martins - CEO da SOAP

Oferecido por SOAP
3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução