Assunto pessoal

Abrir mão não é jogar a toalha

As duas expressões podem ser substituídas pela palavra “desistir”, mas há uma diferença

Compartilhar:

Há motivos muito legítimos para desistir. Mas, dizendo assim, parece que estamos estimulando um comportamento negativo. Talvez seja mais fácil entender se pensarmos em termos de perseverança e teimosia. A perseverança foca um objetivo, que pode trazer resultados valiosos. A teimosia é um fim em si mesma.
A cantora e compositora Nina Simone explicou isso de um jeito mais poético: “É preciso aprender a sair da mesa quando o amor não está mais sendo servido”. Isso vale também para situações de trabalho. Sair da mesa pode ser uma opção, que vai abrir espaço – mental e físico – para outras oportunidades.

A frase da diva afro-americana anda ainda mais relevante no pós-pandemia. Uma matéria publicada no The New York Times afirma que cada vez mais pessoas estão deixando seus empregos em busca de empresas mais atentas ao seu bem-estar físico e mental. “Independentemente do setor em que você atua, a covid-19 está fazendo as pessoas reavaliarem alguns de seus valores, as coisas que você quer da vida e da carreira”, afirma a publicitária Ann Smith. Depois de meses trabalhando a distância em um apartamento minúsculo em Toronto, Canadá, ela deixou seu emprego em uma agência de publicidade em que todos estavam estressados e encontrou outro em uma agência de marketing digital mais relax. A preocupação do empregador com seu bem-estar foi o fator fundamental.

Diante do êxodo de profissionais e da rotatividade, algumas agências de publicidade e empresas de mídia – conhecidas pelas longas jornadas de trabalho madrugada adentro – estão reformulando seus pacotes de benefícios. Mais dias de folga, semanas até, estão sendo oferecidos inclusive por bancos como o JPMorgan Chase, que decidiu aumentar as contratações para aliviar os funcionários que acabavam trabalhando aos fins de semana.

O problema é que semanas de folga às vezes são sinônimo de trabalho acumulado. A pandemia exacerbou muitas das questões que resultam em burnout, como carga excessiva de trabalho, falta de autonomia, falta de feedback positivo, laços interpessoais fracos e preocupações com injustiças, conforme a reportagem.
Saúde mental é um problema social, por isso às vezes a única saída é, individualmente, buscar um lugar em que ainda haja amor na mesa.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Todo ano é de aprendizado, mas 2025 foi ainda mais

Crédito caro, políticas públicas em transição, crise dos caminhões e riscos globais expuseram fragilidades e forçaram a indústria automotiva brasileira a rever expectativas, estratégias e modelos de negócio em 2025

Inovação & estratégia, Cultura organizacional, Tecnologia & inteligencia artificial
2 de janeiro de 2026
Em 2026, não será a IA nem a velocidade que definirão as empresas líderes - será a inteligência coletiva. Marcas que ignorarem o poder das comunidades femininas e colaborativas ficarão para trás em um mundo que exige empatia, propósito e inovação humanizada

Ana Fontes - Fundadora da Rede Mulher Empreendedora e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República - CDESS.

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de janeiro de 2026
O anos de 2026 não será sobre respostas prontas, mas sobre líderes capazes de ler sinais antes do consenso. Sensibilidade estratégica, colaboração intergeracional e habilidades pós-IA serão os verdadeiros diferenciais para quem deseja permanecer relevante.

Glaucia Guarcello - CEO da HSM, Singularity Brazil e Learning Village

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
31 de dezembro de 2025
Segurança da informação não começa na tecnologia, começa no comportamento. Em 2026, treinar pessoas será tão estratégico quanto investir em firewalls - porque um clique errado pode custar a reputação e a sobrevivência do negócio

Bruno Padredi - CEO da B2B Match

2 minutos min de leitura
ESG
30 de dezembro de 2025
No dia 31 de dezembro de 2025 acaba o prazo para adesão voluntária às normas IFRS S1 e S2. Se sua empresa ainda acha que tem tempo, cuidado: 2026 não vai esperar. ESG deixou de ser discurso - é regra do jogo, e quem não se mover agora ficará fora dele

Eliana Camejo - Conselheira de Administração pelo IBGC e Vice-presidente do Conselho de Administração da Sustentalli

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Aprendizado
30 de dezembro de 2025
Crédito caro, políticas públicas em transição, crise dos caminhões e riscos globais expuseram fragilidades e forçaram a indústria automotiva brasileira a rever expectativas, estratégias e modelos de negócio em 2025

Bruno de Oliveira - Jornalista e editor de negócios do site Automotive Business

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de dezembro de 2025
Automação não é sobre substituir pessoas, mas sobre devolver tempo e propósito: eliminar tarefas repetitivas é a chave para engajamento, retenção e uma gestão mais estratégica.

Tiago Amor - CEO da Lecom

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de dezembro de 2025
Reuniões não são sobre presença, mas sobre valor: preparo, escuta ativa e colaboração inteligente transformam encontros em espaços de decisão e reconhecimento profissional.

Jacque Resch - Sócia-diretora da RESCH RH

3 minutos min de leitura
Carreira
25 de dezembro de 2025
HSM Management faz cinco pedidos natalinos em nome dos gestores das empresas brasileiras, considerando o que é essencial e o que é tendência

Adriana Salles Gomes é cofundadora de HSM Management.

3 min de leitura
Liderança, Bem-estar & saúde
24 de dezembro de 2025
Se sua agenda lotada é motivo de orgulho, cuidado: ela pode ser sinal de falta de estratégia. Em 2026, os CEOs que ousarem desacelerar serão os únicos capazes de enxergar além do ruído.

Bruno Padredi - CEO da B2B Match

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
23 de dezembro de 2025
Marcela Zaidem, especialista em cultura nas empresas, aponta cinco dicas para empreendedores que querem reduzir turnover e garantir equipes mais qualificadas

Marcela Zaidem, Fundadora da Cultura na Prática

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança