Uncategorized

Blockchain: o que isso significa para o RH?

Tecnologia pode ajudar a baratear busca por talentos e a evitar as infames mentiras nos currículos.
Athila Machado é cofundador da Mereo, HRTech focada em gestão de performance, talentos, reconhecimento e recompensa.

Compartilhar:

Os holofotes em torno do blockchain têm aumentado, e motivos não faltam. Em linhas gerais, trata-se de uma base de dados contínua, na qual pessoas e empresas podem armazenar e compartilhar informações de modo seguro.

O blockchain também está mudando não só a forma com que os processos são executados, mas, acima de tudo, como se dão as relações descentralizadas, em que nenhuma entidade controla ou dita as regras. Tudo passa por um mecanismo de consenso que verifica e aprova as transações, eliminando a necessidade de um intermediário.

E aí, surge a pergunta: como essa tecnologia pode ajudar o RH? O número de startups para o segmento de RH vem crescendo, e existem várias soluções baseadas em blockchain para problemas comuns à área, como recrutamento, verificação, referência, contratos inteligentes, ciclo de vida do funcionário, transações seguras, comparecimento, conformidade e auditoria.

Eles trazem, no entanto, desafios que precisam ser resolvidos. No mercado de trabalho, são questões que oneram a cadeia e trazem lentidão a todo processo. Vamos a eles:

__Problemas de fornecimento de talentos:__ se você observar o recrutamento e a contratação, há pouca visibilidade das informações sobre os trabalhadores disponíveis e uma correspondência ineficiente.

__Custo da mão de obra:__ em mercados de talentos ineficientes, os empregadores pagam de 15% a 30% do custo do contrato aos intermediários. No lado receptor, empreiteiros, fornecedores, consultores ou freelancers, às vezes, precisam esperar muitos meses antes de serem pagos. Isso não é apenas frustrante para as partes envolvidas, mas também afeta a viabilidade dos negócios. Só no Reino Unido, quase 20% das PME enfrentam a falência devido a atrasos nos pagamentos.

__Fraude de candidatos:__ há baixa confiança na identidade e nas qualificações dos candidatos e muitos contam mentiras em seus currículos.

Outras questões específicas do mercado de trabalho envolvem o viés de seleção e os grupos de talentos que mudam rapidamente. Então, para onde tudo isso nos levará? Tal como acontece com distintas áreas, os desenvolvimentos tecnológicos – e sua adoção – levam tempo.

A implementação de soluções baseadas em blockchain para lidar com alguns dos desafios de RH mencionados acima não acontecerá da noite para o dia, provavelmente será um processo gradual. Podemos, inclusive, pensar em ondas dessa tecnologia no trabalho. A primeira, talvez, seja em torno da verificação de candidatos baseada em blockchain, um caso de uso direto. Os pagamentos de funcionários em tempo real podem ser outro. Já a segunda pode ser sobre melhores mercados de talentos, mais visibilidade do trabalho. Também poderia implicar mais confiança no mercado.

Agora, é claro, há desafios, como os atuais, relacionados ao custo e velocidade de transação. Então, vamos precisar acertar o processo, e isso não será uma tarefa fácil. Conheça, a seguir, alguns projetos de blockchain:

__[R_Block:](https://zinc.work/)__ é uma rede de contratação descentralizada e à prova de identidade. Os usuários da plataforma possuem suas habilidades e seus dados de experiência e decidem com quem desejam compartilhar essas informações e quando. Os trabalhadores podem ganhar “CV tokens” por compartilhar seu perfil e interagir com recrutadores, e podem transformar suas habilidades comprovadas e histórico de trabalho em um currículo compartilhável.

__[TiiQu:](https://www.tiiqu.com/)__ é uma plataforma baseada em blockchain que usa a imutabilidade e a fonte verificável de qualidades de dados para criar um passaporte digital. Ele pode, entre outras funções, ser usado como prova da confiabilidade, da identidade e das qualificações profissionais de um indivíduo. Resumindo: no TiiQu, há a missão de remover as suposições e as suposições das afirmações de um indivíduo sobre si mesmo.

__[Vault:](https://vaultplatform.com/)__ é a primeira plataforma de combate ao assédio alimentada por blockchain do mundo. Permite que os usuários registrem experiências de assédio, armazenem evidências e memorandos pessoais. Os usuários têm controle total sobre as informações armazenadas em seu cofre. Nenhuma outra parte pode acessá-lo sem consentimento explícito.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A pressão que não aparece no organograma: a carreira das mulheres exige mais remédios do que reconhecimento

Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade – estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
2 de abril de 2026 08H00
À medida que a IA assume tarefas operacionais, surge um risco silencioso: como formar profissionais capazes de supervisionar o que nunca aprenderam a fazer?

Matheus Fonseca - Cofounder da Leapy

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de abril de 2026 15H00
Entre renováveis, risco sistêmico e pressão por eficiência, a energia em 2026 exige decisões orientadas por dados e governança robusta.

Rodrigo Strey - Vice-presidente da AMcom

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
1º de abril de 2026 08H00
Felicidade não é benefício: é condição de sustentabilidade para mulheres em cargos de liderança.

Vanda Lohn

4 minutos min de leitura
Lifelong learning
31 de março de 2026 18H00
Quando conversar dá trabalho e a tecnologia não confronta, aprender a conviver se torna um desafio estratégico.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de março de 2026 08H00
Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade - estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Marilia Rocca - CEO da Funcional

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
30 de março de 2026 15H00
Números não executam estratégia sozinhos - pessoas mal posicionadas também a sabotam. O verdadeiro ganho de eficiência nasce quando estrutura, dados e pessoas operam como um único sistema.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
30 de março de 2026 06H00
No auge do seu próprio hype, a inovação virou palavra‑de‑ordem antes de virar prática - e este artigo desmonta mitos, expõe exageros e mostra por que só ao realinhar expectativas conseguimos devolver à inovação o que ela realmente é: ferramenta estratégica, não mágica.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

12 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
29 de março de 2026 18H00
Do SXSW 2026 à realidade brasileira: O luto deixa o silêncio e começa a ocupar o centro do cuidado humano. A morte entrou na agenda do bem-estar e desafia indivíduos, empresas e sociedades a reaprenderem a cuidar.

Dilma Campos - CEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera.ntwk

3 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de março de 2026 13H00
Os números de assédio e a estagnação das carreiras de pessoas com deficiência revelam uma verdade incômoda: a inclusão no Brasil ainda para na porta de entrada. Em 2026, o desafio não é contratar, mas desenvolver, promover e garantir permanência - com método, responsabilidade e decisões que tratem diversidade como estratégia de negócio, e não como discurso.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia
29 de março de 2026 07H00
Este artigo revela por que entender o nível real de complexidade do próprio negócio deixou de ser escolha estratégica e virou condição de sobrevivência.

Daniella Portásio Borges - CEO da Butterfly Growth

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...