Finanças
4 min de leitura

Captação de Recursos e Inovação aberta: O caminho para o crescimento

Programas como Finep, Embrapii e a Plataforma Inovação para a Indústria demonstram como a captação de recursos não apenas viabiliza projetos, mas também estimula a colaboração interinstitucional, reduz riscos e fortalece o ecossistema de inovação. Esse modelo de cocriação, aliado ao suporte financeiro, acelera a transformação de ideias em soluções aplicáveis, promovendo um mercado mais dinâmico e competitivo.
Formada em administração, especialista em gerenciamento de projetos, gestão de pessoas, captação de recursos e inovação. CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas que atuam no hub de inovação, com serviços de consultoria, assessoria e treinamentos em captação de recursos para financiamentos e editais de inovação e Open Innovation. Atua há mais de 12 anos no ecossistema de inovação também como advisor de venture capitals, palestrante, podcaster, escritora, professora e mentora, conquistando com seus clientes diversos prêmios de inovação.

Compartilhar:

A conexão entre a captação de recursos – financiamentos, programas e editais – e a inovação aberta que pode ser definida como a colaboração entre empresas, startups, universidades e parceiros externos para cocriar soluções e acelerar o desenvolvimento de inovações, também conhecida como open innovation, representa mais do que uma simples relação de complemento, está diretamente ligada à forma como incentivam a colaboração e permitem a integração de competências.

Na prática, os mecanismos de fomento não somente viabilizam os recursos financeiros, mas também incentivam ativamente a colaboração entre estes diferentes atores, como empresas, universidades, startups, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e esse aspecto é fundamental para fortalecer o ecossistema de inovação.

Historicamente, muitos editais priorizam ou até exigem projetos que englobem parcerias interinstitucionais e essa prática está diretamente ligada ao pilar central da inovação aberta, promovendo a construção coletiva de soluções. Ao somar forças no ecossistema de inovação, os resultados conquistados são multiplicados.

Por meio de instrumentos como Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), FAPs (Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa), entre outros, é possível realizar projetos de forma conjunta.

A soma dos recursos financeiros provenientes das fontes de fomento, e o capital intelectual, ancorado na inovação aberta – transforma a dinâmica dos projetos e contribui significativamente para o processo, desde a concepção inicial da ideia até a execução e aplicação prática.

Exemplos concretos na conexão entre captação de recursos e inovação aberta:

  1. Finep e o Programa Nova Indústria Brasil

Editais da Finep, que estão em consonância com as missões no NIB (Nova Industrial Brasil), lançados em 2024, enfatizam a formação de parcerias, a partir de uma colaboração com ICT’s e/ou outras empresas e startups. Como exemplo são os editais que contemplam o desenvolvimento a partir de  “Arranjo Simples”, onde a empresa proponente deve contar com a participação de uma Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT) parceira. Há, ainda, o modelo “Arranjo em Rede”, que requer a colaboração de ao menos duas empresas, além de uma ICT. Essa abordagem não só facilita as interações entre diferentes agentes como dispara processos de cocriação de soluções inovadoras.

  • 2. Plataforma Inovação para a Indústria (SENAI e SESI)

É outra iniciativa de destaque que financia o desenvolvimento de tecnologias, processos, serviços e produtos inovadores para melhorar a eficiência e produtividade no setor industrial. Muitas destas chamadas funcionam como desafios abertos e contínuos. O impacto dessa plataforma conecta pontos em um ecossistema que promove maior eficiência e produtividade no setor industrial.

  • 3- O modelo Embrapii: compartilhamento e mitigação de riscos

A Embrapii é referência em inovação colaborativa no Brasil, atuando de forma cooperada com instituições de pesquisa científica e tecnológica, públicas ou privadas, tendo como foco as demandas empresariais, compartilhando e reduzindo o risco na fase pré-competitiva da inovação com projetos colaborativos. As unidades Embrapii possuem laboratórios e pessoal qualificado para execução de projetos e a entidade destina recursos não reembolsáveis para os projetos de inovação e arca com cerca de 1/3 do orçamento dos contratos, podendo chegar a até 50% dependendo do porte e localização de cada empresa.

Muitos desses mecanismos funcionam com o objetivo de criar ecossistemas regionais de inovação, onde diferentes atores (empresas, governo, universidades) convergem para resolver problemas compartilhados ou desenvolver oportunidades tecnológicas. Isso não apenas apoia modelos de inovação colaborativos como reduz barreiras financeiras e tecnológicas, fundamentais para a inovação aberta prosperar.

O desenvolvimento de projetos de forma colaborativa utilizando a premissa da captação de recursos pressupõem que empresas realizem parcerias para criar ou aprimorar tecnologias, dividindo riscos e ganhos. Além de resolverem desafios financeiros e tecnológicos, esses mecanismos trazem algo igualmente importante: a cultura da cocriação e para um mercado que valoriza a velocidade e a eficácia, o caminho da inovação aberta é indispensável para grandes resultados.

Compartilhar:

Formada em administração, especialista em gerenciamento de projetos, gestão de pessoas, captação de recursos e inovação. CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas que atuam no hub de inovação, com serviços de consultoria, assessoria e treinamentos em captação de recursos para financiamentos e editais de inovação e Open Innovation. Atua há mais de 12 anos no ecossistema de inovação também como advisor de venture capitals, palestrante, podcaster, escritora, professora e mentora, conquistando com seus clientes diversos prêmios de inovação.

Artigos relacionados

Para quem tem martelo, tudo é prego

Quando a IA vira solução antes de existir o problema, o resultado tende a ser irrelevante. Este artigo mostra por que o erro das empresas não está na tecnologia, mas na ordem das decisões

O que o Brasil pode aprender com a China sobre agilidade, acessibilidade e mentalidade empreendedora

Por que uma sociedade que partiu de uma base agrária se tornou referência global em execução ágil, iteração contínua e adaptação sistêmica? A resposta não está apenas em políticas industriais ou acesso a capital. Está em um código cultural que transforma simplicidade, memória organizacional e julgamento contextual em vantagem competitiva – e que cabe perfeitamente no radar da gestão brasileira. Este artigo apresenta cinco lições operacionais da China, com cases empresariais, dados de 2025-2026 e reflexões aplicáveis a conselheiros e executivos latino-americanos.

Tecnologia & inteligencia artificial
3 de junho de 2026 15H00
Quando a IA vira solução antes de existir o problema, o resultado tende a ser irrelevante. Este artigo mostra por que o erro das empresas não está na tecnologia, mas na ordem das decisões

Osvaldo Aranha - Chief AI Strategist, Palestrante, Mentor e Conselheiro

5 minutos min de leitura
Estratégia, Liderança, Marketing & growth
3 de junho de 2026 08H00
Em meio à obsessão por crescimento, este artigo propõe uma mudança de perspectiva: não é o quanto a empresa cresce que define seu sucesso, mas sua capacidade de transformar expansão em valor real e sustentável ao longo do tempo.

Alexandre Costa - Gerente de Estratégia Financeira, Pricing e Revenue Management

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
2 de junho de 2026 13H00
Este artigo mostra como o agronegócio brasileiro precisa evoluir para uma arquitetura integrada de dados e gestão - transformando tecnologia em vantagem competitiva, governança robusta e valor sustentável no longo prazo.

AAdilson Martins - Sócio líder para o setor de agronegócio da Deloitte; André Ferreira - VP Global de Agronegócios da SAP; Lígia Penna - Sócia de Enterprise Technology & Performance da Deloitte e Rafael Okuda - Vice-presidente de Agribusiness & Food da SAP Brasil.

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Empreendedorismo, Inovação & estratégia
2 de junho de 2026 08H00
Por que uma sociedade que partiu de uma base agrária se tornou referência global em execução ágil, iteração contínua e adaptação sistêmica? A resposta não está apenas em políticas industriais ou acesso a capital. Está em um código cultural que transforma simplicidade, memória organizacional e julgamento contextual em vantagem competitiva - e que cabe perfeitamente no radar da gestão brasileira. Este artigo apresenta cinco lições operacionais da China, com cases empresariais, dados de 2025-2026 e reflexões aplicáveis a conselheiros e executivos latino-americanos.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor e Rael Mairesse - Cofundador e diretor da Luming

13 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
1º de junho de 2026 14H00
A IA não está otimizando empresas, está testando se elas ainda fazem sentido. Este artigo demonstra que bons agentes inteligentes podem reconstruir o que antes exigia uma organização inteira.

Bruno Stefani - Fundador da NERD Partners

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
1º de junho de 2026 09H00
Em um ambiente saturado de narrativas, este artigo revela por que confiança não é construída pela comunicação - mas pela consistência entre discurso, cultura e decisões.

Karen Fontana - CCSO e sócio-diretora da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Estratégia
31 de aio de 2026 15H00
Em um cenário de excesso de informações e alta volatilidade, este artigo questiona a falsa sensação de clareza que os dados oferecem, e mostra por que o verdadeiro desafio das organizações está em transformar volume em leitura qualificada e decisão relevante no tempo certo.

João Roncati - CEO da People+Strategy

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
31 de maio de 2026 09H00
Este artigo revela por que a competitividade no setor automotivo está migrando da produção para a capacidade de prever, integrar e governar dados com precisão.

Lorena França - Account manager da A3Data

4 minutos min de leitura
Estratégia, User Experience, UX
30 de maio de 2026 14H00
Com o avanço do PL 5605/2019, este artigo mostra como a gestão de garantias e o pós-obra ganham nova centralidade no setor imobiliário, exigindo mais organização, rastreabilidade e maturidade operacional para reduzir conflitos e fortalecer a confiança do cliente.

Jean Ferrari - Engenheiro civil e CEO da FastBuilt

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
30 de maio de 2026 08H00
Este artigo mostra que o problema não está na tecnologia, mas na manutenção de estruturas organizacionais inchadas e pouco preparadas para extrair valor da nova lógica do trabalho.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão