Uncategorized

De quem é o Brasil?

Betania Tanure é sócia-fundadora da consultoria BTA e VP do Movimento Mulheres do Brasil. Luiza Helena Trajano é presidente do conselho de administração do Magazine Luiza e presidente do Movimento Mulheres do Brasil

Compartilhar:

São várias as perguntas a fazer sobre nosso País neste momento. Uma delas, que dá título a este artigo, orienta todas as ideias que expomos a seguir.

Nossa resposta, sem o menor vacilo, vai em alto e bom som: “o Brasil é nosso!”. Essa é a premissa que nos move, desde a primeira reunião que realizamos, em 8 de outubro de 2013, da qual também participaram outras mulheres. Nesse encontro nascia o Movimento “Mulheres do Brasil”.

Sob influência de uma história recheada de tendências autocráticas e paternalistas, a sociedade civil brasileira parece buscar respostas mágicas para os problemas do País. Credita (ou debita) ao grande líder a solução de todos eles. Estamos hoje diante de um tremendo desafio: assumir nossa responsabilidade como cidadãos, como protagonistas das soluções que visam o bem comum. Precisamos fazer essa virada, e de forma radical. Enquanto as pessoas buscarem o líder perfeito, enquanto acreditarem que a resposta a todos os problemas é externa a elas, o País não muda, não de modo significativo e sustentável.

O Brasil pertence a todos os brasileiros. E também a nós, que fazemos parte do movimento Mulheres do Brasil. A nós, que não somos contra os homens, de forma alguma; somos, isso sim, a favor das mulheres. A nós, que acreditamos que as soluções sempre serão melhores se capturarem a inteligência coletiva, inclusive a gerada pela beleza da diversidade. A nós, que somos apartidárias, mas políticas – no sentido nobre do termo, de influenciar a vida da pólis, ou seja, da cidade, do estado, do país.

Nosso País precisa de foco e agilidade. Essa é uma das razões pelas quais escolhemos projetos bem-sucedidos, que precisam ser multiplicados. Sem “reinventar a roda”, aceleramos projetos que são consistentes com nosso propósito. Afinal, somos apartidárias, mulheres, mães, filhas, avós, de diversas classes sociais, de diferentes regiões do Brasil – e do mundo. Reunimos hoje mais de 22 mil mulheres em mais de 10 países, conectadas por um propósito comum e com a “cola” de quem faz acontecer!

O que fazemos? Nós nos indignamos com as diferenças e trabalhamos em prol de acabar com a discriminação de gênero e com qualquer preconceito. Temos causas diversas – nem todas se relacionam com a mulher. Vamos muito além: trabalhamos com políticas públicas, educação, saúde, segurança pública, soluções hídricas para levar água a algumas regiões do país, valorização da cultura brasileira por meio do artesanato, entre tantas outras coisas. Nossas ações se baseiam em uma combinação poderosa de propósito, afeto e capacidade realizadora. Buscamos acertar, embora vez por outra cometamos alguns erros, que superamos. Eles não minimizam nossas ações.

A nova geração já está no jogo junto conosco: no “Meninas do Brasil”, grupo integrado por meninas e mulheres, de 14 a 25 anos, elas também se estruturam em núcleos e projetos e fazem acontecer com competência, agilidade e alegria!

Juntas somos mais fortes, juntas somos melhores e vamos ajudar a construir o Brasil que queremos, o Brasil de que todos nós precisamos! Fica o convite para você, menina, mulher do Brasil. A hora é agora!

Compartilhar:

Artigos relacionados

Se a IA não te recomenda, você não está no jogo

A partir de uma experiência cotidiana de consumo, este artigo mostra como a inteligência artificial passou a redefinir a jornada de compra – e por que marcas que não são compreendidas, confiáveis e relevantes para os algoritmos simplesmente deixam de existir para o consumidor.

Flexibilidade não pode ser benefício

E se o problema não for a falta de compromisso das pessoas, mas a incapacidade das organizações de absorver a forma como elas realmente trabalham hoje?

IA não fracassa no modelo – fracassa no negócio

Muito além do algoritmo, o sucesso em inteligência artificial depende da integração entre estratégia, dados e times preparados – e é justamente essa desconexão que explica por que tantos projetos não geram valor.

O custo oculto da inclusão mal feita

Quando falta preparo das lideranças, a inclusão deixa de gerar valor e passa a produzir invisibilidade, rotatividade, baixa performance e riscos reputacionais que não aparecem no balanço – mas corroem os resultados.

Cultura organizacional, Lifelong learning
18 de maio de 2026 15H00
Mais do que absorver conhecimento, este artigo mostra por que a capacidade de revisar, abandonar e reconstruir modelos mentais se tornou o principal motor de aprendizagem e adaptação nas organizações em um mundo acelerado pela IA.

Andréa Dietrich - CEO da Altheia - Atelier de Tecnologias Humanas e Digitais

9 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia, Marketing & growth
18 de maio de 2026 08H00
A partir de uma experiência cotidiana de consumo, este artigo mostra como a inteligência artificial passou a redefinir a jornada de compra - e por que marcas que não são compreendidas, confiáveis e relevantes para os algoritmos simplesmente deixam de existir para o consumidor.

Rafael Mayrink - Empresário, sócio do Neil Patel e CEO da NP Digital Brasil

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
17 de maio de 2026 17H00
E se o problema não for a falta de compromisso das pessoas, mas a incapacidade das organizações de absorver a forma como elas realmente trabalham hoje?

Marta Ferreira

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
17 de maio de 2026 10H00
Muito além do algoritmo, o sucesso em inteligência artificial depende da integração entre estratégia, dados e times preparados - e é justamente essa desconexão que explica por que tantos projetos não geram valor.

Diego Nogare

7 minutos min de leitura
Liderança
16 de maio de 2026 15H00
Sob pressão, o cérebro compromete exatamente as competências que definem bons líderes - e este artigo mostra por que a falta de autoconsciência e regulação emocional gera um custo invisível que afeta decisões, equipes e resultados.

Daniel Spinelli - Consultor especialista em liderança, Palestrante Internacional e Mentor

8 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
16 de maio de 2026 08H00
Quando falta preparo das lideranças, a inclusão deixa de gerar valor e passa a produzir invisibilidade, rotatividade, baixa performance e riscos reputacionais que não aparecem no balanço - mas corroem os resultados.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de maio de 2026 13H00
Quando viver sozinho deixa de ser viável, o consumo também deixa de ser individual - e isso muda tudo para as marcas. Este artigo mostra como a Geração Z está redefinindo consumo, pertencimento e a forma como as empresas precisam se posicionar.

Dilma Campos - CEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera.ntwk

3 minutos min de leitura
Liderança
15 de maio de 2026 07H00
Não é a idade que torna líderes obsoletos - é a incapacidade de abandonar ideias antigas em um mundo que já mudou. Este artigo questiona o mito da liderança geracional e aponta qual o verdadeiro divisor de águas.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

0 min de leitura
Marketing
14 de maio de 2026 15H00
Executivo tende a achar que, depois de um certo ponto, não é mais preciso contar o que faz. O case da co-founder do Nubank prova exatamente o contrário.

Bruna Lopes de Barros

4 minutos min de leitura
Liderança
14 de maio de 2026 08H00
À luz do Aikidô, este artigo analisa a transição da liderança coercitiva para a liderança que harmoniza sistemas complexos, revelando como princípios como Wago, Awase e Shugi‑Dokusai redefinem estratégia e competitividade na era da incerteza.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

10 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão