Liderança

Efeitos negativos de uma liderança controladora. O que fazer?

É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Compartilhar:

Muita gente já está em isolamento há quatro, cinco semanas. Será que estamos nos conhecendo mais? Bem ou mal, essa é uma fase para estarmos mais perto de nós mesmos. 

Embora alguns tenham ainda mais trabalho para gerenciar a nova rotina, acredito que ninguém passará por isso sem se perguntar o que vai mudar daqui pra frente ou como cada um de nós vai mudar quando a gente conseguir estabelecer uma nova rotina. 

Fico pensando, por exemplo, em [líderes](https://revistahsm.com.br/post/licoes-de-lideres-humanizados-em-tempos-de-pandemia) muito controladores. Esses dias, um amigo meu se queixava sobre como é desgastante lidar com um dos chefes dele, um sujeito bacana (que ele elogia muito, sempre), mas que se torna uma pessoa muito difícil quando ele não consegue controlar as coisas. Meu amigo está exausto. 

Perguntei pra ele sobre o chefe e sobre esse momento atual. A resposta foi um “sei lá”, perdido entre um silêncio dolorido e outros pensamentos que eu respeitei, sem perguntar.

Depois fiquei pensando que eu já passei por isso também. Quando lidei com pessoas muito controladoras, meu comportamento comum era simplesmente ficar quieta. Meu silêncio era um voto de protesto. Meio besta, eu sei. 

O silêncio não resolve nada, é mais emocional que racional e faz mal apenas a quem cala. Quando ouvi meu amigo, me dei conta que não estamos só. 

Muitas pessoas costumam ficar quietas em situações assim, por diferentes razões: evitar uma rota de colisão, evitar exposição negativa, evitar desgaste emocional, etc.

Em tempos de isolamento e incertezas sobre o futuro, quem tem tendência a assumir um comportamento controlador sofre um bocado. E quem está ao redor sofre mais ainda, resultando em um ciclo vicioso e de insucesso.

Sabendo disso, o melhor a fazer é ficarmos alertas. 

Permitir que o organismo organizacional se auto organize e reaja é para os fortes. Pode levar mais tempo, mas acredito que traga mais resultados. 

Não quer dizer ser completamente holocrático (gestão horizontal, participativa), mas quer dizer que podemos colocar nossa energia para preparar melhor os instrumentos de gestão, lidar bem com decisões diferentes das que podíamos tomar (mas nem por isso sejam menos eficientes), dar respaldo e proteger a saúde mental em meio ao caos. Enfim, dar um bom exemplo. **A crise separa os bons líderes dos maus líderes.** 

Se a liderança é boa, fica mais fácil reerguer uma empresa depois. 

Resumindo isso tudo, a palavra convence, mas o exemplo arrasta. Se a gente quer uma empresa saudável, capaz de encontrar suas respostas, ágil, produtiva e que cuida das pessoas, é preciso mostrar os caminhos. 

Nenhum caminho é tão claro e iluminado como aquele que a gente constrói com as pessoas e para as pessoas. 

[**Quer aprender mais sobre liderança? Baixe o ebook Liderança e Trabalho Remoto.**](https://materiais.revistahsm.com.br/lideranca-trabalho-remoto)

Compartilhar:

É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Artigos relacionados

Quanto vale uma franquia da Omie?

Mais do que contratos ou licenças, canais de software constroem mercado, relacionamento e receita. A possível recompra de franqueados pela Omie reacende o debate sobre como mensurar, jurídica e economicamente, o valor gerado por quem desenvolve a operação na ponta.

Como a inteligência artificial pode destravar R$ 2,5 trilhões em crédito

Por décadas, o mercado financeiro enxergou a assimetria de informação como um obstáculo inevitável. A combinação entre duplicata escritural e inteligência artificial sugere uma nova possibilidade: usar os próprios registros das operações comerciais para revelar padrões invisíveis, reduzir incertezas e tornar o crédito mais acessível e preciso.

Nem toda empresa precisa de um C-level

Antes de criar cargos de alta gestão, organizações devem avaliar se possuem estrutura, governança e desafios estratégicos que justifiquem essas posições

Hiperconectados, solitários e irrelevantes?

Mais contatos, mais mensagens, mais reuniões e menos impacto. Em uma economia movida por redes e ecossistemas, a vantagem competitiva não está em estar conectado o tempo todo, mas em construir conexões capazes de gerar confiança, influência, inovação e transformação ao longo do tempo.

A próxima revolução será humana?

Este artigo propõe uma reflexão sobre por que atenção, presença, pensamento crítico e conexão humana podem se tornar os ativos mais valiosos de uma era cada vez mais dominada pela tecnologia.

Direito, Regulação & Compliance
2 de agosto de 2026 13H00
Mais do que contratos ou licenças, canais de software constroem mercado, relacionamento e receita. A possível recompra de franqueados pela Omie reacende o debate sobre como mensurar, jurídica e economicamente, o valor gerado por quem desenvolve a operação na ponta.

Sthefano Scalon Cruvinel - Doutrinador do Direito, Auditor Judicial com atuação no STJ e CEO da EvidJuri

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
2 de agosto de 2026 08H00
Por décadas, o mercado financeiro enxergou a assimetria de informação como um obstáculo inevitável. A combinação entre duplicata escritural e inteligência artificial sugere uma nova possibilidade: usar os próprios registros das operações comerciais para revelar padrões invisíveis, reduzir incertezas e tornar o crédito mais acessível e preciso.

Fernando Wosniak Steler - Co-Fundador e CEO da Delend

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, ESG
1º de agosto de 2026 14H00
Impulsionadas pelas exigências de investidores, certificações ambientais e adaptação climática, as edificações sustentáveis consolidam-se como ativos estratégicos para empresas que buscam eficiência, resiliência e geração de valor de longo prazo.

Euclides Ciruelos - Idealizador da SmartLy, diretor e responsável técnico da HotFloor

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
1º de agosto de 2026 08H00
Antes de criar cargos de alta gestão, organizações devem avaliar se possuem estrutura, governança e desafios estratégicos que justifiquem essas posições

Roberto Vilela - Consultor empresarial, estrategista de negócios, escritor e palestrante 

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
31 de julho de 2026 14H00
Mais contatos, mais mensagens, mais reuniões e menos impacto. Em uma economia movida por redes e ecossistemas, a vantagem competitiva não está em estar conectado o tempo todo, mas em construir conexões capazes de gerar confiança, influência, inovação e transformação ao longo do tempo.

Tássia Galvão - Fundadora e CEO da Konne

8 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de julho de 2026 08H00
Este artigo propõe uma reflexão sobre por que atenção, presença, pensamento crítico e conexão humana podem se tornar os ativos mais valiosos de uma era cada vez mais dominada pela tecnologia.

Daniel Spinelli - Consultor especialista em liderança, Palestrante Internacional e Mentor

6 minutos min de leitura
Cultura organizacional
30 de julho de 2026 14H00
Tecnologias, processos e estratégias podem mudar rapidamente. O que diferencia organizações resilientes é a capacidade de preservar os princípios que orientam decisões e comportamentos, transformando a cultura em um elemento de coerência em meio à mudança contínua.

Diego Alegre - CEO do Arquipélago "Culturas que transformam"

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
30 de julho de 2026 07H00
A agricultura é uma das grandes forças econômicas do Brasil, mas seus mecanismos de inovação ainda são pouco compreendidos fora do setor. Este artigo parte de uma conversa com Jonas Hipólito, CEO da Biotrop, para observar como ciência, bioinsumos, biodiversidade, dados e competição global começam a redesenhar a próxima etapa da produtividade agrícola.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

21 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
29 de julho de 2026 14H00
Enquanto parte do mercado ainda vê a indústria como “velha economia”, empresas como WEG e John Deere mostram uma realidade diferente: na era da inteligência artificial, o ativo mais valioso pode não ser o algoritmo, mas os dados únicos gerados por ativos físicos que ninguém mais consegue reproduzir.

Átila Persici - COO da Bolder

8 minutos min de leitura
Liderança
29 de julho de 2026 07H00
Embora a presença feminina no mundo do trabalho tenha avançado de forma consistente nas últimas décadas, os desafios permanecem. Neste artigo, a autora propõe uma mudança de perspectiva: menos foco nos obstáculos e mais atenção às alavancas capazes de impulsionar transformações. Entre elas, destaca-se uma competência cada vez mais valiosa em tempos de incerteza: a capacidade de administrar paradoxos e liderar pela lógica do “E”, integrando eficiência e inovação, resultado e cuidado, racionalidade e sensibilidade.

Betania Tanure - PhD, Sócia fundadora da BTA, membro do Conselho de Administração do Magalu e da MRV e cofundadora do Grupo Mulheres do Brasil

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo