Diversidade

Inclusão e inovação caminham de mãos dadas

Promover a diversidade LGBTI+ nas empresas é algo deve acontecer o ano todo, não só em junho (e em todas as empresas, que agora têm exemplos para seguir)
Ana Paula Kagueyama é head global de soluções para clientes do PayPal Latam

Compartilhar:

Junho é o Mês do Orgulho LGBTI+. Felizmente, cada vez mais, empresas do mundo inteiro vão incorporando diversidade e inclusão às suas políticas. E que bom que está sendo assim, afinal é apenas por meio da multiplicidade que evoluímos, não apenas como profissionais, mas principalmente como indivíduos.

O PayPal recebeu nota máxima no índice de igualdade corporativa do Human Rights Campaign, grupo que luta pelos direitos dessa comunidade. Isso porque nos engajamos em movimentos de proteção e inclusão, temos tolerância zero com atitudes desrespeitosas, preconceituosas e excludentes e empoderamos cada colaborador para zelar por si e por seus companheiros.

Sabemos que é fundamental que nossos colaboradores compreendam a importância da inclusão e da diversidade. Esse é um tema que levamos muito a sério, especialmente porque companhias mais inclusivas são capazes não apenas de transformar o mercado, mas também de promover um ambiente mais rico e convidativo, conforme comprova uma pesquisa da McKinsey. Portanto, salários, oportunidades e igualdade de tratamento devem ser regras básicas do dia a dia.

Do ponto de vista dos negócios, ter uma força de trabalho mais diversificada beneficia muito as empresas, que podem contar com diferentes experiências, habilidades, ideias e perspectivas. Os benefícios vão muito além do clima organizacional, mas também são apresentados nos resultados alcançados no negócio. Por fim, a diversidade torna as empresas mais atrativas para o talento humano.

De acordo com uma pesquisa da [PwC](https://www.pwc.com.br/pt/estudos/preocupacoes-ceos/mais-temas/2020/pesquisa-global-de-diversidade-e-inclusao.html), empregados, clientes e investidores exigem cada vez mais das organizações com as quais interagem uma atuação pautada em valores que sejam modelos de equidade e inclusão. Para responder a essa demanda, as empresas estão investindo de forma sem precedentes em programas de diversidade e inclusão: 76% dos participantes do estudo (que ouviu 3 mil líderes em 40 países) dizem que o tema é um valor ou uma prioridade – e esperam, com ele, não apenas impulsionar o engajamento com esses públicos, mas também melhorar o desempenho financeiro e permitir a inovação.

Tudo isso nos leva a classificar como um dos principais objetivos das lideranças das companhias criar culturas empresariais que sejam inclusivas, interna e externamente. Esse compromisso com a inclusão pode significar reajustar estratégias, planos e expectativas.

É possível promover a inclusão e a diversidade na empresa por meio de diferentes práticas:

– Revendo as políticas de recursos humanos, incluindo remuneração e benefícios iguais, e investindo em estratégias de retenção e promoção.
– Comprometendo-se abertamente com a diversidade com objetivos específicos de responsabilidade, transparentes e conhecidos por todos, desde o momento da contratação de novos colaboradores.
– Tendo metas claras para cada parâmetro, com responsáveis bem definidos e acompanhamento periódico.
– Promovendo treinamento e educação sobre diversidade para todos os colaboradores, e principalmente para as lideranças, para que possam capacitar os trabalhadores e promover um ambiente aberto ao diálogo e atento às questões de diversidade e inclusão (D&I).

Esses são alguns exemplos de ações concretas para fortalecer a diversidade numa organização. Devemos renovar, diariamente, o nosso compromisso com o desenvolvimento de forças de trabalho inclusivas, que promovam a igualdade em todos os setores da corporação.

O ambiente que congrega uma força de trabalho diversificada exemplifica as melhores práticas para uma cultura saudável e engajada. Se tivermos sucesso, cada funcionário saberá que sua voz será ouvida e que é parte valiosa da equipe. Além disso, todos se sentirão seguros e à vontade para expressar diferentes pontos de vista e perspectivas, independentemente de sua idade, formação, etnia, gênero, religião, orientação sexual, nível de experiência etc.

__Leia também: [LGBTI+: As melhores empresas para se trabalhar](https://www.revistahsm.com.br/post/lgbtqiapn-as-melhores-empresas-para-se-trabalhar)__

Compartilhar:

Artigos relacionados

Empresas preparadas para a próxima década não usam IA. Elas se reorganizam ao redor dela.

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

O que separa empresas inovadoras das que apenas fazem inovação

Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Pare de tentar prever o mundo. Construa uma empresa que aguenta vários.

Tarifas, conflitos geopolíticos, rupturas nas cadeias de suprimentos e mudanças regulatórias expõem uma fragilidade comum em muitas organizações: a dependência de um único cenário de futuro. Ao analisar os efeitos recentes do tarifaço sobre produtos brasileiros, o artigo argumenta que a verdadeira vantagem competitiva não está em prever corretamente o próximo choque, mas em construir operações capazes de se adaptar rapidamente a diferentes realidades sem comprometer resultados.

Contratar, promover ou buscar fora: a decisão que separa o líder do gestor

Promover talentos internos, contratar no mercado ou recorrer a executivos por projeto são decisões cada vez mais frequentes em empresas que crescem e se transformam. Mas a escolha mais importante acontece antes disso: compreender qual problema realmente precisa ser resolvido. O artigo discute por que muitas organizações se concentram em preencher posições rapidamente, quando deveriam dedicar mais tempo a entender a natureza, a duração e a complexidade dos desafios que enfrentam.

Liderança
24 de junho de 2026 08H00
Este artigo propõe um deslocamento essencial: mais do que acumular informação, a liderança precisa desenvolver discernimento - a capacidade de interpretar com clareza quando a pressão empurra para decisões automáticas.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

5 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia, Liderança
23 de junho de 2026 14H00
Uma meta mal definida não impulsiona, trava. Este artigo revela como metas mal calibradas podem desconectar equipes e comprometer resultados, mostrando que o verdadeiro desafio da liderança está em equilibrar ambição e viabilidade para sustentar desempenho ao longo do tempo.

Denise Joaquim Marques -Consultora de negócios especializada em Vendas e Marketing

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
23 de junho de 2026 08H00
Em organizações que cobram inovação, mas penalizam o erro, este artigo revela um paradoxo central: sem espaço para frustração e aprendizado, equipes deixam de evoluir, e a transformação que se busca nunca acontece de fato.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
22 de junho de 2026 15H00
Talvez o maior erro da inovação seja tentar adivinhar o futuro, em vez de entender o que já está diante de nós.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
22 de junho de 2026 09H00
Este artigo mostra como o avanço da IA e da computação em nuvem está redesenhando a eficiência operacional, e por que uma nova geração de gestão de custos se tornou estratégica.

Paulo Laurentys - Chief Commercial Officer (CCO) da A3Data

4 minutos min de leitura
Liderança
21 de junho de 2026 15H00
A partir de uma experiência em meio a mudanças estruturais no setor financeiro, este artigo mostra que, em cenários de alta complexidade, o papel da liderança vai além da operação, exigindo capacidade de sustentar cultura, alinhar expectativas e manter a confiança em meio à incerteza.

Victor Papi - General Manager da Transfeera

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
21 de junho de 2026 08H00
Pagar mais já não basta, médicos estão escolhendo onde trabalhar pelo “como”, não pelo “quanto”. Este artigo revela como a disputa por médicos qualificados está sendo redefinida por fatores estruturais, organizacionais e de experiência profissional.

Rafael Duarte - CEO e fundador do Grupo RD Medicine

3 minutos min de leitura
Marketing & growth, Tecnologia & inteligencia artificial
20 de junho de 2026 14H00
Se mais gente não significa mais resultado, o que ainda justifica equipes gigantes? Este artigo revela como a inteligência artificial está redefinindo estruturas, papéis e critérios de eficiência nas áreas de marketing e growth.

Brian Bittencourt - VP de Growth & Marketing da Woba

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
20 de junho de 2026 08H00
Mais de 92 mil pessoas foram demitidas em tech só nos primeiros meses de 2026, ao mesmo tempo em que big techs reportavam resultados recordes. O Gartner mostra que esses cortes não estão entregando ROI. O problema não é a tecnologia, é a intenção por trás dela.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

12 minutos min de leitura
Lifelong learning, Inovação & estratégia
19 de junho de 2026 14H00
Por trás de um dos reconhecimentos mais cobiçados da AWS, este artigo mostra que o verdadeiro diferencial não está em acumular certificações, mas em construir conhecimento consistente a partir da prática, da comunidade e da evolução contínua.

Alceu Conerado Neto - COO da Dati

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo