Empreendedorismo

Microfranquia é a porta de entrada para o empreendedor no Brasil

Opção confiável para quem quer abrir o próprio negócio, o modelo de baixo investimento vem crescendo no País, a exemplo das franquias especializadas na venda de seguro de vida
Humberto Madeira é vice-presidente de Franquias da Prudential do Brasil e coordenador da Comissão de Microfranquias da Associação Brasileira de Franchising - ABF.

Compartilhar:

Abrir o próprio negócio é o sonho de seis em cada dez brasileiros. Isso significa que mais de 50 milhões de pessoas gostariam de empreender em até três anos no Brasil, segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, realizada pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe). No entanto, ter um empreendimento ainda é um desafio grande para os sonhadores brasileiros, pois cerca de 25% dos negócios em geral fecham no primeiro ano de atividade, de acordo com o Sebrae. Nesse cenário, que mistura muita vontade de empreender com uma certa dose de incerteza, as franquias podem ser um caminho confiável e estruturado para aqueles que querem ser donos do seu próprio negócio, mas não sabem como começar. No franchising, apenas 3% das empresas encerram suas atividades em até dois anos.

Para quem deseja trilhar o empreendedorismo, uma das melhores portas de entrada é a microfranquia. O modelo é interessante para quem vai abrir um negócio pela primeira vez porque o investimento inicial é mais baixo, vai até R$ 135 mil, com prazo médio de retorno de 7 a 16 meses, bem abaixo do intervalo de 17 a 28 meses observado nos modelos tradicionais. Além disso, o número de redes com modelos de microfranquia vem aumentando sua participação no mercado, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). O modelo de menor investimento passou de 28,9% em 2020 para 36,9% em 2022.

Outra vantagem de empreender com microfranquia é poder contar com transferência de marca, especialmente se a firma já tem um nome consolidado no mercado, e com o compartilhamento de know how, o que possibilita acessar um conhecimento prévio sobre um segmento específico, um passo a passo testado, com erros, acertos e, principalmente, soluções. Esse tipo de suporte é importante não só para quem está começando, mas também para aqueles que buscam acelerar seu desenvolvimento e aumentar os lucros, claro. Por meio de uma franquia, o empreendedor poderá receber treinamento constante e contar com tutoria para o acompanhamento de indicadores de performance de modo a alcançar o retorno do investimento inicial e a garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

Vale dizer ainda que a microfranquia permite ao franqueado manter seu foco em um produto especializado, conseguindo fazer mais vendas com acompanhamento próximo e personalizado. Esse tipo de atuação pode determinar o sucesso do negócio, como temos visto nas microfranquias voltadas para seguro de vida. Com um atendimento customizado, elas contribuem para esclarecer o papel da proteção financeira no planejamento pessoal e familiar e para desmistificar preconceitos sobre o produto, mantendo o mercado aquecido, o que já vinha acontecendo desde a pandemia de covid-19.

Então, aqueles 60% de brasileiros que desejam empreender podem transformar seu sonho em realidade? Com certeza. O caminho para se abrir um negócio próprio pode ser muito favorável e possível se ele passar pelo modelo estruturado oferecido pelas microfranquias. Inclusive, a maior parte dos empreendedores que investem em franquias são iniciantes (39%, de acordo com a ABF), isto é, são pessoas que buscam independência financeira e alavancagem de renda. Com suporte, treinamento, transferência de conhecimento e apoio para enfrentar problemas e encontrar soluções, o empreendedor tem grandes chances de vencer as estatísticas dos negócios que não sobrevivem aos 12 meses iniciais e ultrapassar os primeiros anos de atividade com sucesso, retorno rápido do capital inicial investido e ganhos elevados.

Compartilhar:

Artigos relacionados

O que os Niyamas podem ensinar sobre consciência, disciplina e evolução organizacional

Processos, políticas e estratégias não surgem sozinhos. Eles são resultado das escolhas feitas diariamente por quem exerce liderança e influencia decisões. Embora tenham sido concebidos há mais de dois mil anos, os Niyamas oferecem reflexões surpreendentemente atuais para organizações que desejam construir culturas mais conscientes, coerentes e alinhadas aos desafios do presente.

A escassez de talentos pode estar no processo seletivo

Um teste aparentemente simples, aplicado em uma fábrica japonesa, revela por que algumas organizações encontram talentos onde outras enxergam apenas falta de experiência. O artigo oferece uma perspectiva provocativa sobre a escassez de talentos e sobre como empresas podem identificar capacidades que currículos nem sempre conseguem revelar.

O melhor profissional do time pode estar na lista de desligamento

Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Por que alguém ensinaria a IA a fazer o próprio trabalho?

Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Liderança, Cultura organizacional
15 de outubro de 2026 08H00
Processos, políticas e estratégias não surgem sozinhos. Eles são resultado das escolhas feitas diariamente por quem exerce liderança e influencia decisões. Embora tenham sido concebidos há mais de dois mil anos, os Niyamas oferecem reflexões surpreendentemente atuais para organizações que desejam construir culturas mais conscientes, coerentes e alinhadas aos desafios do presente.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, ESG
14 de outubro de 2026 14H00
A tecnologia tem papel decisivo na aceleração da agenda climática, mas a mudança acontece quando informações se transformam em escolhas. Entre indicadores, investimentos e decisões estratégicas, são as pessoas que continuam definindo o ritmo e a profundidade da transformação sustentável.

Fernando Beltrame - CEO da Eccaplan

Oferecido por Eccaplan
3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
14 de outubro de 2026 08H00
Quando a Nintendo rompeu uma parceria estratégica com a Sony diante do mundo inteiro, o que parecia uma derrota humilhante tornou-se o ponto de partida para uma das maiores inovações da história dos negócios. Um caso exemplar de como líderes podem transformar atrito, oposição e conflito em crescimento.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

9 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de outubro de 2026 14H00
Um teste aparentemente simples, aplicado em uma fábrica japonesa, revela por que algumas organizações encontram talentos onde outras enxergam apenas falta de experiência. O artigo oferece uma perspectiva provocativa sobre a escassez de talentos e sobre como empresas podem identificar capacidades que currículos nem sempre conseguem revelar.

Marta Ferreira

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de outubro de 2026 08H00
Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Átila Persici Filho - Consultor de gestão estratégica, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e conselheiro de inovação

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
12 de outubro de 2026 18H00
Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

9 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de outubro de 2026 14H00
Durante anos, a automação corporativa esteve associada à eliminação de tarefas repetitivas e operacionais. Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço: a integração entre RPA, inteligência artificial, APIs e agentes autônomos para coordenar processos inteiros de ponta a ponta.

Daniel Torres - CEO da Roboteasy

5 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
12 de outubro de 2026 08H00
Por muito tempo, compliance foi visto como a última etapa antes da aprovação de um projeto. Hoje, organizações mais maduras estão adotando uma abordagem diferente: envolver a área desde o início para construir soluções viáveis, seguras e aderentes às expectativas de governança e integridade.

André Tourinho - Gerente de Integridade da Eldorado Brasil Celulose

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
11 de outubro de 2026 14H00
Treinamentos costumam ser vistos como solução para desafios de desempenho, cultura e transformação. Mas existe uma pergunta que raramente aparece nas discussões sobre desenvolvimento: o ambiente de trabalho favorece os comportamentos que a organização deseja incentivar? O artigo mostra por que o sucesso de qualquer programa depende menos do conteúdo ensinado e mais da coerência entre estratégia, liderança e mecanismos de gestão.

Lauro Xerfan Neto - Conselheiro empresarial, consultor e professor na USP EACH e na FIA LabFin Provar

10 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de outubro de 2026 08H00
A saída de um pesquisador da Anthropic reacende um debate que está deixando os laboratórios e chegando às empresas: como garantir que sistemas de inteligência artificial cada vez mais autônomos continuem operando de forma previsível, segura e alinhada aos objetivos humanos?

Claudio Lucio - Pesquisador, professor e sócio-fundador da A3Data

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução