Transformação Digital

O superciclo tecnológico de Amy Webb no SXSW 2024

A GenT, o que Amy Webb destaca que somos nós, está em um momento crucial que pode definir nosso futuro
Marcel Nobre é empreendedor, pesquisador, palestrante, TEDx Speaker e professor de inovação, tecnologias, IA, liderança e educação. Graduado em Administração de Empresas pela FEI, possui MBA em Gestão Empresarial pela FIA/USP, além de especializações em Letramento em Futuros, Neurociência e Metaverso. É fundador e CEO da BetaLab, uma edtech inovadora, e atua como professor na HSM/Singularity, FIA Business School, Startse e Belas Artes, além de ser mentor de Startups pela Ace Startups.

Compartilhar:

Na conferência do SXSW 2024, a futurista Amy Webb entregou uma análise detalhada sobre as tendências tecnológicas emergentes no relatório “2024 Emerging Tech Trend Report”. Com um misto de excitação e apreensão, Webb mergulhou no complexo cenário moldado pela interseção da inteligência artificial (IA), biotecnologia e ecossistemas conectados.

Destacando a transformação radical induzida pelas Tecnologias com Propósitos Generalistas (GPTs), Amy ressaltou a transição para um “Superciclo de Tecnologia”.

Antes o que era determinado por uma tecnologia, segundo a palestrante, agora é impulsionado por três tecnologias principais: IA, biotecnologia e ecossistemas conectados.

Esta mudança, segundo ela, está redefinindo fundamentalmente a forma como vivemos. No entanto, a palestrante também abordou os desafios enfrentados por líderes e CEOs, que estão inundados por um ambiente complexo de incertezas, medos e dúvidas (FUD), exacerbados pela pressão de questões de impacto global como guerra, sustentabilidade corporativa e impactos menores, como metas de curto prazo, além da rápida evolução da IA.

Mesmo assim, Amy é extremamente otimista e destaca o quanto ainda temos controle do nosso próprio futuro. Para ela, este controle está na relação que construiremos entre a nossa segurança e ética da IA.

Ela provocou o público com cenários hipotéticos, como a possibilidade de deep fakes desencadearem eventos catastróficos e o potencial de conectáveis serem usados para pontuações sociais ou manipulação de preços. Ao mesmo tempo, trouxe insights pragmáticos sobre o futuro da Inteligência Artificial, que será construir modelos de linguagem maiores do que estamos acostumados (da LLM para a LAM).

Além disso, Amy explorou os avanços na biotecnologia, incluindo a criação de biocomputadores feitos de células humanas e a capacidade de gerar proteínas e materiais através da inteligência artificial.

Como solução para os desafios iminentes, Webb propôs a implementação de um “Departamento de Transição”, destinado a navegar pelas mudanças tecnológicas e criar um ambiente de negócios mais sustentável e ético.

Essa visão fascinante e, ao mesmo tempo, preocupante do futuro tecnológico, destacando a importância da responsabilidade e da preparação para enfrentar os desafios que estão por vir, são cruciais para compreendermos quais decisões precisarão ser tomadas daqui para frente e de que forma permitiremos que a evolução da IA seja construída.

Compartilhar:

Marcel Nobre é empreendedor, pesquisador, palestrante, TEDx Speaker e professor de inovação, tecnologias, IA, liderança e educação. Graduado em Administração de Empresas pela FEI, possui MBA em Gestão Empresarial pela FIA/USP, além de especializações em Letramento em Futuros, Neurociência e Metaverso. É fundador e CEO da BetaLab, uma edtech inovadora, e atua como professor na HSM/Singularity, FIA Business School, Startse e Belas Artes, além de ser mentor de Startups pela Ace Startups.

Artigos relacionados

ESG
Conheça as 8 habilidades necessárias para que o profissional sênior esteja em consonância com o conceito de trabalhabilidade

Cris Sabbag

6 min de leitura
ESG
No mundo corporativo, onde a transparência é imperativa, a Washingmania expõe a desconexão entre discurso e prática. Ser autêntico não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica para líderes que desejam prosperar e construir confiança real.

Marcelo Murilo

8 min de leitura
Empreendedorismo
Em um mundo onde as empresas têm mais ferramentas do que nunca para inovar, por que parecem tão frágeis diante da mudança? A resposta pode estar na desconexão entre estratégia, gestão, cultura e inovação — um erro que custa bilhões e mina a capacidade crítica das organizações

Átila Persici

0 min de leitura
Tecnologias exponenciais
A ascensão da DeepSeek desafia a supremacia dos modelos ocidentais de inteligência artificial, mas seu avanço não representa um triunfo da democratização tecnológica. Embora promova acessibilidade, a IA chinesa segue alinhada aos interesses estratégicos do governo de Pequim, ampliando o debate sobre viés e controle da informação. No cenário global, a disputa entre gigantes como OpenAI, Google e agora a DeepSeek não se trata de ética ou inclusão, mas sim de hegemonia tecnológica. Sem uma governança global eficaz, a IA continuará sendo um instrumento de poder nas mãos de poucos.

Carine Roos

5 min de leitura
Tecnologias exponenciais
A revolução da Inteligência Artificial está remodelando o mercado de trabalho, impulsionando a necessidade de upskilling e reskilling como estratégias essenciais para a competitividade profissional. Empresas como a SAP já investem pesadamente na requalificação de talentos, enquanto pesquisas indicam que a maioria dos trabalhadores enxerga a IA como uma aliada, não uma ameaça.

Daniel Campos Neto

6 min de leitura
Marketing
Empresas que compreendem essa transformação colhem benefícios significativos, pois os consumidores valorizam tanto a experiência quanto os produtos e serviços oferecidos. A Inteligência Artificial (IA) e a automação desempenham um papel fundamental nesse processo, permitindo a resolução ágil de demandas repetitivas por meio de chatbots e assistentes virtuais, enquanto profissionais se concentram em interações mais complexas e empáticas.

Gustavo Nascimento

4 min de leitura
Empreendedorismo
Pela primeira vez, o LinkedIn ultrapassa o Google e já é o segundo principal canal das empresas brasileiras. E o seu negócio, está pronto para essa nova era da comunicação?

Bruna Lopes de Barros

5 min de leitura
ESG
O etarismo continua sendo um desafio silencioso no ambiente corporativo, afetando tanto profissionais experientes quanto jovens talentos. Mais do que uma questão de idade, essa barreira limita a inovação e prejudica a cultura organizacional. Pesquisas indicam que equipes intergeracionais são mais criativas e produtivas, tornando essencial que empresas invistam na diversidade etária como um ativo estratégico.

Cleide Cavalcante

4 min de leitura
Empreendedorismo
A automação e a inteligência artificial aumentam a eficiência e reduzem a sobrecarga, permitindo que advogados se concentrem em estratégias e no atendimento personalizado. No entanto, competências humanas como julgamento crítico, empatia e ética seguem insubstituíveis.

Cesar Orlando

5 min de leitura
ESG
Em um mundo onde múltiplas gerações coexistem no mercado, a chave para a inovação está na troca entre experiência e renovação. O desafio não é apenas entender as diferenças, mas transformá-las em oportunidades. Ao acolher novas perspectivas e desaprender o que for necessário, criamos ambientes mais criativos, resilientes e preparados para o futuro. Afinal, o sucesso não pertence a uma única geração, mas à soma de todas elas.

Alain S. Levi

6 min de leitura