Tecnologia e inovação

Sem data para acabar, home office expõe segurança de empresas e funcionários

Riscos à segurança das informações das empresas aumentam significativamente com acesso remoto massivo

Compartilhar:

A mudança para o regime de trabalho home office aconteceu de forma repentina, em decorrência da pandemia de Covid-19. Por isso, muitas empresas não tiveram a oportunidade de pensar na segurança de seus dados a tempo de criar ambientes seguros para o trabalho remoto.

Com cada vez mais pessoas em casa usando dispositivos desprotegidos para acessar sistemas internos, e-mails corporativos e outros programas, maiores são as oportunidades dos hackers para roubar senhas, dados e credenciais de acesso.

Uma pesquisa da Akamai Technologies, provedora de serviços de segurança em nuvem, com mais de 400 empresários brasileiros, revelou que 67% deles consideram sua empresa segura ao ataque de hackers e 71% dos gestores acreditam que os funcionários compreendem as medidas de segurança necessárias para trabalhar de forma remota.

“Se já era difícil fazer a gestão de processos e proteção de dados dentro do ambiente corporativo, agora com funcionários trabalhando de casa, com seus dispositivos pessoais, a maioria deles desprotegidos, é ainda mais desafiador”, comenta Claudio Baumann, diretor geral da Akamai no Brasil. “A capacidade de essas empresas protegerem suas aplicações ao torná-las disponíveis remotamente passou a ter um peso ainda maior para a continuidade dos seus negócios”, afirma.

## Melhores práticas de segurança

Segundo Baumann, instruir os funcionários sobre como reconhecer e se defender contra ataques cibernéticos é vital neste momento. “Muitos ataques usam técnicas de engenharia social e e-mail para induzir o funcionário a baixar malwares ou divulgar seu nome de usuário e senha”, explica. “Exercícios em que os usuários recebem e-mails falsos de ‘phishing’ são eficazes no treinamento para distinguir uma comunicação genuína do fornecedor de um e-mail de phishing”.

Como um simples click em um link pode representar um risco, é crucial contar com uma ferramenta capaz de analisar e bloquear esses acessos.

Outra prática importante é fazer backups frequentes dos dados e, depois, fazer o backup do backup. Pode parecer exagero, mas alguns malwares podem criptografar os backups armazenados nos servidores de rede.

Se os backups desses dispositivos e dos servidores de arquivos forem copiados para um serviço de backup na nuvem, uma terceira empresa ainda poderá restaurá-los, com um impacto mínimo nos negócios.

Fortalecer os dados corporativos com várias camadas de defesa também é essencial. Os cibercriminosos gastam tempo e dinheiro desenvolvendo malwares cada vez mais sofisticados, projetados para contornar as defesas de segurança de uma empresa.

Contar com uma única camada de segurança contra essa barreira em evolução não é uma prática recomendada. A utilização de várias camadas de segurança significa que, se a primeira não bloquear um ataque, haverão sobreposições adicionais capazes de atenuar a ameaça.

## Verificação de identidade

Uma das formas de proteger os dados sensíveis baseia-se em um rigoroso processo de verificação de identidade, de modo que somente usuários e dispositivos autenticados e autorizados podem acessar aplicações e dados.

Ao mesmo tempo, protege essas aplicações e os usuários contra ameaças avançadas na Internet. É o que fazem soluções como o Zero Trust Enterprise Application Access Service, da Akamai.

Para as empresas que tiveram que colocar sua força de trabalho operando remotamente, às vezes com pouco tempo para planejamento, é importante utilizar ferramentas que assegurem que os computadores dos empregados não se tornem uma porta de entrada para ameaças.

“Nossa pesquisa revelou que 62% dos entrevistados afirmaram que não estão preparados para trabalhar com a LGPD no ambiente de home office, demonstrando uma abertura na segurança de dados internos e externos das empresas. No entanto, entrar em conformidade com a legislação é apenas um dos aspectos do espectro de segurança de dados. Um plano abrangente de segurança protege a reputação e as informações da empresa, que são cada vez mais um de seus ativos mais importantes”, concluiu Baumann.

Para ele, escolher os serviços de proteção disponíveis hoje no mercado, e de de forma adequada a cada negócio, é a maneira mais rápida de preparar-se para esse desafio.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Tecnologia se compra. Liderança se constrói.

O artigo discute por que sucessão, desenvolvimento de lideranças e fortalecimento da cultura organizacional deixaram de ser temas de RH para ocupar o centro das decisões estratégicas e da competitividade empresarial.

Autonomia não é fazer sozinho

Empresas querem profissionais protagonistas, capazes de decidir e agir com independência. As pessoas querem mais confiança, voz e espaço para fazer escolhas. O desafio é que autonomia costuma significar coisas diferentes para cada lado dessa relação.

Quando pessoas inteligentes discordam, o problema pode não ser a informação

Em reuniões de conselho, comitês executivos e equipes de alta gestão, é comum que profissionais experientes analisem os mesmos dados e cheguem a conclusões completamente diferentes. Nem sempre isso é sinal de desalinhamento ou falta de informação. Muitas vezes, a divergência revela algo mais profundo: critérios distintos para avaliar riscos, oportunidades, prioridades e sucesso.

2027 começa em outubro: o que os CEOs já estão decidindo agora

Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Plataformização da educação: 3 pontos para refletir antes de levar tecnologia para a sala de aula

Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

Liderança
7 de outubro de 2026 14H00
O artigo discute por que sucessão, desenvolvimento de lideranças e fortalecimento da cultura organizacional deixaram de ser temas de RH para ocupar o centro das decisões estratégicas e da competitividade empresarial.

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Liderança
7 de outubro de 2026 08H00
Metade dos executivos ouvidos pelo BCG já vê a própria equipe perdendo habilidades por causa da IA, e o julgamento é a primeira a cair. Velocidade sem discernimento não é ganho, é dívida com outro nome.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
6 de outubro de 2026 14H00
Empresas querem profissionais protagonistas, capazes de decidir e agir com independência. As pessoas querem mais confiança, voz e espaço para fazer escolhas. O desafio é que autonomia costuma significar coisas diferentes para cada lado dessa relação.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia
6 de outubro de 2026 08H00
Em reuniões de conselho, comitês executivos e equipes de alta gestão, é comum que profissionais experientes analisem os mesmos dados e cheguem a conclusões completamente diferentes. Nem sempre isso é sinal de desalinhamento ou falta de informação. Muitas vezes, a divergência revela algo mais profundo: critérios distintos para avaliar riscos, oportunidades, prioridades e sucesso.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

9 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
5 de outubro de 2026 14H00
Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de outubro de 2026 08H00
Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

Camila Wasserman e Sabrina Serafim -

6 minutos min de leitura
Liderança
4 de outubro de 2026 14H00
Por trás de uma das obras mais inovadoras da literatura brasileira havia um método rigoroso de trabalho. A partir dessa provocação, o artigo discute por que organizações que desejam crescer de forma consistente precisam desenvolver algo que nenhuma tecnologia entrega pronta: critérios compartilhados, disciplina intelectual e capacidade coletiva de manter a qualidade em escala.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
8 de outubro de 2026 08H00
Empresas raramente entram em declínio de forma repentina. Primeiro perdem capacidade de adaptação, depois relevância e, por fim, espaço para investir na própria transformação. A partir do caso Abril, o artigo analisa como decisões sobre inovação, sucessão, crescimento e alocação de recursos influenciam a capacidade de uma organização sobreviver em ciclos de disrupção cada vez mais rápidos.

Pedro Fenati Bicalho - Sócio-diretor da FC Partners

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
3 de outubro de 2026 14H00
Uma promoção, uma nova função, um momento difícil ou uma fase de adaptação podem mudar temporariamente a performance de qualquer profissional. A questão é saber se as organizações conseguem enxergar essas oscilações como parte da trajetória humana ou se passam a avaliar pessoas apenas pelo resultado do momento.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

5 minutos min de leitura
Estratégia, Direito, Regulação & Compliance
3 de outubro de 2026 08H00
Em um momento em que a ONU afirma buscar a reconstrução da confiança internacional, o debate sobre a exclusão de Taiwan recoloca uma questão fundamental para a governança global: como defender representatividade, cooperação e direitos universais quando milhões de pessoas permanecem à margem de importantes fóruns internacionais? O artigo analisa as implicações jurídicas, geopolíticas e econômicas dessa controvérsia e seus impactos sobre a estabilidade global.

Márcio Coimbra - CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução