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A IA E O FUTURO DAS COISAS

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Muitas das tecnologias reunidas no guarda-chuva inteligência artificial existem há 50 anos ou mais. A novidade é que agora temos dados, nuvem, poder computacional para aproveitá-las. Assim, a IA está para o final dos anos 2010 como as redes sociais estavam para o final dos 2000 e a web para o final dos 1990: nenhuma empresa pode ignorá-la. Mas não é para você adotá-la correndo. 

Este Dossiê mostra como incorporar efetivamente a IA. Um artigo do BCG esclarece os desafios específicos da gestão; um estudo McKinsey propõe por onde começar; um ranking traz empresas com uso inovador de IA e mostra o que a China vem fazendo; uma reportagem traça o panorama brasileiro atual e as perspectivas. 

Os seres humanos serão substituídos pelas máquinas? Como explica Fabio Maia, cientista do instituto de inovação Cesar, de Recife, nosso cérebro ainda é muito superior à IA. O computador com maior capacidade de processamento do mundo hoje, chinês, precisa ser dez vezes mais veloz para alcançar nosso cérebro em uma corrida – são 97 petaflops/s ante 1 exaflop/s ( flop/s é uma medida de cálculos por segundo). Além disso, a IA tem só uma dimensão – computacional – e nós temos três – computacional, socializante e autônoma. 

Devemos ser substituídos em algumas tarefas, é claro, e temos de manter a vigilância, mas, para resolver os não poucos problemas complexos atuais, tudo indica que continuaremos a ser imprescindíveis por um bom tempo.

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