Uncategorized

Cinco maiores causas de turnover e como evitá-las

Cofundador e CEO da Feedz

Compartilhar:

O processo de contratação de um funcionário é longo e oneroso para as empresas. Uma vez que não é simples encontrar pessoas disponíveis no mercado que tenham fit com o negócio, a equipe e o cargo. Enquanto o profissional ideal não é encontrado, a equipe fica sobrecarregada com o acúmulo de funções, tendo o desempenho reduzido. 

Considerando este cenário, parece que depois da contratação da pessoa ideal, está tudo perfeito. Mas não é bem assim, se o processo de recrutamento e as práticas de retenção não forem feitas da melhor maneira possível, o risco de turnover, ou seja, do funcionário novo deixar a empresa logo após a contratação, é grande.

Além de gerar retrabalho, o turnover é caro para o negócio e prejudicial para o desempenho e a motivação da equipe. Para evitá-lo, o primeiro passo é olhar as causas. Neste artigo, comento sobre os cinco principais motivos pelos quais pessoas recém-contratadas podem não se adaptar ao negócio e sair. 

Desalinhamento com a cultura
—————————-

Como a empresa funciona, como funcionários se comportam e a forma que o trabalho é executado são elementos que fazem parte da cultura. Se o recém-contratado não estiver alinhado com a cultura e com os valores do negócio, dificilmente se adapta-rá à rotina e se sentirá pertencente ao ambiente. Isso faz com que ele repense sua atuação e, por vezes, peça para sair. Para evitar essa situação é crucial que ainda na etapa de seleção os pilares da cultura do negócio sejam apresentados, e seja avaliada a compatibilidade do candidato neste quesito. Pessoas que não têm os mesmos valores que o negócio dificilmente se adaptarão a eles, além disso, quando não há fit de valores, é muito custoso psicologicamente também para o colaborador, gerando ansiedades e insatisfações.

Onboarding deficitário
———————-

Logo que um funcionário novo chega é necessário realizar o onboarding para que ele conheça e se adapte aos processos e as rotinas do negócio. Se isso não é feito, ou é mal feito, o novo colaborador se sentirá perdido e desamparado, não conseguindo executar seu trabalho em plenitude, gerando desmotivação. A melhor forma de evitar isso é desenhar um processo de _onboarding_ completo, com apoio nos primeiros meses, apresentação de processos, pessoas e documentos, além de reuniões com a equipe para ambientação.

Falta de transparência
———————-

Muitas empresas prometem “mundos e fundos” para o candidato no recrutamento e quando este chega para trabalhar, descobre que não é como imaginava. Algumas vezes a função não corresponde com o que foi dito, ou a estrutura do negócio é diferente da descrita e até mesmo questões culturais e salariais são maquiadas na hora da entrevista. A melhor forma de reter um colaborador é ser sincero sempre, desde o processo seletivo, falando a verdade sobre as funções diárias, funcionamento e momento do negócio, cargos e salários, além, como já pontuei, da cultura empresarial. 

Falta de políticas de retenção
——————————

Muitas vezes as pequenas empresas não conseguem competir com as grandes no quesito de proposta salarial, mas o principal diferencial que apresentam é um ambiente mais agradável de trabalhar e políticas de retenção que se traduzem em benefícios. Não se preocupar em entender as necessidades reais do colaborador, para este se manter engajado em seu cargo, é a mesma coisa que estar esperando por sua demissão. As empresas precisam investir em práticas que impulsionem a motivação e o engajamento dos funcionários, principalmente dos novos, para que eles enxerguem valor em continuar atuando no negócio. 

Falta de feedback 
——————

Um colaborador novo precisa saber se está indo por um bom caminho. Por mais que seja um profissional experiente, ele ainda não está familiarizado com os processos e as métricas de sucesso da empresa em que começou a atuar. Não dar feedbacks contínuos ao funcionário é o mesmo que o vendar e pedir para que ache um caminho. Profissionais que se sentem perdidos tendem a procurar outros lugares para se encontrar. Por isso, é muito importante dar feedbacks de como está sua atuação, mostrar o que está sendo feito de positivo e o que poderia melhorar, para que o colaborador possa se sentir parte de uma equipe e direcionar melhor o seu trabalho.

Compartilhar:

Artigos relacionados

O benefício existe. Mas as pessoas têm tempo para usá-lo?

Plataformas de saúde, apoio emocional e programas de qualidade de vida nunca foram tão comuns nas organizações. Ainda assim, muitos colaboradores afirmam não ter tempo para utilizá-los. O artigo propõe uma reflexão sobre a distância entre acesso e uso efetivo, mostrando por que a próxima evolução do bem-estar corporativo depende menos de novos benefícios e mais de mudanças na cultura, na liderança e na gestão do tempo.

Mobilidade interna: Por que quando o tema é talentos estamos sempre olhando para a grama do vizinho?

A sua próxima contratação pode já estar dentro da empresa. Dados mostram que muitos profissionais deixam suas organizações não por falta de oportunidades no mercado, mas por não enxergarem caminhos de crescimento internamente. O artigo discute por que iniciativas como marketplaces de talentos, projetos multidisciplinares, gig assignments e conversas estruturadas de carreira são fundamentais para revelar potencial, ampliar a mobilidade interna e transformar talentos já existentes em uma vantagem competitiva para o negócio.

Tecnologia & inteligencia artificial
28 de agosto de 2026 17H00
O artigo propõe uma reflexão sobre o papel da curadoria, da divergência e do discernimento humano em uma era marcada pela abundância de inteligências e pela escassez de julgamento.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

7 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
28 de agosto de 2026 12H00
Durante anos, a baixa presença de pessoas com deficiência em posições de liderança e crescimento foi atribuída à suposta falta de qualificação. Os dados, porém, mostram outra realidade. O artigo discute como barreiras estruturais, vieses organizacionais e a ausência de oportunidades de desenvolvimento ajudam a explicar por que profissionais qualificados continuam encontrando obstáculos para avançar em suas carreiras, mesmo após a contratação.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
28 de agosto de 2026 07H00
O voluntariado corporativo emerge como uma ferramenta capaz de aproximar propósito, liderança e transformação social. No Dia Nacional do Voluntariado, o artigo convida empresas e profissionais a refletirem sobre o papel que podem desempenhar na construção de oportunidades, no desenvolvimento de pessoas e no fortalecimento de uma sociedade mais justa.

Ana Carolina Viana - Vice-Presidente de Operações Industriais da Braskem no Brasil

3 minutos min de leitura
Vendas, Tecnologia & inteligencia artificial
27 de agosto de 2026 18H00
A IA já é capaz de automatizar uma parte significativa das atividades comerciais, da prospecção à geração de propostas. Mas isso não torna o vendedor menos relevante. Pelo contrário. Ao retirar tarefas operacionais da rotina, a tecnologia eleva a exigência sobre aquilo que continua sendo exclusivamente humano: interpretar contextos, construir confiança, fazer perguntas melhores e ajudar clientes a tomar decisões.

Carol Manciola - CEO da Conectas

6 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
27 de agosto de 2026 15H00
Se os algoritmos passam a apoiar decisões, automatizar processos e influenciar estratégias, qual passa a ser o verdadeiro papel do CEO? O artigo explora o surgimento do Chief AI Officer e mostra por que o papel do CEO deixa de ser apenas gerir pessoas e negócios para incluir decisões sobre os limites, responsabilidades e impactos da IA dentro das organizações.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
27 de agosto de 2026 08H00
O mercado de M&A tem demonstrado que empresas com bom potencial nem sempre conseguem converter interesse em transação. Muitas vezes, a diferença está na qualidade da governança. Ao discutir sucessão, gestão, acordos societários e profissionalização da tomada de decisão, o artigo explica por que a governança se tornou um dos principais fatores de geração de valor para o middle market brasileiro.

Jefferson Nesello - Cofundador & Managing Partner na Zaxo M&A Partners e Conselheiro de Empresas

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
26 de agosto de 2026 14H00
A norma exige que as empresas avaliem fatores como jornada, ritmo, metas, autonomia e organização do trabalho. Em nenhum momento a NR-1 fala sobre diagnósticos individuais. Ainda assim, grande parte das organizações respondeu com pesquisas de saúde mental e mapeamentos de sintomas. Agora, com a suspensão temporária das multas pelo STF até setembro, surge uma oportunidade rara: abandonar as respostas equivocadas e voltar à pergunta original que a norma sempre fez sobre o trabalho, e não sobre as pessoas.

Claudia Cavallini - Psicóloga, psicanalista e professora convidada da HSM

8 minutos min de leitura
Marketing & growth, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de agosto de 2026 08H00
Freelancers, consultores, creators e pequenas agências estão redesenhando a lógica de crescimento no marketing digital. Em vez de ampliar estruturas, apostam em tecnologia para expandir capacidade, ganhar eficiência e aumentar resultados. O desafio agora não é apenas fazer mais em menos tempo, mas construir operações capazes de escalar com inteligência, previsibilidade e qualidade.

Renan Caixeiro - Cofundador e CMO do Reportei

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
25 de agosto de 2026 14H00
O artigo mostra que inovação não é um destino nem um grande projeto isolado, mas um processo contínuo de testar hipóteses, aprender com evidências e evoluir com intenção estratégica.

Thomas Rebergue - Chief Business Officer da GINGA

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
25 de agosto de 2026 08H00
O artigo demonstra que a criatividade deixa de ser atributo exclusivo da inovação e passa a ocupar um papel central na capacidade das organizações de compreender problemas complexos e construir soluções que gerem valor no longo prazo.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up, futurista e especialista em sustentabilidade e live marketing.

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo