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Criamos uma startup de aluguel popular

Educadora social e diretora-executiva do Alpop, que ajudou a conceber. Teve experiência nas secretarias de Habitação do Estado de São Paulo e da capital, criando e coordenando projetos como Vida Melhor e Fundo Municipal de Habitação, e dirigindo a negociação com as famílias dos projetos Lote Legal, Cingapura e Guarapiranga

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Seria possível inovar com uma solução privada para atender o déficit crescente de habitação no País, já no patamar de 6 milhões de moradias? Acreditando que sim, o Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole (Urbem) e a Caiena, empresa de tecnologia e design, começaram a discutir no início de 2017 a criação de uma. A base era o entendimento de que a oferta de habitação de qualidade não deveria estar vinculada ao conceito de propriedade, que pauta hoje as políticas públicas de atendimento habitacional, mas que precisaríamos ir em outra direção: garantir o acesso fácil da população aos imóveis disponíveis já construídos, por meio do aluguel

Daí foi concebido o Alpop – Aluguel Popular, uma espécie de imobiliária digital voltada para a locação de imóveis para a população de baixa renda, com três grandes diferenciais: (1) ser acessível pela internet ou pelo celular, (2) não restringir o acesso às pessoas com o nome sujo nos serviços de proteção ao crédito, ou sem comprovação de renda e (3) garantir o pagamento do aluguel em dia ao proprietário do imóvel. 

Para atender a essas condições, o Alpop criou uma plataforma de fácil uso e a seguir customizou um modelo de análise de confiabilidade, no qual o perfil do locatário é avaliado por indicadores de credibilidade (existência de ações de despejo, permanência num mesmo endereço  etc.), o que gera um score. Finalmente, para garantir o pagamento em dia ao locador, foi criado um modelo de contratação em que a imobiliária certifica diretamente, com recursos de um fundo próprio, o recebimento na data prevista, sem que haja seguro, fiador ou caução envolvidos na negociação. 

Os estudos que realizamos antes de colocar a plataforma no ar nos mostraram três fatores: a população de baixa renda usa a internet; há imóveis para locação popular, mas esse mercado se realiza na informalidade; o aluguel é o segundo item priorizado para pagamento, só depois da alimentação. 

Os testes da plataforma aconteceram na Zona Leste de São Paulo, e a experiência do usuário foi observada e melhorada. O lançamento efetivo ocorreu em Campinas, para que a experiência ainda pudesse ser controlada, pela proximidade com a sede da empresa. Ainda este ano a plataforma atenderá a Grande São Paulo e, até 2020, todo o Estado. 

O Alpop oferece imóveis de até R$ 1.700,00 para famílias com renda até seis salários mínimos. Todo o processo de locação acontece no site, onde proprietários colocam seus imóveis para divulgação, e os usuários podem escolher por filtros de localização e tipo de construção os imóveis de seu interesse, agendar visitas e negociar. É, ou não, um modo exponencial de resolver um problema social sério?

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