Uncategorized

Novas funções dos líderes na 2ª onda de transformação digital (com IA)

As novas missões são pelo menos sete. Entre outras coisas, os líderes precisarão implantar o padrão de carimbar os materiais informando que houve uso de IA ali
Wilian Domingues é CIO da Paschoalotto.

Compartilhar:

Quando achávamos que a covid-19 tinha subido ao máximo a régua sobre os aspectos digitais das empresas, e sobre a inovação, vem o ChatGPT e virou tudo de cabeça pra baixo.

Estou convencido de que a inovação não é apenas um diferencial competitivo, mas uma necessidade de sobrevivência.

Também estou muito seguro em pensar que a inteligência artificial vai acabar com as poucas fronteiras que a antiga globalização não tinha conseguido derrubar. Tudo é mais fluido, acessível e rápido.

E, nesse cenário que os líderes, serão provados.

O presente artigo trata disso, porque todos os líderes serão testados quanto a sua capacidade de promover a cultura de inovação e integrar isso tudo com a inteligência artificial (IA). Para começar, aposto que haverá uma corrida aos estudos; dentro de algum tempo saber fazer prompts e conhecer o básico sobre IA será mandatório para os líderes e para quem estiver buscando uma nova posição no mercado.

Mas quais são os novos papéis, ou funções, dos líderes?

## O que os líderes precisam começar a fazer

Listei sete funções novas. No mínimo, sete.

### 1.Integrar a IA em tudo
Como os líderes terão de ser inovadores – e, portanto, visionários acima de tudo (tendo de visualizar futuros e estrategizar para alcançá-los) –, a primeira nova exigência gritante da era da IA para eles é a compreensão profunda de como a IA pode ser integrada nas operações diárias e na estratégia de longo prazo, transformando processos, produtos e serviços. Aqui teremos mais perguntas que respostas para a maioria dos líderes.

### 2. Customizar sistemas legados
Será novo papel dos líderes também aprovar orçamentos de customização dos sistemas legados, agora incluindo ferramentas de IA. O que era de certa forma fácil de aprovar quanto customização, agora será mais desafiador porque os resultados serão obtidos na linha do tempo.

### 3. Adaptar-se aos novos dashboards
Os líderes precisarão se adaptar aos novos dashboards das ferramentas de business intelligence (BI). Veremos ferramentas como páginas em branco, sem nenhum dash, exigindo do líder que construa o melhor prompt possível para extrair os dados.

### 4. Engajar os times com IA
Os líderes precisarão ter em seus radares quão engajados seus times estão no tema também. Estimular a inovação e o conhecimento serão novas ferramentas nos planos de desenvolvimento individual (PDIs) dos times a curtíssimo prazo. Os líderes também precisarão pensar em como usar a IA para acelerar o PDI das pessoas do seu time. Investir em tecnologia e na formação de competências digitais, particularmente em IA, é crucial. Líderes devem garantir que os colaboradores não apenas entendam as ferramentas de IA disponíveis, mas também sejam capazes de usá-las criativamente para impulsionar a inovação.

### 5. Cuidar da tríade essencial
Os líderes ainda precisarão se aprofundar em temas como governança, segurança da informação e ética. Isso vai ser necessário porque o potencial das ferramentas de IA vai muito além dos limites propostos e colocados pelo login e pelo perfil do usuário na rede. O uso de IA pode potencializar reuniões, pode promover insights e também pode trazer contextos negativos. Os líderes deverão estar cientes dos impactos éticos e sociais da IA. Isso inclui abordar questões de viés e privacidade, garantindo que a IA seja usada de maneira responsável e justa.

### 6. Explicitar o uso de IA
Os líderes precisarão incentivar seus times a colocar “carimbos” nos materiais informando que houve uso de IA para produzir o material e também precisarão explicar o funcionamento dos algoritmos contratados. Essa parte da cultura de inovação é importante.

### 7. Fazer uso pessoal da IA
Os líderes precisam não apenas advogar pela inovação, mas também adaptar-se ativamente às novas tecnologias. Isso significa estar à frente no uso de sistemas baseados em IA, demonstrando sua aplicabilidade e incentivando outros a explorar seu potencial. O exemplo vem de cima.

A INTEGRAÇÃO DA IA NA CULTURA de uma organização oferece um caminho empolgante e desafiador para o futuro. Líderes que reconhecem e abraçam este potencial podem não apenas transformar suas organizações, mas também estabelecer novos padrões de excelência e inovação no mundo empresarial. Ao agir como catalisadores da mudança, esses líderes estarão na vanguarda da próxima onda de inovações transformadoras, impulsionadas pela poderosa combinação de liderança visionária e inteligência artificial.

Crédito da imagem: Shutterstock, com inteligência artificial

Compartilhar:

Artigos relacionados

Apartheid climático: Quando a estratégia ESG vira geopolítica

A capitulação da SEC diante das regras climáticas criou dois mundos corporativos: um onde ESG é obrigatório e outro onde é opcional. Para CEOs de multinacionais, isso não é apenas questão regulatória, é o maior dilema estratégico da década. Como liderar empresas globais quando as regras do jogo mudam conforme a geografia?

Quando uma guerra distante impacta os preços no mundo e no Brasil

Quando a geopolítica esquenta, o impacto não começa nos noticiários – começa na planilha: energia mais cara, logística pressionada, insumos instáveis e margens comprimidas. Este artigo revela por que guerras longínquas se tornam, em poucos dias, um problema urgente de precificação, estratégia e sobrevivência financeira para as empresas.

Inovação & estratégia
23 de fevereiro de 2026
Com bilhões em recursos não reembolsáveis na mesa, o diferencial não é ter projeto - é saber estruturá‑lo sem tropeçar no processo.

Eline Casasola - CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89

5 minutos min de leitura
ESG
22 de fevereiro de 2026
Depois do Carnaval, março nos convida a ir além das flores e mimos: o Dia Internacional da Mulher nos lembra que celebrar mulheres é importante, mas abrir portas é essencial - com coragem, escuta e propósito.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
21 de fevereiro de 2026
A autêntica transformação cultural emerge quando intenção e espontaneidade deixam de ser opostas e passam a operar em tensão criativa

Daniela Cais – TEDx Speaker, Design de Relações Profissionais

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
20 de fevereiro de 2026
A verdadeira vantagem competitiva agora é a capacidade de realocar competências na velocidade das transformações

Cristiane Mendes - CEO da Chiefs.Group

4 minutos min de leitura
Liderança, Bem-estar & saúde, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
19 de fevereiro de 2026
A crise silenciosa das organizações não é técnica, é emocional - e está nos cargos de poder.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
18 de fevereiro de 2026
Quando 80% não se sentem realizados, o problema não é individual - é sistêmico.

Tatiana Pimenta - CEO da Vittude

7 minutos min de leitura
ESG
17 de fevereiro de 2026
O ESG deixou de ser uma iniciativa reputacional ou opcional para se tornar uma condição de sobrevivência empresarial, especialmente a partir de 2026, quando exigências regulatórias, como os padrões IFRS S1 e S2, sanções da CVM e acordos internacionais passam a impactar diretamente a operação, o acesso a mercados e ao capital. A agenda ESG saiu do marketing e entrou no compliance - e isso redefine o que significa gerir um negócio

Paulo Josef Gouvêa da Gama - Coordenador do Comitê Administrativo e Financeiro da Sustentalli

4 minutos min de leitura
Lifelong learning
16 de fevereiro de 2026
Enquanto tratarmos aprendizagem como formato, continuaremos acumulando cursos sem mudar comportamentos. Aprender é processo e não se resume em um evento.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
13 de fevereiro de 2026
Entre previsões apocalípticas e modismos corporativos, o verdadeiro desafio é recuperar a lucidez estratégica.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Tecnologia & inteligencia artificial
12 de fevereiro de 2026
IA entrega informação. Educação especializada entrega resultado.

Luiz Alexandre Castanha - CEO da NextGen Learning

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...